Quando eu tinha 21 anos, achei que esse seria um post legal pra hoje

Backlog é um termo que emprestei do meu namorado tecnológico e tão neurótico por listas quanto eu. A verdade é: descobrimos um jeito de não enlouquecer por não conseguirmos fazer tudo o que queremos nas 24 horas que temos. Pra não perder nada, vamos separando cada coisa em um backlog, uma lista, e separamos um tempo na vida para ver cada lista. Eu, por exemplo, tenho a lista de lugares para ir com o mesmo namorado supracitado, tem a lista de bandas para baixar (baixo uma por semana há mais de ano), a lista de filmes para ver, a lista de coisas bonitas para comprar quando tiver dinheiro, a lista de links para ler e a lista de posts para fazer.

E é aqui que entra esse post, mostrando as falhas dessa minha descoberta. Porque hoje apelei para a minha lista de posts para fazer, e descobri que ela está com uma defasagem de cerca de quatro anos com a realidade. Bem, caso vocês não tenham visto, esse é o vídeo de comemoração que a Almap fez para comemorar seu prêmio de agência do ano. Em 2009.

E é aqui que eu poderia ter um acesso de pânico (mas como assim 4 anos, isso nunca vai sincronizar, socorro namorado tecnológico), mas eu só tenho acessos de riso. Afinal, essa minha técnica me poupa de muito cansaço mental e sempre me oferece ideias novas, mesmo que – e talvez justamente porque – antigas. E, claro, tudo depende do bom senso. Nem todos os meus posts são datados, já que só recorro a essa lista quando estou curta de ideias. Mas, viu só, ela trouxe essa pauta interessante pro Palitos hoje.

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Artistinha, graças a Deus.

Há mais ou menos 5 anos, eu estava prestes a me formar. Era uma daquelas fases de vida balançante que jogam a gente de um lado pra outro, e naquele instante eu estava sendo jogada para fora de um emprego bacana. E, de repente, toda a crise que tive para encontrar meu primeiro emprego de verdade voltou à minha mente. Porque esse tipo de crise é um tipo que não morre, não. Fica lá, latente. Ela só muda de formato, e vai somando problemas a cada nova fase da vida (ah, que saudades de quando eu não pagava meu aluguel!). Provavelmente, vai acontecer de novo.

E lá fui eu, batendo de porta em porta, encarando todo tipo de clichê de diretores de criação, eu e minha engraçada pasta na mão. Cheguei ao ponto de ser entrevistada por um deles que, em pleno milênio, curtia fazer a pose de Don Draper. A entrevista aconteceu enquanto ele bebia vinho e me dizia que a relação da agência dele com o cliente era tão legal que eles até se encontravam para tomar droga juntos. Achei tão moderno.

Outra entrevista marcou minha vida. Foi outro diretor de criação que curtia uma pose. Ele pegou meu portfólio, bem simples ainda na época, e me devolveu imediatamente.

– Não vejo projetos pessoais. – ele disse. – é coisa de artistinha, e artistinhas nunca viram bons publicitários.

Ouvi aquilo, me levantei e, pouco antes de sumir para o mundo, pensei, não falei: “palhaço.”

(e no fim, ele foi mesmo palhaço comigo, no hospital, anos depois, porque a vida é assim, cheia de piadinhas).

A verdade é que, graças a Deus, não dei ouvidos a esse conselho. E dias depois, encontrei uma agência que acreditou no potencial dessa pretensa artistinha, um diretor de criação que sabe canalizar arte até em e-mail marketing, na medida certa – e lá amarrei meu bode.

4 anos depois, o bode já estava todo reclamão e me chamou de canto: – escuta, sai daí um pouco. Vai passear, ver como está o mundo lá fora. O pior que pode acontecer é você se arrepender. E desamarrei o bode e passei os últimos 6 meses entendendo o universo da propaganda em outra agência. Bem reconhecida, bem antiga, bem tradiça. E me arrependi.

Só não me arrependi completamente porque esses quase 6 meses serviram de alguma coisa. Com eles, entendi, em resumo, o que está faltando na propaganda, hoje. São os artistinhas.

Entendi que a divisão entre propaganda offline e propaganda digital existe sim, e vi como o resultado disso é pior que número ruim de circo mambembe. Mas disso eu até já sabia. O maior aprendizado desse tempo foi mesmo ver que não, a culpa desse circo não é só dos velhinhos que não sabem mexer no computador. É muito fácil jogar a culpa neles, enquanto enfiamos nossos empinados narizes de geração Y em nossos copinhos de Yakult. Nananinanão. A culpa é muito nossa, muito minha, muito dessa geração que está chegando. Geração que anda vendendo propaganda com manual de instrução.

E enquanto o “redator offline”, por mais empoeirado que esteja, ainda lê seu título pro cliente com um brilhinho no olhar, um resquício de arte, mesmo que já com um pouco de esforço para fazer o mundo do trocadilho subsistir, a equipe modernosa de digital (ah, sim, dígital, com acento no primeiro i, pra ficar ainda mais sofisticado) começa a falar de parallax, paracax, QR code, shenanigans, bluetooth, com ponta da língua entre os dentes e tudo. E tira dos bolsos referências e mais referências, e fala de códigos e siglas e engajamentos. E tira de seu trabalho a magia. Paixão pelo que está apresentando? Cadê? Não sei. Talvez ela esteja escondida em algum rodapé entre o slide 45 e o 59.

Estou achando é que perigamos virar uma geração de antenados, no pior sentido da palavra. Porque se deixar, recebemos conteúdo e mais conteúdo, sem tempo de deixar que ele se misture em nossa cabeça e vire coisa nova. Estamos é virando um bando de esponja com antenas, devolvendo para o mundo job requentado, tecnologia sem sentido, coisa que é legal até a página 1. Vou te contar, hoje, a (má) propaganda anda sendo um tal de botar chantilly em falta de ideia.

Que dá saudades dos tempos do pão com manteiga. Aquele em que, em vez de se pensar primeiro na plataforma, ou na última tendência do FWA, não se pensava. Intuía-se.

E aí sim, depois que a ideia nasce, depois que ela sai da sala de reunião brilhando, com gente sorrindo e com aquele jeitão de que quer mudar o mundo, aí sim ela vai em busca da melhor tecnologia para existir bem. Porque aí sim até wireframe pode ser lido com paixão.

Ufa.

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O livro que você não pode colocar na sua “pilha de livros para ler”

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Porque essa pilha de livros para ler é uma das coisas da vida que são assustadoras, que vão se acumulando, prontas para serem devoradas por nós,  com jeitinho, na verdade, de que nos devorarão. A minha fica dentro do meu guarda-roupa e já está quase saltando pra fora, inda mais agora que resolvi reler Os Miseráveis depois de 10 anos (e continua bom, viu?). Aí que a DraftFCB criou uma campanha em prol de novos autores, incentivando nós, leitores, a ler mais rápido e parar de empilhar livros pela vida.

Tudo muito bom, tudo muito bem, mas pra mim deviam era fazer um desses pra escritores. Já pensou? Um software que apaga seus escritos se você demorar mais que 12 anos pra escrever? Ia ser muito sucesso.

 

 

medo de nunca terminar.

Meu livro, é! Fiz aqui uma lista das coisas que a gente faz com um livro que não termina:

  1. Coloca na herança pro filho terminar e ele que faça um bom trabalho.
  2. Chama a Zíbia e continua o trabalho mesmo depois de morta.
  3. Bota fogo. Fogo em você mesma, só de raiva.
  4. Manda enterrar junto com você. Com a seguinte inscrição: esse ano eu termino.
  5. Pede pra publicarem mesmo assim, igual aquele Castelo daquele mala do Kafka que me fez ler um livro chato e inteiro para terminar assim sem mais nem

Ou um dia alugo uma cabana na montanha e escrevo e escrevo e escrevo em uma febre de 5 dias até terminar a coisa toda. Que, minha gente, já tem 12 anos de idade. É um adolescente! É um mardito adolescente gritando no meu computador e sacudindo a porta do meu armário!

Mas vejam vocês se não encontrei uma banda russa sucesso que tem o mesmo nome completamente inventado do meu livro:

 

E uma foto no Pinterest que é a cara de uma das minhas personagens:

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Dia 19 faz 12 anos que comecei.

Então quer dizer que no próximo dia 19, faz 12 anos que comecei a escrever meu livro.

DOZE fucking anos.

Sabe o que é isso? Sabe o que é começar com uma ideia aos 13 anos de idade e não desistir dela até hoje? Começar com uma ideia antes de sequer começar o colegial, e resolver continuar com ela mesmo hoje, 5 anos de formada na faculdade, com uma vida quase minha. Isso significa alguma coisa. Significa que eu sou teimosa, ou lenta, ou, melhor: que essa história precisa ser contada, de uma maneira ou de outra.

Fucei na minha pasta Willifill empoeirada aqui e encontrei alguns presentes para celebrar a data.

O que me assustou é que a versão final do meu livro, a que eu sigo escrevendo até hoje, começou a ser escrita em 2004. Mesmo a versão mais recente já tem 9 anos. Puxa. Estou feliz. : )

A primeira página da primeira versão, em 19 de fevereiro de 2001:

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Algumas curiosidades: nesta época, Sandro e Manfredo eram os protagonistas da história. Seus apelidos: Sam e Fredo. E não, eu nunca tinha sequer ouvido falar nos personagens de Senhor dos Anéis na época. Outra: 4 anos depois desses escritos, nasceu a filha do meu tio Sandro. Seu nome? Lívia.

A primeira página da versão final, em 10 de outubro de 2004:

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Um desenho (terrível) que fiz do livro em algum momento inicial destes 12 anos:

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E talvez a triste razão pela qual eu demore tanto, trazida à luz pela protagonista de minha antiga tirinha, em 2008:

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De vez em quando eu devia reler isso

Faz uns 5 anos que me formei.

Ponto, parágrafo na outra linha.

E ao assistir a esse discurso do Michael Lewis em Princeton, lembrei do meu discurso de oradora da turma, quando foi a minha formatura. Foi tão gostoso, tão… tão aplaudido, que até o Tas, que tinha sido nosso patrono, retuitou e elogiou às pampas. Tão gostoso isso. O tempo passou e resolvi reler o menino pra ver se ainda faz sentido.

A gente tem noção da responsabilidade que é ser oradora da turma de Publicidade e Propaganda. Quando eu disse que ia ser oradora, minha mãe falou o de sempre: AI, FILHA, QUE LEGAL, VOCÊ É TÃO CRIATIVA. FAÇA UM DISCURSO MUITO CRIATIVO.
A esperança dela era que a gente criasse um discurso que fizesse tanto sucesso quanto o Use o Filtro Solar. Que um dia, quem sabe, virasse um vídeo no YouTube lido pelo Pedro Bial.
Aí, como boas publicitárias, a gente tentou ser artista: pensou em se inspirar no Arnaldo Antunes e fazer umas rimas abstratas.
A gente tentou ser moderna: pensou em escrever um discurso em 140 caracteres que coubesse no Twitter.
Só então a gente resolveu começar do começo. Então, nos fizemos a seguinte pergunta: o que é fazer Comunicação Social na Faculdade Cásper Líbero?
Enfrentar a fila do Monet, no terceiro andar, disputando atenção com as belas e escovadas meninas de Relações Públicas – um curso que a gente até hoje não entendeu.
Discutir política com o pessoal de Jornalismo, tentando não confundir os caras, todos iguaizinhos o Marcelo Camelo.
Passar pelo pessoal colorido de Rádio e TV. Todos eles sonhando ser grandes diretores, mas aceitando quem sabe começar a carreira como redatores na Gazeta.
E o pessoal de Turismo.
E por fim… ah, nós, os publicitários. Nós, os artistas que não deram certo. Os administradores que eram legais demais pra fazer administração e medrosos demais pra ser cineastas. Os criativinhos se achando alternativos porque usavam Allstar. As atendimentos, bonitas, eloquentes e presentes em todas as baladas. Os mídias, que descobriram o que era ser mídia lá pelo terceiro ano da faculdade. Os planejamentos, criativos frustrados que trocaram o Photoshop pelo PowerPoint. Os que estão em empresas, os temidos clientes, lidando com toda essa fauna. E os veículos, que passam a vida bajulando ora um, ora outro.
E todos, de um modo geral, que aguentaram os quatro anos de faculdade sendo apresentados como “o sobrinho que faz JORNALISMO na Cásper Líbero”. Todos, de um modo geral, que sempre vão ouvir das pessoas “MUITO LINDO SEU ANÚNCIO”, mesmo que não tenham sido os responsáveis pela sua beleza.
É incrível: você pode dizer: “mas eu só fiz o texto. Mas eu só fiz o planejamento de mídia. Mas eu só servi o café”. Não adianta. Aquele logotipo amarelo e roxo e o garoto propaganda vão chamar sempre mais atenção.
Quem se forma em 2009 encontra um cenário peculiar. O que na verdade é um eufemismo pra “um puta cenário desanimador”: a crise (a gente precisava falar nela, é hype), suas mil demissões e o mercado instável. Isso fez a gente se formar sem ficar muito sossegado. E isso é muito bom.
Ano passado, dois profissionais de grandes agências tiveram uma famosa discussão sobre o que os publicitários devem fazer na crise. Um deles, o Nizan, dizia que com a crise se deve apostar no óbvio. O modelo antigo: propaganda na Globo, com a Ivete Sangalo cantando um jingle! O outro, o Fábio Fernandes, falava: tem que apostar no novo. Agora é a hora de se jogar, ousar, ser mais criativo e testar um novo modelo de propaganda.
E a gente? Escolhe a Ivete ou o assustador desconhecido? Agora já era. A gente tá aqui, já passaram os Jucas, no máximo temos umas DPs pra fazer. Chegou a hora de decidir. O certo? Não se sabe. Mas a nossa obrigação, a gente desconfia: quem acaba de cair no mercado tem que aproveitar o embalo – se jogar no novo, no mais simples, no mais criativo. No que faça as pessoas usarem a cabeça. Que não confunda público alvo com painel de tiro ao alvo. É mais do que nossa obrigação. O mundo tem que mudar, e a gente tem que ajudar nisso.
Ou é isso, ou a fama de publicitário vai continuar aquela coisa linda: gente que só sabe enganar pessoas e comer criancinhas bebendo uma Original no happy hour. Ou pior, gente que só sabe fazer aqueles anúncios das Casas Bahia.
Aí vêm as pessoas sagazes e perguntam: se todas as pessoas do mundo desaparecessem e sobrassem só alguns profissionais, qual seria a utilidade de um publicitário? Publicitário não salva vidas, como um médico, não constrói pontes, como um engenheiro. Só faz umas piadinhas medíocres e ganha Cannes.
Mas um publicitário teria uma boa ideia. Essa é nossa utilidade. Propaganda é mais que um anúncio foda. É ter ideias, e fazer com que elas aconteçam. É pensar em alguma ideia genial que usaria um estetoscópio de um médico pra construir uma ponte engenhosa. É usar tudo como fonte de inspiração, pra melhorar a vida das pessoas. Se não é, devia ser.
Pra terminar, agora menos corporativas, vamos falar mais da vida. Aqui vai um trecho de um post de um amigo nosso que também está se formando agora. Ele escreveu: estamos em crise na crise. Fora a crise global, é a nossa crise interna dos 20 e poucos anos que nos atormenta, e nos faz pensar o que estamos fazendo das nossas vidas.
Que história queremos contar depois? Ser feliz profissionalmente, bem sucedido, ganhar bem, morar numa cidade bacana. Isso é tudo? O fundo da questão é maior que esse: é ser uma pessoa interessante, e tornar o mundo mais interessante.
Se fosse uma estratégia de marketing, seria esse um Objetivo Geral. Tornar sua vida, e a dos outros, mais interessante, é o que importa. Ter impressões, não de banner, mas do mundo. Compartilhar arquivos online, mas lembrar que o mais legal ainda se compartilha offline.

Hoje, cinco anos de vida e de alguma experiência depois, posso dizer: as piadas e citações da faculdade não fazem mais o menor sentido (e como isso é estranho/triste/normal, né…?) e o amor pela publicidade não acabou porque ele nunca existiu. Porque sempre fui apaixonada por ideias, e não por títulos – e hoje cada vez mais acredito que publicidade vai se entrelaçar com design (não é à toa que estou fazendo pós em design), porque quem manda são as ideias. Ou deveria ser. Não fosse o excesso de crença na tecnologia pela tecnologia, o excesso de veículo gordo, excesso de happy hours, o excesso de departamentos querendo trabalhar um contra o outro e a falta de gente legal que consegue criar uma boa ideia sem consultar o FWA ou pedir permissão.

...

Jogo dos sete erros (ou a maldição do quase legal)

Ah, a internet. Nunca vivemos em uma era com tanta referências, com tanta opção e com tanto acesso a gente boa fazendo coisa bonita. O Pinterest, então, traz horas e horas de acesso a festas lindas, ideias de decoração bacana, cupcakes, balões de gás, lousas, tipografia e macarons. Ou seja: com um pouco de talento e uma conexão de banda larga, é impossível fazer alguma coisa ruim.

Será?

Só tem um problema: usar referência também é um dom.

Usar referência do jeito errado, a referência pela referência. É assim que nasce um quase legal. Eu morro de medo do quase legal. Quase legal não é ruim, mas está longe de ficar bom. Quase legal nunca vai ser apontado como cafona, mas gera aquela sensação de “tem alguma coisa no lugar errado”. Quase legal é assustador porque nem sempre aparece no nosso espelho.

Quase legal é a diferença entre isso…

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…e isso:

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Quase legal é a diferença entre isso (o original, Mila’s Daydreams)…

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…e isso:

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Acho que ficou bem ilustrativo, né? : )

E onde o quase legal esbarra? Arrisco que é em parte na qualidade do material, em parte no talento com uma câmera, em parte na tentativa de se traduzir ideias do Hemisfério Norte para outra realidade. Mas o grande esbarrão mesmo, o que faz acabar a boniteza, é a falta de autenticidade.

Note aqui que autenticidade não é originalidade: de repente você pode até copiar alguma boa ideia do Pinterest, ela vai sair bonita na medida em que ela for muito VOCÊ. Se balões no casamento são você, as fotos vão sair muito mais bonitas que balões no casamento de um casal que só aceitou ter balões na festa porque “tá todo mundo colocando no Pinterest e é muito cool”.

É por isso que não tenho nada contra plágio. No fim, a imitação nunca vai ganhar do original. Porque falha na sinceridade.

O futuro é dos humanos

Vocês já devem ter ouvido falar (ou visto, vocês aí, os mais moderninhos) as tais impressoras 3D (eu mesma nunca vi, mas tenho pavor só de imaginar o tipo de bugs que elas irão dar, se as 2D já nos deixam na mão…). No melhor estilo Deep Blue vs. Kasparov, uns caras organizaram uma competição entre o genial Dominic Wilcox e uma dessas impressoras do futuro.

uhul!

O que nos faz refletir sobre a relação arte humana versus arte da máquina e toda aquela coisa que já foi discutida até esgotar há décadas atrás – mas que sempre é bom relembrar, vendo tanto diretor de arte dependente do computador por aí. : )

Olha o vídeo. É curto e divertido!

 

Quantos vampiros você conhece?

Concordo e vivo essa dica que o Austin Kleon (de novo ele!) dá neste filminho. Sem endeusar Pablo Picasso só porque ele era um belo artista, Austin fala da tendência que o pintor tinha de sugar a energia dos outros. E de como existe muita gente assim. E de como isso nos faz mal, enquanto criativos, e enquanto gente. A equação é simples: depois de passar uma tarde com alguém, você volta pra casa cheio de pique ou baixo astral e sem energia? Se for o segundo caso, essa pessoa é uma vampira de energia. Corra enquanto é tempo.

 

Adultos devem vir acompanhados de sua criança interior

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