Será esse o último post antes da bebê dar o ar de sua graça?

Hoje o médico disse que é bom essa nenê nascer logo logo – e provavelmente em menos de 1 semana vou conhecê-la! Fiquei aqui pensando que se ela puxar minha outra cria (o livro que estou escrevendo desde 2001), a coitada vai procrastinar por mais uns 15 anos aqui dentro. Exceto que isso não será possível, então eu só agradeço à organicidade da natureza e sua superioridade ante a autossabotagem humana.

E umas fotinhos do quarto dela que ficou pronto ontem, pra ver se inspira a criança! É só chegar, até a cama tá posta, nenê! A mamãe (também) tá morrendo de medo, mas a gente aprende a fingir que dá conta rapidinho! Prometo!

 

 

 

Esperando.

A novidade é que achei que a essa altura eu estaria subindo pelas paredes. Mas não estou. Estou tranquilinha, esperando. Acho que no fundo no fundo sou é meio hippie e estou de bem com a natureza e suas horas.

Hoje compramos a última peça que faltava para o quartinho da bebê. Amanhã devemos finalizar tudo, pendurando os quadrinhos na parede e grampeando as tags das lembrancinhas da maternidade! Vai ver a bebê já está é bem educadinha, só esperando terminarmos as últimas pendências para decidir nascer. Isso aí, Rebeca. Muito obrigada!

Essa semana fiz um exercício interessante e desenhei a minha “rotina dos sonhos” (mesmo ainda não fazendo ideia do que será uma rotina com um bebê em casa, mas essa é a ideia…). A regra estabelecida por mim para esse exercício foi: “qual seria minha rotina ideal, se eu não tivesse que me preocupar com localização geográfica, situação financeira e compromissos”? Achei incrível esse exercício. Percebi o quanto moldamos a rotina à nossa realidade imediata e nem questionamos o que poderia ser melhorado nela. Sendo que o contrário poderia ser tão verdadeiro quanto. Daí decidi. Quero moldar a minha realidade em torno dos meus sonhos e não o contrário. Gostei dessa brincadeira de anotar sonhos. Me ajudou a criar metas para atingi-los loguinho loguinho.

E começamos ontem, com um projeto que aparecerá aqui mais dia, menos dia. Mas enquanto isso, vamos voltar à espera. 🙂

Kit de sobrevivência do finalzinho da gravidez

Essa semana teve:

  • Minhas últimas incursões na cozinha. Em uma das últimas, peguei um link salvo há anos aqui e arrasei numa receita de mockarutor – um bolo sueco de chocolate com calda de café. A receita foi tirada do blog Call Me Cupcake, que amo. Costumo sofrer com receitas de blogs gringos (especialmente aqueles de países tão distantes da América como a Suécia), por conta da complexidade da manufatura e dos ingredientes, mas esse blog conta com umas receitas simples e deliciosas – e de vez em quando dá super para adaptar os ingredientes para nossa realidade. Os doces têm gosto de inverno, mas não tenho nada contra ter casa cheirando inverno, mesmo com 30 graus lá fora. Dá um ânimo nesse meu ser cada dia menos tropical.

A foto não é minha (claro!), é do blog Call Me Cupcake

  • Comida feita pra mim <3! A barriga não cabe mais na pia e nem no fogão. O apetite se foi faz tempo e me vi só tendo vontade de fazer e comer feijão. Depois desse monte de feijão me dar um belo revertério que me levou para o hospital tomar um sorinho amigo (mas tá tudo bem!), chegou a hora de minha mãe vir pra casa. Ela vai assumir o fogão e o colinho aqui nas próximas semanas e eu não poderia estar mais feliz. Mas antes de ela vir, me adiantei e liguei para meus amigos da Katsaróla, uma linha de congelados SENSACIONAIS sem gosto de congelado. Resultado gastronômico da semana: freezer e coração cheios!

  • O Ovia, meu aplicativo favorito da gestação. Essa foi dica da MaWá, uma das primeiras pessoas para quem contei da minha gravidez, num momento de procura de médicos bacanas na região (não achei, mas essa é outra história). Além de me ajudar bastante naquela fase doida que é o começo (quer dizer… todas o são), ela me indicou o aplicativo de gestação mais legal da loja de aplicativos. Entendo a utilidade do Baby Center, famoso no Brasil, mas acho ele meio cafona, meio caretão. O Ovia é todo engraçadinho (apesar do site não entregar muito isso, com umas fotos meio o ó), ele enxerga a gravidez sem aquela lente cor de rosa xarope e é cheio de utilidades, inclusive um timer de contrações que já começou a me ser útil. Para todas as amigas nessa fase que leem inglês, fica a dica.

Essa é a moça do Ovia que me ajuda a enfrentar semana a semana dessa fase doida!

Agora deixa eu aproveitar o colinho da minha mãe enquanto ainda não é minha hora de oferecer o colo!

Nota: esses links não são patrocinados, são coisas das quais eu gosto genuinamente. Se algum dia eu postar links de coisas que eu goste genuinamente e ainda começar a ganhar dinheiro com isso (quem dera!), avisarei vocês 😉

A descoberta do momento é

Que andar 4 quarteirões não é mais uma tarefa fácil. Fui, voltei e não consegui mais andar direito desde então. Passei o final de semana fazendo compressa de gelo no quadril e fazendo sessão de filmes-do-Oscar pro tempo passar (recomendados por enquanto: “Projeto Flórida”, “Eu, Tonya” e “Ladybird: A Hora de Voar” [a hora de voar???]).

De resto, cozinhar sentada também virou uma realidade. Pois nada me impede de fazer pães de mel (com recheio E cobertura) num domingo, nem uma inflamação no ciático às 38 semanas da gravidez.

Meu médico é um amor e disse que isso é normal e que o que vai curar essas dores é a figurinha (nas palavras dele) decidir nascer. Te contar que as últimas semanas de gravidez e toda a sensação de “é a qualquer momento, só depende de Deus / da natureza / da FIGURINHA” são uma aula forçada de mindfulness e controle de ansiedade.

E aqui vamos nós, sentadinhas e esperando (e marcando acupuntura pra ver se a dor melhora e ainda resolvendo as quatrocentas pendências da gravidez e da arrumação da casa – palmas pra quem decide repaginar a CASA INTEIRA e não apenas o quarto da pequena e assim nunca vê o fim da lista de pendências).

Uma das tarefas dessa semana é por conta do papai, que fez as ilustrações dos quadros que enfeitarão a parede do quarto da bebê. <3

Por uma vida sem filas

Gosto de lugar vazio. Gosto de subir a Serra quando todo mundo está descendo. Gosto de praia quando tá chovendo. Gosto de Provença no inverno e Alpes Suíços no verão (essa parte é apenas pra dar efeito literário, já que nunca estive nos Alpes Suíços). Gosto de chegar quando todo mundo sai, de fazer check-out sozinha no canto do balcão, cumprimentando a enorme fila do check-in lá do outro lado. Gosto de esnobar o restaurante famoso, só para atravessar a rua e dar uma chance pro seu vizinho menos estrelado. E às vezes gosto do restaurante estrelado também, mas aí chego logo cedo e com reserva (e com reservas).

A verdade é que, aqui, com 30 anos na cara e 13 deles me saturando de São Paulo, quanto mais lugares famosos eu experimento, mais percebo que quanto mais falado, quanto maior a fila, mais chato vou achar. Às vezes vou achar chato porque a atração / a comida / a cidade não fez jus ao obaoba (uma simples questão de expectativas). Às vezes vou achar chato porque é ruim de fato, e aí eu me sinto o menininho do conto do Imperador Nu em meio às selfies e stories e hashtags produzidos ao meu redor. Às vezes, vou achar chato porque sou chata mesmo (quem sabe). Em todas as vezes vou achar chato porque muita gente junta, amontoada, acotovelada, me deixa insegura, irritada, sem paz. E na maioria das vezes, vou achar chato porque vai ser um passeio O-K – e apenas isso. E não vai rolar um perrengue engraçado, gostoso e inesquecível e não vai rolar um atendimento com mais atenção e não vai rolar algo realmente diferente. Vai rolar mais uma visita a um lugar de sucesso, sem charme e sem sossego. Fato é que amo conversar com o dono meio esquisito da padaria vazia e não tendo a gostar do atendimento falsamente polido do garçom descolado do sucesso do momento. É que o não-saturado me fascina, o cheio me desconvida.

É um jeito de viajar e é também um jeito de viver. Não é um jeito melhor que qualquer outro, já que o que é famoso muitas vezes chegou lá por mérito – e quem curte o cheio, a multidão e o famoso tem mais é que curtir essa sorte. Mas fugir da multidão é o meu jeito desde pequena. Já achei que isso era um problema e já achei que isso era algo muito especial e alternativo. Hoje, acho que isso sou eu e pronto. Curto conhecer o desconhecido, falar do pouco falado, achar o esquecido. E também ver o famoso, sim, o que sei que é bom fazer com a cabeça aberta. Mas aberta pra gostar ou não gostar, independente do que as hashtags dizem.

E nessa filosofia de vida e nessa filosofia de viagem me dou bem e me dou mal, mas invariavelmente me dou a chance de curtir o mundo à minha maneira. E nessa filosofia de vida e nessa filosofia de viagem o maior aprendizado é não morrer de FOMO, nesse mundo em que a sensação de medo de não conhecer “aquele lugar que todo mundo falou que PRECISO conhecer” ou de não ter minha versão da foto “daquela peça da exposição que todo mundo AMOU” é tão presente. Acredito que evitar filas desnecessárias na vida é um exercício de desapego, de diminuição da ansiedade. E de muita, muita liberdade.

Essa dupla de fotos, minha gente, representa a verdadeira essência do espírito anti-FOMO (não, não visitamos a Torre de Belém. E tá tudo bem).

Além do desapego e da baixa ansiedade, ser uma viajante sem fila nesse mundo envolve criatividade, bom humor e organização. É um tripé sucesso que permite:

Tirar aquela foto que todo mundo tira. Mas num ângulo novo.

Trocar a rota batida por uma rota inusitada. No caso, trocamos a batida rota dos vinhos pela menos conhecida e igualmente deliciosa rota dos chocolates (essa situação vale especialmente se você gostar mais de chocolates do que de vinhos, é claro).

Pegar as coisas (e o tempo) fechado quando seria muito mais legal se elas estivessem abertas. E aí? Aí é manter o bom humor e rumar para o próximo passeio. E lembrar que, em baixa temporada, o que está aberto é o não-turístico, ou seja, o que é realmente autêntico, com gente a fim de te atender, de conversar, te receber.

Curtindo a vista (?) na Escócia.

Linda a foto, né? No outro lado dela estava o castelo fechado.

É ser a única na foto e se sentir (feliz e sem sustos) numa cidade fantasma.

De vez em quando, é ficar no quarto do hotel comendo um lanchinho ruim porque nada abriu no domingo na cidade-fantasma onde você está.

É conhecer pontos turísticos inusitados, que não estão nas listas de “10 melhores coisas para conhecer em…”. Dica: a maioria deles você encontra sem querer pelo caminho.

O Hospital de Bonecas, o único lugar vazio em Lisboa.

 

Esse, meus amigos, é o verdadeiro grande ponto turístico da França!

Passando de carro numa estrada, marido fala “É UMA USINA NUCLEAR, VAMOS VISITAR!”. Visitamos.

Por fim, vale lembrar que viajar sem fila não é necessariamente só ir a lugares que ninguém vai. Mas é ir de um jeito diferente para o lugar que todo mundo vai. Na foto, a minha descoberta favorita da Torre Eiffel: descê-la a pé em vez de pegar (a fila e) o elevador é uma experiência sensacional.

E você? Que tipo de viajante você é? Na vida e na estrada.

Colocando o livro na planilha

Hoje escrevo aqui pra contar pra vocês (mas principalmente para a Francine do futuro, e provavelmente um futuro muito próximo) que no andar da carruagem as melancias se ajeitam. Parei de trabalhar oficialmente no início de dezembro e demorou – porque demora mesmo, especialmente se você tende a se autossabotar e se você tem milhares de coisas para resolver – mas finalmente consegui pegar a rotina do livro pelas orelhas e cuidar dela. E digo que agora falta colocá-la na planilha e transformar essa planilha em cronograma para cumprir a meta de terminar o livro da minha vida em maio de 2018.

Acho muito engraçado (ou trágico?) que eu tenha tanta disciplina para fazer cumprir rotinas, mas não tenha bastante força de vontade (ou vergonha na cara?) para cumprir cronogramas caso eu não tenha um compromisso assinado com alguém e/ou um pagamento logo em vista. Nem (ou muito menos?) se o compromisso assinado for comigo mesma.

O que dizer?

É um blog sobre criação,

Então não preciso pedir desculpas pela quantidade de textos falando sobre a bebê por aqui, né? Afinal, faz 9 meses que estou criando minha obra prima aqui dentro de mim (obra prima essa que já está a ponto de ser lançada, e exatamente nesse momento está soluçando aqui dentro da minha barriga [sim, se você não sabia, saiba agora: bebês soluçam aqui dentro e é uma sensação sensacional!]).

Devo dizer que poderia estar mais contente com o avanço da minha produtividade em relação ao meu livro nesse início de licença maternidade criativa (que também pode ser chamado de meu sabático de 6 meses, se você considera um sabático uma fase em que você anda mais ocupada do que o normal), mas estou contentinha. Semana passada foi a última da gestação em que não havia chance de a bebê nascer (digo, até haveria, mas seria mais difícil, pois ela seria prematura), então foi a semana para dar retoques finais em tudo nessa vida pré-natal. E foi uma delícia e foi exaustiva pacas. Fora o fato de eu estar carregando três quilos se mexendo aqui dentro da barriga, resolvemos mil coisas, entre burocracias do INSS e roupinhas lavadas.

Primeiro, tivemos o chá de bebê, que foi uma delícia. Recomendo para aqueles que estão pensando se vale a pena fazer o chá ou não: vale! É demais! Não só porque você ganha muitas fraldas (obrigada, amiguinhos!), mas porque é uma festa de celebração para o bebê, numa fase em que você ainda não estará ocupada com fraldas e outras coisas que ainda não sei que existem. E as pessoas ao redor estão tão felizes e você descobre que não estará sozinha nessa empreitada tão louca! Meu chá de bebê não foi mirabolante como muitas pessoas que conhecem a Sras&Srs esperariam, mas é simplesmente porque eu e o Julio somos assim: felizes demais para nos preocupar com muitos detalhes. Conceito eu coloco só nos casamentos dos meus clientes. Nos meus eventos o conceito é ser feliz e muito prático. 😀 Valorizamos mais uma boa comilança e um atendimento bacana que uma decoração impecável. Assim, não contratamos decoração e deixamos tudo por conta da equipe do Quitandarte um café simpatícissimo em Pinheiros que fechou só para nosso evento. A Iara, dona do espaço, fez um BOLO MARAVILHOSO para acompanhar a comilança, minha mãe fez um enfeite fofo para o bolo e nós pegamos alguns dos patinhos de nossa coleção para compor a mesa. Simples assim.

Também não fizemos brincadeiras tradicionais (nem não tradicionais, a bem da verdade). O ponto alto da festinha foi uma ideia que tivemos antes mesmo de estarmos grávidos: a apresentação dos padrinhos da Rebeca. Como alguns aí devem saber, eu e marido somos meio às avessas quando o assunto é tradição religiosa. Nossa expectativa é que a menina  decida se, quando e onde se batizar quando já estiver mais crescidinha. Por isso, esses padrinhos-de-nascimento não seriam necessariamente padrinhos de batismo. Mas sim padrinhos de vida! 🙂 Assim, decidimos por bem que TODOS OS CONVIDADOS DO CHÁ seriam os padrinhos dela. Cada família ganhou um certificado de padrinhos e uma missão específica, adequada ao estilo e personalidade de cada uma. Assim, a bebê já nascerá com um monte de amigos e familiares responsáveis por cada um dos aspectos de sua vida, incluindo aí “ensinamentos sobre o metaaaaaaaaaal” e “indicações de literatura fantástica”. Foi uma ideia simples e deliciosa. Nos divertimos demais!

Fora o chá de bebê, que já deixou minhas pernas bem cansadinhas (a pessoa nunca usa salto na vida e resolve tirar do armário a sandália de salto, com 9 meses de barriga!), minha mãe passou em casa e lavamos as roupinhas da bebê. Devo dizer: o cheiro de bebê pela casa e o varal cheio de mini-roupas é um susto maravilhoso! Aproveitei para fazer a mala da maternidade, com cada roupa separadinha, lista escrita no computador e tudo mais porque somos meio organization-freaks aqui em casa (e porque o hospital pede uma lista gigante de roupas, uma loucura).

Aí, para finalizar, rolou a arrumação final da casa! O quarto da bebê está 99% pronto e o quarto dos papais também. Só falta pendurar os quadros! Sim, você leu certo: o quarto dos papais também ganhou um upgrade. Isso porque em 7 anos de terapia eu descobri que se direcionasse todo o capricho, mudança, cores alegres e carinho apenas para o quarto da bebê, esse poderia ser o primeiro passo para daqui a alguns anos eu olhar para o meu quarto sem cores e sem móveis novos e falar “ME ESQUECI DE MIM E SÓ PENSEI NA MINHA FILHA OH NÃOOOO” e isso, meus amiguinhos, não pode acontecer. <3 Mas só vou colocar fotos do quarto da bebê aqui por motivos de É MUITO MAIS FOFO E GERA MAIS CLIQUES. Estou muito orgulhosa desse quarto. No início da gestação eu tinha planos um tanto quanto blogueirísticos de contratar um arquiteto pra fazer esse quarto, mas aí percebi que a gente ia dar conta de fazer tudo sozinhos, e ainda ia conseguir fugir daquele padrão “escandinavo”, cinzinha mimiminho que tá na moda (ai gente, quero cores, cores!!!!). E enfim, saiu assim. Taí o fofucho, desenhado em detalhes só por mim, meu marido e minha mamis. E o mais legal: sem gastar os tubos, até porque reaproveitamos muitas coisas que já tínhamos aqui em casa (nessas horas, é muito bom gostar de móveis e objetos com cara de criança)! As fotos não ficaram incríveis porque tirei com meu celular ruim. Um dia levarei mais a sério a qualidade da mídia desse blog, diz ela, sem acreditar.

As contas de instagram mais legais para inspirar seu 2018

Essa semana teve a continuação de minha eterna preguiça com stories inúteis e instagrams mal-utilizados. Se eu abro um stories que começa com um “oi gente”, as chances de eu pular sem ver o que vem depois são grandes. São raras as exceções, vindas de amigos extremamente engraçados que tenho e que hackearam o stories de uma maneira maravilhosa. Mas em geral o oi gente é código pra eu passar pra frente. Isso vale para “influencers” (ô nominho lindo) e mais ainda para pessoas que agem como influencers sem ter nem 200 seguidores. Acho meio tristeza do jeca comunicar de maneira grandiosa o local onde você está indo cortar seu cabelo para 3 pessoas que não se importam.

Se você também anda assim meio cansada ou cansado e quer ver algo diferente na sua timeline, talvez goste de um desses instagrams que fazem o meu dia:

  • O instagram do Hugh Jackman – @thehughjackman. Não (só) porque ele é bonito e talentoso. Mas porque ele é uma figura. O instagram dele é de gente-como-a-gente, cheio de selfies de péssima qualidade e piadas de tiozão. É praticamente o oposto do “influencer de 5 fãs”. Ele tem 15 milhões de seguidores, mas age como aquele seu tio que só posta fotos pra família.

  • O instagram da Geri Halliwell – @therealgerihalliwell. Exatamente pelas mesmas razões. A diferença é que a ex-Spice Girl que faz aniversário exatamente no mesmo dia que eu hoje vive a vida que pedi a Deus, cozinhando receitas que nem sempre dão certo, tocando piano e cuidando de seus dois filhos em uma casa linda na Inglaterra.

  • O instagram do Milo Ventimiglia – @miloanthonyventimiglia. O eterno Jess Mariano de Gilmore Girls estava sem postar há anos e voltou com tudo esses dias. O mais engraçado? O instagram do ator é exatamente o que eu imagino que seria o instagram do Jess. É bem mais caprichado que os dois acima, mas ainda entra na série “instagrams de celebridades que não são geridos pela agência de PR”. O cara é cool até não poder mais.

  • Agora se você quer ver um pouco de beleza mais calculada e se inspirar com uma família que viaja pelo mundo e está sempre em lugares fantásticos (com uma menina pequena), seu instagram é What’s For Breakfast – @whatforbreakfast. Comecei a seguir porque achava que era um instagram especializado em cafés da manhã (minha refeição favorita) – e, embora não seja, acabou me ganhando!

  • Ainda na linha do acima, o famoso Girl Eat World – @girleatworld traz as comidas que uma moça come enquanto viaja. As fotos são lindas e a ideia, extremamente simples.

  • O instagram da @ilonaroycesmithkin também é outra coisa linda. Conheci essa artista doidinha de 97 anos de idade pelo Advanced Style e desde então sigo sua vida. As legendas das fotos são inspiradoras e me animam a não desanimar com 30 anos de idade. Porque quero chegar aos 97 como ela!

  • E só pra não ficar nos gringos, o brasileiro @encolhiaspessoas é um capricho só!

Espero ter ajudado a deixar suas scrolladas no instagram menos egomaníacas e mais divertidas!

 

Nota: esses links não são patrocinados, são coisas das quais eu gosto genuinamente. Se algum dia eu postar links de coisas que eu goste genuinamente e ainda começar a ganhar dinheiro com isso (quem dera!), avisarei vocês 😉

 

Rich people in money getting richer

Então o famigerado programa do Jerry Seinfeld, o Comedians in Cars Getting Coffee (“Comediantes em Carros Tomando Café, traduzido aqui no Brasil de forma totalmente sem talento para comédia para “Café com Seinfeld” [??]) estreou no Netflix. Como aqui em casa estamos numa onda revival de Seinfeld (estamos assistindo a todos os episódios, na ordem, uma experiência nova para quem acostumou a ver e rever Seinfeld na TV a cabo, sem se importar com ordem ou saber em que temporada o programa estava), só pareceu lógico começarmos a assistir.

E eu… tenho sentimentos conflitantes em relação ao programa. Na realidade, ele dá inveja e eu não sei bem como lidar com essa sensação. Como não acredito em inveja branca, posso dizer que tenho uma espécie de inveja multicolorida do Seinfeld. Simplesmente porque ele deu a sorte (ou a competência, vá) de emplacar uma das séries mais bem sucedidas da história e… chegou lá. Tá bom, tá bom, ele trabalhou bastante até chegar na série, ele tem talento (o que já é bem mais que muita gente que “chegou lá” hoje em dia)… mas depois de 10 anos de série ele parou. Fez um hit. Deu certo. Não insistiu. E conseguiu: Jerry Seinfeld é hoje uma das 10 celebridades mais ricas dos Estados Unidos.

E depois de anos sem muitos projetos, ele decidiu, aos cinquenta e poucos anos de idade, fazer mais um programa sobre o nada. Acontece que a diferença entre a série Seinfeld e “Comedians in Cars” é que enquanto o primeiro é um programa sobre o nada, o novo programa é um programa sobre o nada… com muito dinheiro. Deixa eu explicar a premissa: a cada episódio, Seinfeld escolhe um carro de coleção (ele coleciona… carros), fala sobre como o carro é sensacional e vai buscar um comediante para, junto com ele, tomar café. E aí? E aí eles conversam. Não, não estou falando de uma entrevista com perguntas premeditadas ou de alguma conversa profunda com cada ator. É apenas uma conversa entre duas pessoas tomando café, falando sobre banalidades da vida. É… simples. É Jerry Seinfeld fazendo o que gosta e vivendo sua vida de carros chiques e buscando atores em suas casas (é cada casa maravilhosa!!!), falando sobre suas vidas de estrelas.

O mais engraçado, no entanto, é que não sou só eu que tenho essa impressão de “Jerry, seu grande filho da mãe, você chegou lá e fica esfregando isso na nossa cara, né?”. A grande maioria dos entrevistados (ou seria melhor dizer conversados?) fala sobre isso, dá uma zoadinha básica. Ou seja: até as celebridades ricas têm inveja multicolorida do Jerry Seinfeld.

Por que o que é mais “chegar lá” na vida que, aos cinquenta e poucos anos de idade, fazer um programa sobre NADA, unindo suas paixões, pra você se divertir sem muito esforço enquanto, sem querer, grava uma série (e ganha mais um dinheirinho com isso)?.

É isso. Só vou considerar que cheguei lá quando puder fazer isso. Um Escritores em Carrosséis tomando Milkshake, talvez.

E essa série veio com um timing ma-ra-vi-lho-so. Na última semana de 2017 eu decidi (o mais correto seria dizer precisei desesperadamente) voltar pra terapia. E nessa volta, minha psicóloga me fez o favor de jogar na minha cara (quase que literalmente) uma pergunta que me fez engasgar bastante. Algo como “você quer ou não ser bem-sucedida?”. Engasguei, não sabia o que responder. Foi lindo.

E aí surgiu a epifania e entendi o que foi que eu fiz de errado. Porque percebi que ainda gosto muito da expressão “chegar aqui” que cunhei em um post ano passado, ela é  verdadeira e bonita etc… maaaaaaas percebi demais nos últimos tempos que é preciso reconhecer o “chegar aqui” sem perder a vontade de também “chegar lá”.

Senão, sempre aqui, a vida fica assim meio sem sonho.

Que agradeçamos o aqui, mas continuemos sonhando com os lás da vida. E eles podem ser bonitos e podem ser gananciosos e podem ser sensacionais, uma coisa não exclui a outra!

Coisa de menino, coisa de menina e slow life

Essa semana teve:

  • Vontade de compartilhar dois sites “de menino”. Como feminista que não gosta do fato da expressão feminista ser positiva (para as pessoas legais) e a expressão machista ser ruim (para todos), defendo, acima de tudo, um mundo IGUAL. Em que homens e mulheres sejam legais uns com os outros e entre si e no qual feminismo e “masculismo” sejam coisas boas e respeitosas. Enfim, um mundo em que mulheres possam ter sites bacanas, feministas e curiosos dedicados a elas… e homens também, sem ninguém ser simplista, sexista ou desrespeitar um ao outro. Digo isso porque vejo muito site que incentiva mulheres a construírem uma comunidade positiva e interessante por aí (Bust, Hello Giggles…) e não vejo tanto site masculino que faz isso de maneira clara ou proposital! Mas conheço dois sites com foco em homens que, se não fazem isso por querer, deveriam fazer. Na realidade, acabei levando esse parágrafo para esse lado, inclusive, porque, descobri hoje que um site que acesso sempre, o Uncrate, é na verdade um site “para homens”. Achei engraçado descobrir que eu acompanhava um “site para homens” sem saber que rolava esse guideline. Bom sinal para o site, não? É voltado a um público, mas sem estereótipos. Sem mais delongas, tá aqui: se você busca vídeos divertidos e curiosos para ser o(a) compartilhador(a) de coisas legais em 2018, aproveite a ala de vídeos do Uncrate. Confesso que nunca li os textos do site em si (então se tiver algo bizarro por lá, me perdoem de antemão), mas os vídeos eu garanto. Agora, outro site másculo do qual eu gosto é o The Art of Manliness, cheio de textos e praticalidades sobre a vida, na teoria voltados para homens, mas que eu consigo curtir, mesmo não tendo os hormônios para tanto.

 

  • A descoberta do fim do ano: um aplicativo de manicures (tipo um uber de manicures) que realmente funciona! O Singu salvou minha vida nas festas de final de ano. Eu já tinha tentado usar outros aplicativos nesse estilo antes e sempre me dei mal. Com esse, foi diferente: até agora, usei o serviço 3 vezes – e tive ótimas experiências. Ótimas nível ESMALTE DURANDO MAIS DE UMA SEMANA, o que era uma raridade pra mim até hoje. O atendimento é sensacional, os e-mails são super fofos e atentos. Tanto gostei que decidi trocar meu salão agradável (mas looonge, eram 15 minutos de caminhada – com o barrigão desse tamanho já cansa!) por esse aplicativo em 2018! Oremos para que não vire REALMENTE o uber das manicures, que aí a qualidade vai começar a cair e começar a aparecer a versão-manicure daquele uber delícia fedido, tocando Rádio Disney, com ar condicionado desligado em pleno verão e perguntando sobre a minha vida pessoal sem convite… enfim, vocês entenderam.

 

  • E, por fim, o blog Local Milk. Não é uma descoberta recente de maneira alguma, já que leio esse blog há anos – amo os textos dela, são super pessoais e ao mesmo tempo uma delícia de ler, algo que acho difícil de fazer. O que acontece é que no último dia do ano passado decidi assinar a newsletter do blog e descobri… que é isso. Descobri que quero levar uma vida mais ou menos assim a partir de 2018. Mais blog, mais texto, mais comida gostosa, mais aconchego, mais beleza, menos correria, menos a ver com o lema dessa cidade maravilhosa (?) em que vivo, que é TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO, o slogan de cidade mais triste que já vi na vida.

 

Prefiro JOY, JOY, JOY. E é atrás dela que vou.

 

 

Nota: esses links não são patrocinados, são coisas das quais eu gosto genuinamente. Se algum dia eu postar links de coisas que eu goste genuinamente e ainda começar a ganhar dinheiro com isso (quem dera!), avisarei vocês 😉

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