Humor inglês é uma coisa tão inglesa, mas tão inglesa que toma chá de monóculo e não liga pra você. E não adianta a gente tentar: humor inglês em português já fica ruim. Sei disso, porque já li uns par de livros de gente que, inspirado pelo cinismo dos ingleses, cria uns personagens lotados de frases sarcásticas e atitudes blasé, que… bem, que não levam eles a lugar nenhum aqui no Brasil. Sei disso, porque quando eu era jovem e comecei a escrever meu livro, meus personagens adoravam sacar piadas inteligentinhas e ácidas da manga em momentos impróprios. E quando reli aquilo, parecia mais falso que amiga invejosa elogiando seu sapato. Era bobo. Chato, até.

Aí com o tempo fui aprendendo, aprendendo que pelo menos pra mim escrever tentando imitar o Douglas Adams é besteira e desfuncional, que um cavaleiro que diz Ni não tem apelo sem o desafino britânico que só quem é tem. Aprendendo que humor brasileiro também é lindo, e o Auto da Compadecida, e Guimarães Rosa, e Machado de Assis, meu deus, que gente bacana e engraçada.

Digo isso porque estou lendo o livro do Hugh Laurie. Não, não o House, porque me recuso a lembrar dele como o House. Este Hugh Laurie aqui.

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O cara é tão legal. E vai fazer show aqui. E não vou :(. E escreve bem.

Sobre o livro, pois: a tradução é meio duvidosa e os erros de português tiram uma boa parte da sua paciência ao ler o livro, mas o jeito que ele escreve, além de inglês até a ponta do sapato polido, é engraçado. É um narrador que fala besteira, que esquece de narrar o livro, que divaga. E gosto porque foi só criando um narrador assim que consegui escrever meu livro finalmente.

E percebi que já peguei uma influenciazinha dessa leitura ao enfiar um “aí” aí no meio dessa frase. Não sou uma escritora de escrever aís. Mas gostei desse aí aí.

“Era uma coisa assim, meio barroca. Pedro suava e criava, criava e ousava, aí criava coisas novas de novo. ”

E, isso dito, vou voltar para meu livro. 🙂

Uma pequena ideia pode ser aquela que muda o mundo

Pode ser ou, de fato, é. No meu modo de ver, pelo menos.

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Gosto dessa campanha da IBM porque:

– Ela trabalha com pequenas ideias em busca de um mundo mais bem sacado.

– Ela busca novas ideias na melhor fonte de novas ideias do planeta: crianças.*

– Como pedestre incurável, sinto falta de coisas mais inteligentes e menos violentas para melhorar as relações no trânsito.

Assista ao vídeo:

 

Boa semana pra nós!

 

 

*ao menos aquelas que ainda não têm vergonha de suas próprias ideias.

 

De vez em quando eu devia reler isso

Faz uns 5 anos que me formei.

Ponto, parágrafo na outra linha.

E ao assistir a esse discurso do Michael Lewis em Princeton, lembrei do meu discurso de oradora da turma, quando foi a minha formatura. Foi tão gostoso, tão… tão aplaudido, que até o Tas, que tinha sido nosso patrono, retuitou e elogiou às pampas. Tão gostoso isso. O tempo passou e resolvi reler o menino pra ver se ainda faz sentido.

A gente tem noção da responsabilidade que é ser oradora da turma de Publicidade e Propaganda. Quando eu disse que ia ser oradora, minha mãe falou o de sempre: AI, FILHA, QUE LEGAL, VOCÊ É TÃO CRIATIVA. FAÇA UM DISCURSO MUITO CRIATIVO.
A esperança dela era que a gente criasse um discurso que fizesse tanto sucesso quanto o Use o Filtro Solar. Que um dia, quem sabe, virasse um vídeo no YouTube lido pelo Pedro Bial.
Aí, como boas publicitárias, a gente tentou ser artista: pensou em se inspirar no Arnaldo Antunes e fazer umas rimas abstratas.
A gente tentou ser moderna: pensou em escrever um discurso em 140 caracteres que coubesse no Twitter.
Só então a gente resolveu começar do começo. Então, nos fizemos a seguinte pergunta: o que é fazer Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero?
Enfrentar a fila do Monet, no terceiro andar, disputando atenção com as belas e escovadas meninas de Relações Públicas – um curso que a gente até hoje não entendeu.
Discutir política com o pessoal de Jornalismo, tentando não confundir os caras, todos iguaizinhos o Marcelo Camelo.
Passar pelo pessoal colorido de Rádio e TV. Todos eles sonhando ser grandes diretores, mas aceitando quem sabe começar a carreira como redatores na Gazeta.
E o pessoal de Turismo.
E por fim… ah, nós, os publicitários. Nós, os artistas que não deram certo. Os administradores que eram legais demais pra fazer administração e medrosos demais pra ser cineastas. Os criativinhos se achando alternativos porque usavam Allstar. As atendimentos, bonitas, eloquentes e presentes em todas as baladas. Os mídias, que descobriram o que era ser mídia lá pelo terceiro ano da faculdade. Os planejamentos, criativos frustrados que trocaram o Photoshop pelo PowerPoint. Os que estão em empresas, os temidos clientes, lidando com toda essa fauna. E os veículos, que passam a vida bajulando ora um, ora outro.
E todos, de um modo geral, que aguentaram os quatro anos de faculdade sendo apresentados como “o sobrinho que faz JORNALISMO na Cásper Líbero”. Todos, de um modo geral, que sempre vão ouvir das pessoas “MUITO LINDO SEU ANÚNCIO”, mesmo que não tenham sido os responsáveis pela sua beleza.
É incrível: você pode dizer: “mas eu só fiz o texto. Mas eu só fiz o planejamento de mídia. Mas eu só servi o café”. Não adianta. Aquele logotipo amarelo e roxo e o garoto propaganda vão chamar sempre mais atenção.
Quem se forma em 2009 encontra um cenário peculiar. O que na verdade é um eufemismo pra “um puta cenário desanimador”: a crise (a gente precisava falar nela, é hype), suas mil demissões e o mercado instável. Isso fez a gente se formar sem ficar muito sossegado. E isso é muito bom.
Ano passado, dois profissionais de grandes agências tiveram uma famosa discussão sobre o que os publicitários devem fazer na crise. Um deles, o Nizan, dizia que com a crise se deve apostar no óbvio. O modelo antigo: propaganda na Globo, com a Ivete Sangalo cantando um jingle! O outro, o Fábio Fernandes, falava: tem que apostar no novo. Agora é a hora de se jogar, ousar, ser mais criativo e testar um novo modelo de propaganda.
E a gente? Escolhe a Ivete ou o assustador desconhecido? Agora já era. A gente tá aqui, já passaram os Jucas, no máximo temos umas DPs pra fazer. Chegou a hora de decidir. O certo? Não se sabe. Mas a nossa obrigação, a gente desconfia: quem acaba de cair no mercado tem que aproveitar o embalo – se jogar no novo, no mais simples, no mais criativo. No que faça as pessoas usarem a cabeça. Que não confunda público alvo com painel de tiro ao alvo. É mais do que nossa obrigação. O mundo tem que mudar, e a gente tem que ajudar nisso.
Ou é isso, ou a fama de publicitário vai continuar aquela coisa linda: gente que só sabe enganar pessoas e comer criancinhas bebendo uma Original no happy hour. Ou pior, gente que só sabe fazer aqueles anúncios das Casas Bahia.
Aí vêm as pessoas sagazes e perguntam: se todas as pessoas do mundo desaparecessem e sobrassem só alguns profissionais, qual seria a utilidade de um publicitário? Publicitário não salva vidas, como um médico, não constrói pontes, como um engenheiro. Só faz umas piadinhas medíocres e ganha Cannes.
Mas um publicitário teria uma boa ideia. Essa é nossa utilidade. Propaganda é mais que um anúncio foda. É ter ideias, e fazer com que elas aconteçam. É pensar em alguma ideia genial que usaria um estetoscópio de um médico pra construir uma ponte engenhosa. É usar tudo como fonte de inspiração, pra melhorar a vida das pessoas. Se não é, devia ser.
Pra terminar, agora menos corporativas, vamos falar mais da vida. Aqui vai um trecho de um post de um amigo nosso que também está se formando agora. Ele escreveu: estamos em crise na crise. Fora a crise global, é a nossa crise interna dos 20 e poucos anos que nos atormenta, e nos faz pensar o que estamos fazendo das nossas vidas.
Que história queremos contar depois? Ser feliz profissionalmente, bem sucedido, ganhar bem, morar numa cidade bacana. Isso é tudo? O fundo da questão é maior que esse: é ser uma pessoa interessante, e tornar o mundo mais interessante.
Se fosse uma estratégia de marketing, seria esse um Objetivo Geral. Tornar sua vida, e a dos outros, mais interessante, é o que importa. Ter impressões, não de banner, mas do mundo. Compartilhar arquivos online, mas lembrar que o mais legal ainda se compartilha offline.

Hoje, cinco anos de vida e de alguma experiência depois, posso dizer: as piadas e citações da faculdade não fazem mais o menor sentido (e como isso é estranho/triste/normal, né…?) e o amor pela publicidade não acabou porque ele nunca existiu. Porque sempre fui apaixonada por ideias, e não por títulos – e hoje cada vez mais acredito que publicidade vai se entrelaçar com design (não é à toa que estou fazendo pós em design), porque quem manda são as ideias. Ou deveria ser. Não fosse o excesso de crença na tecnologia pela tecnologia, o excesso de veículo gordo, excesso de happy hours, o excesso de departamentos querendo trabalhar um contra o outro e a falta de gente legal que consegue criar uma boa ideia sem consultar o FWA ou pedir permissão.

...

Bons problemas pra você!

Que coisa linda esse Denis Russo talk que assisti na pós hoje. Resumo: os problemas estão lá fora e as soluções também.

1. O que é um problema eterno e insolúvel?

2. Ninguém cria e/ou propõe soluções boas preso dentro da sala de reunião cuspindo ideias num ar refrigerado.

 

 

 

Arqueologia virtual

Eu tenho planos, planos, planos. A maioria sendo posta em prática silenciosamente (RÁ!), e outra parte esperando as oportunidades e me exigindo muitos estudos. Pois tem um deles que pulou aqui na minha cabeça como um pop up e não quer sair: eu quero me aperfeiçoar em arqueologia virtual. Fiz umas pesquisas on-line e o máximo que encontro ligado a isso é uma linha da arqueologia tradicional que usa o computador para mapear descobertas físicas – mas a arqueologia virtual que eu proponho não é essa. Ela é mais relacionada a escavações no próprio mundo digital, descobrindo histórias e encontrando chaves importantes em sites, páginas antigas, blogs, redes. Onde vocês acham que os escavadores de 3000 (se é que ainda estaremos por aqui) vão pesquisar os tesouros da nossa geração? Certamente não vai ser no chão. Vai ser na nuvem.

Pois é. Se eu decidir fazer mestrado, já sei pra onde vou.  Esse caminho tem tudo a ver com a tal da curadoria, meu assunto favorito dos últimos tempos.

É algo a ser super explorado, e de quando em quando posso trazer algo aqui no Palitos. Por hora é isso, só queria compartilhar essa ponta do iceberg. Se alguém tiver links sobre o assunto, aceito de bom grado!

Lembrei desse tema ao cair em um link (o próprio link é antigo!) que reúne gifs dos primórdios da internet numa espécie de museu digital tosquinho.
      

          

 

Clique e divirta-se vendo todos no museu

você tem um novo e-mail na sua caixa de entrada – e um novo livro também

Estava meio com medo de compartilhar isso, ainda estou. Medo de cobranças, de cópias, mas que seja. (: Se esse blog foi feito pra compartilhar processos criativos, nada melhor que compartilhar um processo criativo desde o comecinho, né?

É que vou começar um novo livro. 

Opa, calma, o Willifill continua, firme e forte, mas uma ideia daquelas que vidram os olhos me assaltou dia desses no meio do horário de trabalho e as coisas estão pedindo pra que ele comece logo. E ele vai ser escrito à 4 mãos, com uma amiga fantástica que escreve muito muito bem.

Vou abrir aqui um pouquinho das conversas que levaram a essa decisão. Cortei várias coisas pra nos preservar, mas acho que é uma curiosidade divertida acompanhar isso aqui. É gostoso fuçar na correspondência dos outros, que eu sei!

E não repare as empolgações. Somos empolgadas como uma caneca de café fosforescente.

Fraaaan!
Acabei de ter uma ideia para aquele conto de ficção científica que você imaginou! 😀 Não sei se você gosta, então fica como sugestão perdida no ar.
Na verdade, foi só um flash de ideia. xxx
Podia funcionar como um xxx… não sei se seria um lugar específico, mas vamos supor que sim. As pessoas xxx
E aí pensei nesse carinha. Ele xxx E aí começa o jogo: o cara xxx
O que você acha? Me connnta!
Beijon!

xxx, eu adoreeeeeei! 😀
Gostei que vc criou um conflito/motivação realmente pras coisas. Eu estou levando a sério esse conto (talvez até demais), e estou lendo bastante sobre o assunto. Mas esse caminho me animou, porque é mais simples, sem aprofundar demais na história de porque/quando/onde/como as coisas estão xxx e as implicações sociais terríveis disso, que estavam assomando à minha mente. E minhas histórias favoritas são as que menos explicam as coisas!

Gostei! Vou ver se rascunho um começo pra gente começar a brincar. 😀

Ah! E fui na exposição do Clareada sábado. Super demais, que ideias encantadoras. É muito parecido com o que imagino pro meu livro. 🙂 Foi super inspirador.

ps: dei uma acalmada na minha crise de hoje de tarde (tava bem grave). Resolvi dar uma de Calvin e sair quase que literalmente correndo da agência às 18h em ponto (fazia um sol tão lindo!!!). aí coloquei minha melhor roupa, encontrei velhinhas casamenteiras na igreja (hahaha elas ficam querendo me apresentar os filhos delas :D) e estou aqui na Ofner perto de casa, escrevendo meu livro. Vou tentar adotar isso, de começar a escrever aqui. É tão divertido! 🙂 Tirando os headphones e o macbook, é tão Paris nos anos 20!

Eieiei! 😀

Ai, que bom! Tô empolgada aqui também, Fran! Aliás, empolgada é a minha atual definição pras coisas: comecei ontem a participar do NaNoWriMo, um projeto de escrever um romance de 50 mil palavras (!) em um mês (!!!!). Pois é! haha Não sei porque me meti nessa e sei que não vai sair algo de muita qualidade daí, mas fazia tanto tempo que eu não desenferrujava as “literarices” que pode ser um exercício útil, pelo menos agora. Sei que você não está nada destreinada e o projeto já tá no segundo dia, mas se você sentir vontade de participar, corre lá! http://nanowrimo.org

Acho que se bobear até podemos entrar nas implicações sociais terríveis e maléficas da xxx – aliás, acho super fundamental! 🙂 –, mas confesso que sou fã de explicar grandes terrores em coisinhas pequenininhas que dão aquele “estalo”. 😉

Mas maaanda bala quando puder, memo! o/

Ain, como foi o Clareada? Deve ter sido tão lindo! Dava para conversar com as meninas? A Marcellinha é uma fofura ambulante! Vou caçar fotos! =)
E Fraaaan, AMEI sua solução Calvin pro dia cinzento! Melhor solução de todas! É isso mesmo, menina. Ofner é amor e sentir novos ares também. Também comecei a fazer um pouquinho disso por aqui! 😀 Fiquei tão maluca no blog da Katie que comecei a fazer umas intervenções nas paredes branconas e chatas de casa. Agora tenho um monte de desenhos coloridos e uma máquina de bolhas no banheiro! hahaha vai ser uma sensação quando eu voltar pra casa! haha
Rotina é que nem piñata, no fim das contas: a única coisa que você pode quebrar e ganhar presentes por isso 😀
(Ok, hora de praticar metáforas novas também)
xxx
Bêêjo!

(5 MESES DEPOIS)

duas palavras:

ARQUEÓLOGOS VIRTUAIS!

mande mais palavras! 😀

Mais fácil, vou copiar um diálogo que tive com xxx

É xxx E UMA IDEIA PRA UM CONTO. OU PRA ESSE CONTO

Francine:
MEU EU TIVE UMA IDEIA MEIO LIFECHANGING AGORA
isso vai direcionar meus esforços de agora em diante
– vc já pensou que daqui uns 20 anos ou menos ou mais
teremos arqueólogos e paleontólogos virtuais?
especializados em encontrar coisas na internet
xxx: !
é mesmo
mas só 20 anos?
pode ser…as mudanças estão tão rápidas..
mas não entendi como isso vai direcionar seus esforços|!
Francine: é o seguinte
eu estou vendo uma tendência pra esse negócio da curadoria na internet crescer muito
pessoas cujo trabalho é mapear os melhores links e compartilhar, essas coisas
ler informação, triar e espalhar para as pessoas certas
xxx: nem sabia que existia essa função!

Francine: não é jornalismo, é curadoria

MAS NÃO EXISTE
xxx: parece com vc
aah O_o
Francine: por enquanto não é muito claro

xxx: Mas já existe o termo “curadoria” para isso?

Francine: sim
eles até já inventaram manuais de prática
xxx
e o próximo passo disso é a arqueologia virtual
tem que existir gente que sabe encontrar a coisa usando os termos certos, tendo os links certos
e a curiosidade certa

Fraaaaaaaan! :O

que coisa mais SENSACIONAL! eu também não sabia que isso existia! na verdade, sempre via esse pessoal falando de curadoria (tipo o Brainpickings), mas achava que era mais um ~nome bonito~ pra “achei essa coisa gênia na internets e quero compartilhar com vocês” hehe
mas com você falando faz muito mais sentido! é viável mesmo! e é de doido!
E É UM CONTO SEM DÚVIDA ALGUMA hahaha
aliás, isso rende um universo, se a gente quiser jogar de verdade na literatura! imagina as xxx? imagina???!!!
😀 😀 😀 😀 😀

JÁ TÁ IMAGINADO!
tou vendo que nosso conto vai virar um livro.

O que acha??????????

acho sensacional pra caramba :))))))))))))))))))))))))))))))

E SE
e eu sei que isso é estranho e não muito chique, mas

e se fosse um livro escrito xxx, nesse universo
xxx

cara.

Isso pode ser muito legal.

Um livro com xxx
E aí eu sei que é arriscado, mas é uma maneira de escrever: a história se escreve sem grandes planejamentos de estrutura.

Porque assim, o Willifill tem uma mega estrutura e é bom escrever assim, mas queria treinar escrever dessa forma mais desordenada, pra ver como é.
E acho que é uma maneira de terminarmos mais rápido, o que vai fazer bem pros nossos eguinhos!!!!!!

Fran

COMASSIM NUM É CHIQUE É LINDO MAGINE MENINE
eu adoro! é demais!!!!!!!! 😀
mas aí xxx
eu acho legalzíssimo! e é arriscadinho, sim, um bucadim, mas é sempre um experimento, né não? =)
sensacional 😀

Eu acho mais legal a gente pelo menos começar cada xxx
Tipo, a história vai seguindo adiante, mas sempre xxx
Tipo

capítulo 1
xxx

capítulo 2
xxx

É meio que a experiência de escrever e ler um livro ao mesmo tempo né????? Meu, acho que somos a melhor dupla pra fazer isso!!!! xxx

Ai, concordo. É mais legal mesmo. 😀
e SIMMMMMM TOU EMPOLGADA! vai ser lindo isso!!!! <3

E e e e você tem alguma preferência do xxx que quer escrever? 🙂 Eu tou de boas, acho que os dois vão ser legais!

Posso ser xxx?
Tou meio esgotada de falar xxx, já que imagino meu narrador xxx no Willifill! 😀

Pode, pode! Até porque a historinha (que ainda só rola na minha cabeça :|) é sobre uma moça, então ia ser legal xxx
Hmm, não sei quem pode começar… porque quem começa é quem apresenta esse mundo pro leitor, né? A gente vai manter a ideia dos xxx? 🙂 porque aí pode ser legal ele começar contando, já que ele é (eu acho) um cidadão mais típico e tchururu. O que você aaacha? 😀

Não sei ainda como desenvolver essa história do xxx e isso que é mais legal!!! Pode ser esse enredo sim!

Manda bala, xxx!!! Vc começa 😀

   

Musicoterapia semanal de mim pra vocês

Oriunda da família DO RE MI, pai maestro e uma orquestra de primos e avós, tinha que sobrar um pouco pra mim. Daí que amo música. Acho que passo umas 12 horas por dia ouvindo música e procurando bandas novas – e, mais importante, selecionando com muito critério o que elas querem cantar pra mim. Uma mistura de curadoria com música. Quer coisa mais gostosa?

E desde a invenção do gravador de CDs no computador, não perdi uma mania. Que é a de fazer playlists pras pessoas queridas. Seja aniversário, casamento, despedida, felicidade ou tristeza, adoro o desafio de sacar da manga do meu iTunes os sons que acho que vão fazer melhor pra determinada pessoa em determinado momento. Eu não entendo nada de musicoterapia, mas essa é minha musicoterapia.

Com o tempo, percebi que essa mania era super bem recebida pelas pessoas. Muita gente me liga do nada no meio do dia ou manda e-mail pra agradecer que o CD que gravei animou sua tarde, ou que achou que tal e tal música foi escrita pra ela, ou até que falou da playlist na sessão de terapia (juro!). Ver que uma simples seleção das músicas certas deixa os outros felizes me deixa feliz. E isso me inspirou a começar mais um projeto (sim, mais um, porque né): todo domingo à noite vou aproveitar aquelas horas à toa e montar uma playlist temática pra iluminar nossas semanas. Meio autobiográfica, meio autoajuda e completamente inspiradora.

O projeto ainda nem tem nome direito, mas a primeira playlist já está aí, sem muita firula e alguma escala de cinza, porque não tem sido fácil pra ninguém. E não me peçam explicações, porque né.

Espero que gostem. : )

[8tracks width=”300″ height=”250″ playops=”” url=”http://8tracks.com/mixes/649427″]

e eu nem lembrava disso!

Continuando nas minhas catanças, encontrei um presente que fiz para uma amiga em 2007. Era uma caixa com uma lâmpada, um punhado de café, um CD, várias fichas com sugestões e o manual de instruções transcrito aqui. 2012, estejas pronto para mais presentes assim. : )

MANUAL DE INSTRUÇÕES

Parabéns! Você acaba de ganhar os ingredientes para ter a sua própria Epifania®. Em breve, seguindo esse manual de instruções direitinho, você pode ser a feliz proprietária de uma Epifania®! Para isso, porém, é preciso fazê-la nascer e depois manter a danada viva. Epifanias® são um espécime raro, em extinção e um tanto delicados, exigentes pra chuchu. Para ficarem vivas por mais tempo que seu segundo inicial, precisam ser mantidas em um ambiente específico e alimentadas com uma ração especial, além de outras regalias e regras que só elas entendem. Estes são os 7 passos para o sucesso para uma Epifania® feliz:

Passo 1: retire sua Epifania® de dentro de sua caixinha-incubadora. Você saberá se ela está viva quando sua luz estiver acesa.

Passo 2: desembale a maçã. Siga os passos de Isaac Newton e faça-a cair sobre a sua cabeça. Porém, é importante que a maçã caia sem querer. Assim nascem as Epifanias®. Você não pode estar esperando, e tentar fazer com que ela aconteça sem querer pode apenas complicar as coisas. Dica: deixe a maçã em algum lugar alto de sua casa onde ela possa cair sobre sua cabeça a qualquer momento.

Passo 3: diariamente sorteie alguma ficha presente na caixa de idéias. Assim que você tiver despertado a Epifania®, o próximo passo é alimentá-la. A caixinha de idéias é a caixa de ração desse seu novo bichinho de estimação. Seu prato preferido é quase qualquer coisa que tenha idéias, seja em filmes, músicas ou textos. Porém, tome cuidado. Textos do Orkut em demasia contêm toxinas e podem matá-la a qualquer instante.

Passo 4: é importante que você não desista no meio dos Passos. É provável que sua cabeça esteja doendo com a batida da maçã e o sono te invadiu depois de ter lido a caixinha com idéias. Para se manter acordada e sem vontade de voltar à vida pré-Epifânica, sinta-se à vontade e sirva-se de muita cafeína. Ou qualquer coisa equivalente.

Passo 5: retire o CD da caixinha, e o coloque em um tocador de músicas (o lado brilhante fica para baixo). Saia pela casa dançando, enquanto faz faxina. O habitat natural das Epifanias® é um lugar muito agradável e cheio de músicas felizes. Se um dia sua Epifania parecer um pouco adoentada e desanimada, você vai ver como ela parecerá mais feliz ao ouvir determinadas músicas. Mesmo que você talvez não goste do estilo musical das ditas-cujas, sua criação vai gostar que você leia as letras para entendê-las melhor.

Passo 6 E MAIS IMPORTANTE: olhe para sua Epifania®. Ela parece viva ou ainda parece estar apagada? Se ela continuar apagada, aí entra a regra de ouro das criações de Epifania®: A IDÉIA IDIOTA. Idéias idiotas nascem com mais constância que as Epifanias®, mas as pessoas raramente dão tanto valor pra elas. Quando associadas à Epifania®, elas podem fazer maravilhas. Quando você presta atenção na idéia idiota, você mais tarde pensa: “Puxa vida, como é que não pensei nisso antes?”. Esse inclusive é o melhor slogan para toda e qualquer Epifania®. No caso, a idéia idiota que você não pensou antes é simples. Para colocar a Epifania® em funcionamento, basta uma simples e última coisa: ligar a lâmpada na tomada.

– só lembrando que na falta de lâmpadas, palitos sempre resolvem : )

O fator cirque du soleil

Tô aqui escrevendo no intervalo do espetáculo do cirque du soleil (tenho 25 minutos pela frente e ninguém com quem comentar). Tava em casa sem fazer nada e meu amigo manda um “tenho um ingresso de 400 reais pro varekai pra HOJE e não posso ir. Quer?”. Não acreditando que era possível fui lá e fiz. Era um dos meus sonhos, e como costuma acontecer pra mim, aqui estou realizando ele, de repente e de graça.

E estou no auge da inspiração (o cenário lembra muito meu livro), querendo dizer umas coisas pra (sobre) a gente.

1.

Do protagonista ao iluminador: tudo tem um esmero lindo. São pessoas que estão no topo da cadeia alimentar onde trabalham. É o que me lembra a Disney. É o que me lembra de revisar meus trabalhos 48 vezes antes de entregar e o que me deixa triste quando vou dormir depois de um dia que eu poderia ter deixado muito melhor (sempre). Um selo de qualidade além da própria expectativa, é disso que tô falando.

2.

Quando você está numa atmosfera impecável assim o público fica mais exigente. Na primeira acrobacia sensacional todo mundo aplaude. Mas as coisas vão ficando tão melhores com o passar do tempo, que vamos nos acostumando – e quando chega o final do show, aquela primeira acrobacia não vale mais nada. Que medo. Em relação à artetrabalhovida, espero não ter entregado minha melhor acrobacia ainda. Por favor, sejam exigentes.

3.

Mas acho que o mais mais mais incrível das cenas do cirque é que elas são feitas por gente que nasceu no pé de igualdade com a gente. Como eu e (espero) você, também vieram com duas pernas, dois braços e uma cabeça. Ou seja, pouca coisa impedia a gente de fazer com essas pernas e braços o que eles fazem – exceto, talvez, a cabeça.

É por isso que sempre valorizei esporte, alongamento e, agora mais que nunca, dança. Acho triste a gente limitar um instrumento tão legal a andar, sentar e deitar.

O que me separa dessa pessoa absurda aqui no palco é, basicamente, anos de treino e algumas escolhas.

E muita disciplina.

O que me lembra outra coisa: o se esforçar pra fazer o melhor do melhor. Ninguém nasce bom, e todo mundo nasce especial. Se você não quer ser ninguém nem todo mundo, tem que sair daqui da plateia, onde você só tem chance de aplaudir, admirar ou reclamar, e ir lá ralar nos bastidores. E fazer mais, e deixar de fazer muita coisa.

Já vi gente demais dizer que não consegue fazer (insira algo realmente sensacional aqui) porque não tem grana, ou estudou em colégio público ou não tem tempo. Conversa.

Um dia posso perder tudo, inclusive minha memória junto com tudo o que já aprendi, e virar a mendiga amnésica mais ocupada do mundo. Mas Deus me ajude que eu ao menos tente ser a melhor mendiga amnésica sem tempo do mundo.

Pra ornar:

cantare, ô ô

Estava lá fazendo meu xixizinho e ouvi um cara cantando Roberto no último volume no escritório ao lado. Era o pedreiro, cantando enquanto trabalhava.

Bem que se podia arranjar um emprego em que você possa cantar a plenos pulmões enquanto trabalha.

(digo, eu até posso, mas as pessoas da minha bancada ficariam incomodadas/constrangidas)

enquanto isso, canto como doida quando faxino minha casa.

Ah, pobres vizinhos.