Cheguei cá

Como é bom cá chegar.  Onde se nunca pensou chegar (mas se imaginou, que é bem melhor). Como é bom ter marido ter casa ter história ter paz ter Deus ter tudo isso e não ter nada que não precisa tanto assim. Como é bom não ter chegado lá, mas sim ter chegado aqui. Ter se aprochegado aqui com toda essa música e esse gosto e essas tardes e esses dias todos.

Como é bom, mas como é bom, meu Deus, chegar aqui e não lá.

 

[ e como é bom ler mais textos em português de portugal, redescobrir sua própria língua e usá-la com mais carinho ]

 

E eu que achava que era só criatividade

Eu nunca fui daquelas com boas estratégias no War. Enquanto todo mundo passa rodadas e mais rodadas bolando planos mirabolantes e sendo extremamente pensador com seus exércitos, costumo ser aquela que entrega o objetivo logo na terceira ou quarta rodada – num bom dia, na quinta rodada. Porque não sou muito de estratégias, sou de sorte e curtição.

E eu pensava, pensava, tolinha, que escrever livro era pura intuição. Era sorte, era curtição.

Até que cheguei na hora de revisar a história.

Bom, aí, meus filhinhos, toda escrita virou um jogo de War. Porque é preciso estratégia, coerência, cálculo, noção. Uma ponta tem que grudar na outra e somar com outra e segurar a história toda com uma linha, tudo isso sem deixar a estrutura tomar a frente na história, que tem que continuar sendo legal, como se tudo tivesse sido feito de pura sorte, intuição, organicamente.

Juro que não sabia que escrever podia ser tão parecido com engenharia.

Não sei nem se esse post vai fazer sentido pra vocês, mas estou gastando meus neurônios tentando remontar uma história de 15 anos de idade por aqui, então tenham misericórdia.

 

Arrumem seus bookmarks, meus amiguinhos

Essa sou eu sorrindo para as pontes que parti.

Esse ano, Palitos de Fósforo completou 10 anos de vida! Pegue seu chapéu de festa e… desencane porque ele acaba de morrer.

Sim!!!!!!!!!!!!!! mas não.

Apenas me desapeguei de seu nome, que parecia genial na época, mas nunca acendeu muito fogo, não.

O que aconteceu é que eu… bem, eu decidi assumir minha própria personalidade. Esse blog agora tem nome próprio: meu nome próprio. Francine Guilen. Meu nome de guerra, de escritora, de muitos planos para o futuro – que finalmente não está tão distante quanto esteve estando nos últimos anos.

A última frase não fez o menor sentido, do jeitinho que eu gosto.

Mas enfim, tudo o que quero é que as uma ou duas pessoas que ainda tenham esse blog salvo como PALITOS DE FÓSFORO, por favor atualizem: agora meu nome é, cada vez mais, WWW.FRANCINEGUILEN.COM 

 

Já era tempo.

16 anos.

Hoje, faz 16 anos que eu comecei a criar esse adolescente louco no qual ele se transformou.

Willifill. Meu rebento, meu primeiro filho, meu livro, minha fantasia, minha ficção, minha história que vai nascer esse ano.

Muito já pensei se demorar dezesseis anos para escrever um livro seria um absurdo. Seria ridículo, teimosia, um pouquinho patético, até.

Ainda acho que se ele não der certo (um pouquinho que seja) vai ser meio triste. Vai ser bem ruim ouvir tanta gente falando “mas dezesseis anos… pra isso?”. Que eu deveria ter desistido, mudado de ideia, investido dezesseis anos em outra coisa (se fosse em banco, eu tava rica).

Mas, sei não.

Um dos pontos fundamentais da minha história é que ela se passa em uma terra fantástica em que tempo não existe. Passado, presente e futuro se misturam, não existe hora, não existe mês, não existem 16 anos.

Acho que combina bastante com ele. Um livro que ignora tanto o tempo passar tanto tempo sendo feito.

Desejo mais tempos assim. Menos calculistas. Menos contadinhos. Menos temporais. Mais ensolarados.

 

 

 

Cobranças e pagamentos

Ultimamente tenho me sentido cobrada por Deus (é, Deus, porque não tenho mais paciência para traduzir Deus como “universo” pra parecer mais moderna) pra dar mais atenção e carinho pras pessoas. Não, não aquelas pessoas fáceis de dar atenção e acarinhar. As pessoas difíceis, difíceis. Aquelas que a gente acha muito mais fácil e seguro trocar por uma checada no celular e um leve aceno de cabeça.

Te contar… e ainda tem gente que acha que o mais difícil de ser religioso é não beber. 🙂

Pílulas de sabedoria pra você tomar com café

Conseguir ser crítico, corajoso e sincero e continuar tendo um bom número de pessoas que gostam de você por você – uma meta difícil, mas boa, a seguir.

De que vale ser experiente se tudo o que você experimentou foi um pouco da mesma coisa sempre? Não é necessário ter excesso de experiência, mas sim as experiências certas.

Expertise não é esperteza.

Conhecimento é comida. Comida pode alimentar, dar vida, matar ou apenas engordar.

(o mesmo vale pra relacionamento).

Estar à disposição e estar disponível são duas coisas diferentes.

O melhor investimento é tomar um tempo pra decantar e ter mais clareza – de dentro pra fora e de fora pra dentro.

Se é bom (e você deixar), acontece.

Nem toda ponte precisa ter um fim.

 

A vendedora

A velhinha de cabelos infinitos ficava no meio da estrada sentada e em sua venda vendia

1. Filtros de nãos

2. Pacotes de expansão de alma, espírito e cabeça

3. A noção de que você pode tudo o que puder fazer sorrindo

4. Mais tardes divertidas com seu amor

5. Controle e extermínio (moderado) de cabeças de vento

6. Catalogação de bom senso

7. Um espelho bonito de se ver

8. Uns textos que falavam a verdade

9. Pílulas fitoterápicas anti-empolamento

10. Manuais de desregras

 

De vez em quando tinha até bolo de cenoura.

 

 

Imagem daqui http://www.designmom.com/2013/02/not-your-average-grandparents/

Continuando a me exercitar

Mais um exercício do cursinho que estou fazendo, esse aqui, em busca da resposta à pergunta fundamental WHO AM I? (e não, 24601 não vale nesse caso).

What do people buy when they buy something from you?

Compram

1. o olhar de alguém de fora para compreender e organizar melhor suas ideias.

2. um posicionamento claro, coerente e corajoso em relação ao mundo.

Sendo menos abstrata, compram novos clientes mais legais (no caso de marcas) e, em todos os casos, compram mais tempo para si mesmos e mais prazer – já que se tentassem sozinhos fazer o que faço por eles até poderiam conseguir, mas gastariam dias e dias tentando fazer alguma coisa legal e muitas vezes se frustrando com resultados ruins.

 

Leave out the easy, repetitive, generic stuff… What you are doing that’s difficult?

  1. Tendo a sensibilidade de fazer uma análise imparcial acertada de cada negócio/marca/casal/situação.
  2. Criando textos e ideias que não se encontram com um simples search no Google.
  3. Combinando 1+2 de uma maneira personalizada, fugindo de modelos prontos da moda ou do último post de sucesso do blog tal.
  4. Fazendo a curadoria de contatos e parceiros valiosos (conquistados com suor e lágrimas [às vezes, literalmente]).
  5. Estando sempre disposta a defender o que acredito (para mim e meus clientes) e sendo consistente com isso em cada job.

 

Não sei porque estou dividindo aqui no blog, mas quem sabe você também se anima a decantar sua vida profissional lendo essas perguntas. Se você gostou dessas perguntas, vale respondê-las também. Estou achando divertido e quiçá útil! 🙂

Who am I?

Novamente, estou num momento Jean Valjean da minha vida. Quem sou eu? ele se pergunta cantarolando algumas vezes, tentando entender. É assim que ando. Não escondo de ninguém que 2016 foi um ano extremamente cansativo, com muita energia gasta em possibilidades e nada mais que isso – e por isso comecei 2017 mudando quase – mas não completamente – absolutamente tudo. Aí decidi pagar uns 140 reais pra fazer um curso com uma temática besta, mas ministrado pelo Seth Godin, sujeito de que gosto demais. O curso se chama CURSO DE FREELANCER. Simples assim. Mas era o que precisava. Um cara inspirador falando um monte de coisas boas e me ajudando a decantar o cérebro pra esse novo ano. Correndo o risco de estar me expondo demais, estou fazendo o primeiro exercício do curso e tornando-o público – porque o Seth falou que era pra eu fazer isso. Então tá. Vamos lá. Um pouco sobre minha carreira daqui pra frente. Mais freela, menos empreendedora. Uma mudança tão simples, porém tão sutil e por isso nada simples. 🙂

 

What do you want to do? (Not your job, but your work, now, tomorrow, and in the future)*

Meu moinho pessoal é a sisudez e a falsa formalidade. Simplesmente porque acredito que as coisas mais sérias e reverentes do universo são as mais felizes. Assim, o que eu quero fazer, a minha missão na vida é inspirar pessoas e marcas a fugir do by-the-book, do manual de instruções, do rigidamente sério e sem porquê. A correr das coisas automáticas, não questionadas (ou questionadas demais até que viraram só teoria). Acima de tudo, a correr das coisas sem graça, posadas, que tentam ser o que não são (às vezes, simplesmente porque acham que o único jeito pra ser é seguir um caminho que alguém inventou, ou porque nunca pararam 5 segundos para pensar que poderia existir outro jeito de ser). Quero mostrar para todo mundo que nada tem que ser sério, sisudo, regrático. Basta ser muito bem sido e usar um pouco a cabeça (e muito o coração). Ah sim, e se eu puder fazer isso, acima de tudo, escrevendo muito – melhor ainda.

 

Who do you want to change, and how do you want to change them?

1. Pessoas de todas as idades que passaram a vida – na escola, no Facebook, na sociedade – sendo ensinadas a acreditar em um mundo que se leva a sério…

…escrevendo textos para serem lidos e absorvidos com um sorriso no rosto e não um ímpeto raivoso de “isso mesmo! essa é a verdade!” também conhecido como clicar em compartilhar imediatamente;

…escrevendo livros de ficção que compartilhem com o mundo minha visão de mundo.

 

2. Casais que estejam noivos e não se identificam com as regras impostas pela indústria do casamento sobre o que é ou não um casamento, mas que acabam tendo que se adequar a cada uma das regras só porque é só o que encontram (o leque se abre para qualquer pessoa em situações análogas – escolhi trabalhar com o casamento em si porque é uma das instituições mais bonitas e que mais sofrem do pálido mundo das regras da seriedade)…

…criando um blog para escrever textos que mostrem que existe outro caminho a seguir;

…oferecendo consultoria para quem tem desejo de organizar um casamento com mais liberdade e criatividade.

 

3. Marcas que estão sendo prejudicadas por não ter uma voz própria e acabam sendo apenas mais uma nesse mundo empacotado do marketing, afogadas em missões, visões e valores sem sentido…

…escrevendo textos mostrando que existe outro caminho a seguir;

…oferecendo consultoria de branding+linguagem e criação de textos para essas empresas.

 

How much risk? (from 1 [a little] to 10 [bet everything]), how much are you willing to put at stake to make the change you seek?

Essa é uma pergunta complexa, já que ela parece ter sido feita mais pra alguém que está pensando em “largar tudo” pra ser freelancer. Esse risco já assumi em 2015. Meus riscos hoje são outros. Então dou uma nota 6. Não porque eu seja uma bunda mole com medo de riscos, mas porque estou mais ponderada. Esse 6 combina um risco de 10 no que diz respeito à imagem percebida – leia-se risco de não encontrar meu nicho (porque acredito muito que ele existe) com 1 no que diz respeito ao tempo para mim. Não quero mais arriscar meu tempo como já arrisquei antes.

 

How much work are you willing to do to get there? Be specific about the tradeoffs.

Muita energia, porém gasta exclusivamente em coisas com futuro. Já passei da fase das reuniões sem pauta. Muito trabalho, de domingo a quinta, das 8h às 18h. Parece radical? É como me sinto hoje – e combina com o que vendo, afinal.

 

Does this project matter enough for the risk and the effort you’re putting into it?

Sim. Talvez eu tenha que arriscar e esforçar um pouquinho mais – mas o tempo me ajudará a dizer.

 

Is it possible — has anyone with your resources ever pulled off anything like this?

Sim, é possível. Na realidade, nada mais é do que o que já venho fazendo há 29 anos – e muito disso há 3 anos – a diferença é que dessa vez vou dar mais atenção para isso e organizar melhor os ganhos financeiros, psicológicos e energéticos. 🙂

 

 

E o último da trilogia

Depois de ter feito os dois últimos posts de 2016 publicados aqui embaixo, percebi MAS QUE DIABOS.

Que era é essa que a gente vive tão necessitado de dar opinião. Cadê as crônicas, cadê a ficção, cadê a fantasia?

(pra falar a verdade, essa última está aqui, sendo escrita toda manhã, mais que nunca, mas)

Mas por que todos os meus últimos textos andam tão cheios de moral, de veja bem, tão cheios de precisava desabafar, de isso é o que eu penso?

Não. Eu quero que eles sejam mais cheios de isso é o que imagino.

E ao perceber que esse post está se tornando mais um post cheio de opinião mais uma vez, paro por

 

 

 

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