dois mil e catorzão :)

A pessoa acaba de responder um possível fornecedor de maneira completamente grosseira, porque não viu que ele estava copiado no e-mail recalcado que ela achou que estava enviando só para o noivo (enquanto esta fazia as unhas).

A pessoa anda lidando com temas como papel craft ou voal, quantos quilos de bolo servem tantos convidados, vê um caminhão de marca de copos plásticos e anota o site e ainda tira umas horas por dia pra fazer o trabalho de conclusão da Pós.

A pessoa deu uma ignorada no livro, mas ele tá vivão, ela promente.

A pessoa digitou promente sem querer e acaba de inventar o melhor neologismo do ano.

A pessoa tá doida, mas tá adorando. Tanto, que pensa que organizar eventos pode até ser uma possibilidade no futuro.

A pessoa tem algumas promessas repetitivas de ano novo que nem precisa repetir, porque vocês já sabem de cor.

E essa pessoa que em 2007 estava falando que era só o começo, em 2008 não sabia dizer nada por dizer, em 2009 queria mais era inspirar, em 2011 acordou e em 2012 agradeceu, agradece de novo. A pessoa eu quer agradecer a Deus por um ano com alguns perrenguinhos, mas em geral, bom demais. E feliz que dói.

Que dois mil e catorze seja esse ano e mais um tanto. Pra mim e pra todos nós. Que 2014 seja um anão!!!!!!!!!!

01 02 Dirty Dan professional midget wrestler in 1980's promo workout.

6 anos

Eu ia falar de outra coisa, aí veio o WordPress e me contou que no último dia 22 o Palitos de Fósforo completou 6 anos.

Sim, seis anos. O tempo de alguém nascer, crescer e ficar chato.

Eu olhei e falei “mas imagina, foi em 2007”. Foi quando eu descobri que 2007 existiu há 6 anos atrás.

Podemos levar em consideração que o Palitos ficou sem existir durante cerca de seis meses, uma das fases mais idiotas da minha vida, na qual justamente descobri a importância desse blog pra mim (e a dessa fase idiota descobri um pouco depois). Em 2007, eu estava falando de trabalhos da faculdade, achava que estava perdendo tempo e lamentava o fato de meu livro já ter 6 anos (ah, que bonitinha). Em 2008, o assunto era plágio e inércia, esses vilões amados. Em 2009, descobri que criativo não tira férias, mas consegue organizar seu tempo. Em 2010, eu morri. Em 2011, eu renasci, me questionando sobre qual é o coletivo de epifanias. E em 2012, eu estava de trabalho novo, toda me achando e toda ocupada, coitada.

E hoje eu… gente, hoje eu acredito ainda mais em Deus e nas coisas boas dessa vida criativa. Em 6 anos, coisas mudaram, é claro. Crescimentos profissionais, pessoais <3 <3 <3 (alguém me segura pra não transformar esse blog em um blog sobre casamento!), fases ruins, fases boas. Fases incríveis, como a atual. Hoje eu já poderia escrever uma autobiografia bem bonita, sabia? Pois é. É engraçado chegar nesse ponto (de exclamação).

E fico feliz com uma coisa: meu estilo de escrever pode até ter mudado (a gente cresce, aperfeiçoa… fica chato), mas minha essência criativa é a mesma. E mais: a cada ano que passa ela se confirma. Leio algumas opiniões de 6 anos atrás e concordo com aquela Francine do passado, ingênua, animada, a fim de fazer. A Fran que acreditava e continua acreditando.

Aí vem você e me lembra: rá, já se foram 6 anos e você ainda não terminou seu livro.

E eu declaro: ele está mais perto do fim do que você imagina.

Egotrips à parte, depois disso tudo, acho que hoje é dia de apertar o botão WTF da vida. Né? 6 anos.

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E fica aqui o convite para você navegar pelo arquivo do Palitos. É só scrollar até o fim e se deliciar. Vai que vai.

Uma pequena ideia pode ser aquela que muda o mundo

Pode ser ou, de fato, é. No meu modo de ver, pelo menos.

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Gosto dessa campanha da IBM porque:

– Ela trabalha com pequenas ideias em busca de um mundo mais bem sacado.

– Ela busca novas ideias na melhor fonte de novas ideias do planeta: crianças.*

– Como pedestre incurável, sinto falta de coisas mais inteligentes e menos violentas para melhorar as relações no trânsito.

Assista ao vídeo:

 

Boa semana pra nós!

 

 

*ao menos aquelas que ainda não têm vergonha de suas próprias ideias.

 

A FONTE

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Quando eu era jovem, mais ou menos quando andava com minha então melhor amiga, de meias três quartos listradas me achando muito maluquinha, tínhamos uma piada interna recorrente: falávamos da FONTE. A FONTE era o lugar de onde vinham as coisas que não sabíamos de onde vinham. De onde vinham as gírias, as piadas da moda, as febres que invadiam o colégio, em suma, as ideias. Lembrei dessa nossa teoria assistindo a essa conversa do Austin Kleon, que fala desse conceito (explorado à exaustão por ele, mas sempre de uma maneira bacana). O que ele fez foi um exercício divertido que acho que todo mundo deveria fazer, uma espécie de árvore genealógica de uma ideia.

Você vê neste vídeo o caminho que ele traçou baseado em sua técnica de poesia (que é, basicamente, “escrever” textos apagando frases de um jornal). Essa técnica lembra a de um cara X, que se inspirou na técnica de outro cara Y, que criava se baseando na ideia de outro, e assim foi até chegar nos idos de 1700. Nessa busca pela FONTE, encontrou gerações e gerações de copiadores que conseguiram fazer artes geniais misturando uma ideia com outra. E é assim que funciona a criatividade, mesmo em nosso cérebro: nada mais que uma colagem de referências. Referências que dão cria! 😀

No fim, ainda não sei qual é essa FONTE (ou sei, mas não vou contar), mas essa frase do Bob Dylan citada no vídeo resume muito de tudo. Inclusive do mundo das ideias: “Se você rouba um pouco, te colocam na cadeia. Se você rouba muito, te transformam em um rei.”

Veja o vídeo:

Onde estão os heróis?

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Em um mundo em que Michael Cera encerra em seus personagens todo o zeitgeist de uma geração, por onde andam os heróis que sabiam como agir diante de uma situação? Sinto que não tenho nada a acrescentar a esse texto do Devin do Bad Ass Digest, escrito sem mimimi, e com muito conteúdo novo pra fazer com que nós, criadores de personagens, pensemos bastante no que estamos fazendo. O original, em inglês, está aqui.

Traduzi em português, mas recomendo a leitura em inglês porque eu sou assim, traduzo do meu jeito e mudo até referência bíblica pra outra que prefiro mais (hehe):

“Nós tínhamos heróis. Houve um tempo em que tínhamos personagens de filmes que eram fortes e precisos, que entravam e saíam da história com essas qualidades intactas. Esses heróis tinham códigos morais, que eram testados pelas circunstâncias, mas que nunca se perdiam. Esses heróis eram personagens feitos para nos inspirar. Eram eles que nós queríamos ser quando crescer.

Nós tínhamos heróis. Agora temos personagens cheios de pontos fracos, que andam pelo perigo de um jeito patético (The Lone Ranger), personagens que estão “começando” e por isso ainda não sacaram como ser verdadeiros super heróis (Man of Steel), personagens que são tão imaturos e babacas que você chega a torcer contra eles (Star Trek Into Darkness). Não acho que seja mera coincidência que 3 dos maiores filmes hoje em cartaz sejam releituras de antigos personagens, mas uma releitura que destrói a figura original.

Parece a ressaca dos anos 70, quando alguns heróis foram desconstruídos por grandes cineastas. Estes estavam reagindo a uma Hollywood que tinha pegado heróis inspiradores e transformado cada um deles em seres travados, quase robozinhos que podiam ser plugados em qualquer filme. Eles estavam reagindo a um mundo que tinha ficado louco ao seu redor, um mundo onde não se via lugar para heróis. Eles arrastaram a violência justa dos heróis ocidentais para a violência caótica do Vietnã. E aplicaram as lições de moral do fim dos anos 60 aos gêneros que estavam congelados no tempo.

Uma década depois, foram os super-heróis que entraram no jogo da desconstrução.  Alan Moore quase resolveu a parada sozinho, primeiro com seu Miracleman e depois com Watchmen. Assim como a dos cineastas dos anos 70, a missão de Moore era examinar personagens que já eram parte de nosso subconsciente, e fazer com que a gente questionasse temas como o Super Homem – um ser mítico todo poderoso fazendo sua própria justiça – temas com os quais estávamos estranhamente confortáveis.

Só que os novos filmes de heróis não seguem esta tradição. O Lone Ranger do Gore Verbinksi não examina o significado ou o papel da vigilância na sociedade. O Star Trek do J.J. Abrams não questiona de verdade a diplomacia armada ou essa ideia de governo continuar existindo no nosso futuro. E Man of Steel está tão ocupado criando um novo Super Homem descolado que não sobra tempo pra sequer nos lembrarmos do Super Homem original. O que eles emprestaram da onda de desconstrução do passado foi o desejo de tirar as coisas da frente e chegar ao centro do personagem. Mas em vez de criar essas situações para iluminar nossas mentes, esses filmes as criam pela pior razão possível: fazer com que as pessoas se identifiquem com o personagem.

Criar personagens identificáveis parece uma boa ideia, e em vários níveis até o é. Mas o problema com esses 3 personagens que estão no cinema nessa estação – O Cavaleiro Solitário, Super Homem e Capitão Kirk – é que eles não foram criados para que a gente se identificasse com eles, pra começo de conversa. Eles eram personagens construídos para se tornar ícones, para serem admirados. Dois destes personagens foram claramente criados para se tornar modelos para as crianças, o tipo de gente em quem seus filhos poderiam se inspirar. Força, honra, integridade, bondade – esses eram os traços principais do Super Homem e do Cavaleiro Solitário, não dúvida, rabugice, babaquice ou miopia. O Capitão Kirk já era um personagem mais humano, mas ainda assim era um ícone legal para um certo tipo de homem. Você chegaria numa mulher em um bar usando Kirk como seu guia – você não sentaria num bar chorando, usando como exemplo aquela vez em que Kirk fez isso porque estava todo magoadinho.

Por que isso continua acontecendo? Acho que é um pouco por culpa da preguiça da indústria do cinema; a ideia de que o Super Homem é um personagem bobo é repetida tão frequentemente que já foi aceita como fato.  Levar a sério um bom moço quadrado e certinho é muito mais difícil que tirar um sarro dele e esvaziar sua personalidade. Me pergunto se esse movimento não é uma consequência do zeitgeist anti-elite que nos assaltou; enquanto nos anos 50 os heróis eram cientistas e experts, hoje eles são manés que caíram em uma situação sem querer ou sem ter um mínimo conhecimento de causa. O novo Cavaleiro Solitário é um advogado sem espaço com um revólver na mão, o novo Super Homem é um cara que passa a vida escondendo o que ele tem de melhor e o novo Kirk é um punk sem noção que demora dois filmes para chegar em uma profundidade de personagem que continua rasa. Nós vivemos a Era do Amador, quando pessoas sem conhecimento de causa se sentem no direito de gritar sobre o aquecimento global, e esse tipo de atitude é o que elas querem ver nos seus heróis. Elas não querem ir ao cinema, engolir um refrigerante gigante e uma pipoca com manteiga extra, e ser lembradas de que podem fazer melhor. Elas querem ter certeza de que, se a oportunidade surgir, elas vão se dar bem, igualzinho o Super Homem.

Existe espaço para heróis identificáveis. A Marvel construiu sua fama com personagens que as crianças conseguiam entender, evitando cair no estereótipo dos heróis inquebráveis da DC. É por isso que é tão estranho ver que um dos heróis mais heróis que passou pelo cinema ultimamente tenha sido um personagem da Marvel. Capitão América: The First Avenger apresenta um herói que tem a mesma força e disciplina moral como Steve Rogers que ele tem como o Capitão América. Ele é um bom moço desde o início do filme, e o roteiro não conta como ele teve que encontrar a si mesmo ou descobrir seu heroísmo ou ser lapidado – o roteiro conta a história de um cara que usou suas próprias qualidades e se manteve firme e fez a coisa certa.

Isso é poderoso. É especialmente poderoso hoje, em um mundo onde as escalas de cinza morais fazem as escalas de cinza dos anos 60 parecerem completamente preto e brancas. Nós já vemos heróis com pontos fracos demais na vida real. Não precisamos mais que nossos heróis sejam nivelados à nossa realidade. Não precisamos de heróis que nos façam sentir mais seguros em relação a nossas falhas. Precisamos de heróis que se mantenham de pé e abram caminho, heróis que nos inspirem a ser pessoas melhores. Precisamos de heróis que já passaram pela ponte e que nos chamem para se juntar a eles. Eles podem ter seu momento Éden ou Monte das Oliveiras, eles podem ser testados e colocados sob pressão, mas precisam ser melhores do que nós. Nossos heróis já passaram tempo suficiente na lama com a gente. Nós precisamos  levantar nossas cabeças, mirar os olhos no sol e segui-los até a grandeza.”

Obrigada Julio, meu amor, por me mandar esse texto, obrigada James pela ajuda na tradução – e Carol, dedico esse texto pra você. 🙂

Salve a falta de modéstia

Falo muito do meu processo criativo por aqui, mas pouco falo do resultado final. Em parte porque não é o objetivo desse blog, em parte porque tenho verdadeiro pavor de uma atitude muito comum nesse meio, que é glorificar o projeto pronto dizendo o quanto deu trabalho e o quanto ficou bom AI EQUIPE LINDA OBRIGADA QUE ORGULHINHO VALEU O SUOR E AS NOITES EM CLARO!!! (quando na verdade quem fala esse tipo de coisa, salvo exceções, geralmente é quem mais dormiu e menos suou). Mas dessa vez, ao ver o REEL da agência em que trabalho há quase 5 anos (exceto por 6 meses em que saí um pouco pra desintoxicar) devo dizer que fiquei meio assim. Meio feliz por estar por trás de muitas das boas ideias e textos desse compilado de trabalhos bacanas. Assim, sem falsa modéstia, mesmo. Tenho maior orgulho de estar aqui escrevendo, reescrevendo, aprendendo, mudando opiniões e mudando de opiniões diariamente.

Salve salve

Quanto rende uma história?

Já houve um tempo em que eu acreditava que meu livro seria uma trilogia. Aí percebi o quanto é difícil fazer render uma história. Que, se for ver, a história crua dá umas 50 páginas, assim, pá puf. Mas aí é conto, e não era conto que eu queria contar. Aí, fui tentando. E percebi que esse negócio de fazer render a história é tipo cozinhar bem. Porque, assim, preparar a história rende bastante tempo da minha vida, ah isso rende. Mas na hora de ler, é tudo tão rápido. Ninguém percebe que um parágrafo pode ter saído de uma gestação de dois dias. É tipo aquele prato magnífico que você fica 5 horas fazendo e que, pra comer, os comensais levam 20 minutos, sabe? Isso no caso de gente bacana, que tem gente que nem mastiga e já sai cuspindo opinião logo na entrada (sei disso porque sou dessas :D).

A verdade é que, com o tempo, estou aprendendo a fazer render. E tento não fazer render enfiando descrições intermináveis, aquele palavrório complicado cheio de fel cio e plenitude, que isso aí é colocar água no feijão e deixar tudo ralo demais. Mas falando de detalhes do âmago da história, umas historinhas paralelas que dão gosto, colocando um bacon aqui, um tempero ali, detalhes que não são a história – mas fazem a história ficar mais gostosa. Aí rende que é uma beleza.

(lembrei do tio Sandro enquanto esse post foi saindo).

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Sonhos não vão pra frente a não ser que você vá

 

 

 

Essa acima é a tradução maomenos dessa frase que é meu novo fundo de tela no trabalho. Tanta coisa aconteceu acontecendo e coração pulando, e tá tudo bem. Até mais!

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Nota mental e a habilidade de saber de quem ouvir críticas

Dia desses tive uma conversa inusitada com alguém que admiro muito profissionalmente. E foi sensacional. Inspiradora, animadora, coisa bonita, mesmo. E lembrei de um aprendizado que tive lá atraszão, lá no meu primeiro emprego oficial, em que um dentista bastante incompetente criativamente me cobrava de minuto a minuto que eu fosse mais criativa.

É óbvio que eu me achava muito incompetente.

É ótimo que, tempos depois, pessoas que eu considero geniais me descobriram, me contrataram e gostaram de mim.

Ainda sou assim otimista acreditando que o mundo é feito de pessoas talentosas – o caso é só que alguns talentos não combinam com você. E você nunca – EU DISSE NUNCA – anote o que estou falando – NUNCA – deve deixar alguém cujo talento você não admira colocar seu talento para baixo.

Tá bom? Agora pode seguir com seu dia, porque esse post foi uma nota mental pra mim mesma.

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Dia 19 faz 12 anos que comecei.

Então quer dizer que no próximo dia 19, faz 12 anos que comecei a escrever meu livro.

DOZE fucking anos.

Sabe o que é isso? Sabe o que é começar com uma ideia aos 13 anos de idade e não desistir dela até hoje? Começar com uma ideia antes de sequer começar o colegial, e resolver continuar com ela mesmo hoje, 5 anos de formada na faculdade, com uma vida quase minha. Isso significa alguma coisa. Significa que eu sou teimosa, ou lenta, ou, melhor: que essa história precisa ser contada, de uma maneira ou de outra.

Fucei na minha pasta Willifill empoeirada aqui e encontrei alguns presentes para celebrar a data.

O que me assustou é que a versão final do meu livro, a que eu sigo escrevendo até hoje, começou a ser escrita em 2004. Mesmo a versão mais recente já tem 9 anos. Puxa. Estou feliz. : )

A primeira página da primeira versão, em 19 de fevereiro de 2001:

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Algumas curiosidades: nesta época, Sandro e Manfredo eram os protagonistas da história. Seus apelidos: Sam e Fredo. E não, eu nunca tinha sequer ouvido falar nos personagens de Senhor dos Anéis na época. Outra: 4 anos depois desses escritos, nasceu a filha do meu tio Sandro. Seu nome? Lívia.

A primeira página da versão final, em 10 de outubro de 2004:

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Um desenho (terrível) que fiz do livro em algum momento inicial destes 12 anos:

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E talvez a triste razão pela qual eu demore tanto, trazida à luz pela protagonista de minha antiga tirinha, em 2008:

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