Ateliê para mães, olha que ideia legal

 

 

 

Era fã da Lenka Clayton, desde que assisti ao People in Order pela primeira vez. Esse vídeo tem um quê de não sei quê que me emociona, me deixa triste e me faz feliz. Só hoje liguei o nome à pessoa e descobri que ela é quem cuida da Artist Residency in Motherhood, uma espécie de ateliê adaptado para artistas que são mães. A mensagem do espaço é um protesto em relação à maioria dos espaços culturais e artísticos – que são criados por e para homens, solteiros, que curtem o ideal romantizado do artista “perturbado”.

Gosto porque

1. Adoro artistas mulheres que fazem projetos poéticos e polêmicos (sim, é possível).

2. Sim, chega de romancear estilos de vida que não têm muito romance.

3. É onde me vejo daqui a alguns anos. AH SE É!

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É aqui:

Mirem-se no clipe de papel

O clipe de papel foi inventado pelo norueguês Johann Vaaler e registrado na Alemanha, em 1900. Sua função: de um jeito bonito, prático, simples, sem crise: prender papéis. Ele pode ser colorido, de vez em quando até arriscam fazer em outros formatos, mas nosso bom amigo clipe de papel continua assim, todo clipe de papel.

Graças dou a Deus pelo clipe de papel ter sido inventado em 1900 por um norueguês. Se o clipe de papel fosse inventado hoje nos Estados Unidos, provavelmente sofreria atualizações semanais. Ele não só prenderia papéis, ele engajaria pessoas. Cada novo papel anexado viraria um like no Facebook. Umas atualizações depois, o clipe de papel faria uma análise do papel que estava prendendo e já sugeriria o que você queria fazer com ele: jogar no lixo? Guardar na gaveta do escritório? Entregar para o chefe? Daí 5 anos, ele agregaria funções de geolocalização e personalização. Ninguém nunca mais perderia um clipe de papel, você poderia ter um clipe de papel com o formato do seu namorado. Bastava só ler as instruções corretamente.

Ele não conseguiria mais prender acima de 5 folhas, ele rasgaria as páginas quando tentassem tirá-lo, mas tudo bem. Ele conseguiria pedir desculpas com uma piadinha personalizada que ia ser uma gracinha.

Elaborar é bom, mas queria muito que a gente não perdesse de vista que quanto mais simples a ideia, mas sensacional ela é. Alguém avisa isso pro Google, vai.

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Arte

Às vezes me sinto assim quando exposta a arte sem pé (porque melhor ser sem pé nem cabeça que só ter cabeça e não levar você a lugar algum).

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Quanto rende uma história?

Já houve um tempo em que eu acreditava que meu livro seria uma trilogia. Aí percebi o quanto é difícil fazer render uma história. Que, se for ver, a história crua dá umas 50 páginas, assim, pá puf. Mas aí é conto, e não era conto que eu queria contar. Aí, fui tentando. E percebi que esse negócio de fazer render a história é tipo cozinhar bem. Porque, assim, preparar a história rende bastante tempo da minha vida, ah isso rende. Mas na hora de ler, é tudo tão rápido. Ninguém percebe que um parágrafo pode ter saído de uma gestação de dois dias. É tipo aquele prato magnífico que você fica 5 horas fazendo e que, pra comer, os comensais levam 20 minutos, sabe? Isso no caso de gente bacana, que tem gente que nem mastiga e já sai cuspindo opinião logo na entrada (sei disso porque sou dessas :D).

A verdade é que, com o tempo, estou aprendendo a fazer render. E tento não fazer render enfiando descrições intermináveis, aquele palavrório complicado cheio de fel cio e plenitude, que isso aí é colocar água no feijão e deixar tudo ralo demais. Mas falando de detalhes do âmago da história, umas historinhas paralelas que dão gosto, colocando um bacon aqui, um tempero ali, detalhes que não são a história – mas fazem a história ficar mais gostosa. Aí rende que é uma beleza.

(lembrei do tio Sandro enquanto esse post foi saindo).

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Sonhos não vão pra frente a não ser que você vá

 

 

 

Essa acima é a tradução maomenos dessa frase que é meu novo fundo de tela no trabalho. Tanta coisa aconteceu acontecendo e coração pulando, e tá tudo bem. Até mais!

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Jogo dos sete erros (ou a maldição do quase legal)

Ah, a internet. Nunca vivemos em uma era com tanta referências, com tanta opção e com tanto acesso a gente boa fazendo coisa bonita. O Pinterest, então, traz horas e horas de acesso a festas lindas, ideias de decoração bacana, cupcakes, balões de gás, lousas, tipografia e macarons. Ou seja: com um pouco de talento e uma conexão de banda larga, é impossível fazer alguma coisa ruim.

Será?

Só tem um problema: usar referência também é um dom.

Usar referência do jeito errado, a referência pela referência. É assim que nasce um quase legal. Eu morro de medo do quase legal. Quase legal não é ruim, mas está longe de ficar bom. Quase legal nunca vai ser apontado como cafona, mas gera aquela sensação de “tem alguma coisa no lugar errado”. Quase legal é assustador porque nem sempre aparece no nosso espelho.

Quase legal é a diferença entre isso…

jogo dos sete erros

…e isso:

chuva de arroz, baloes bexigas, saida da igreja, cerimonia casamento2 bexigas casamento

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Quase legal é a diferença entre isso (o original, Mila’s Daydreams)…

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…e isso:

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Acho que ficou bem ilustrativo, né? : )

E onde o quase legal esbarra? Arrisco que é em parte na qualidade do material, em parte no talento com uma câmera, em parte na tentativa de se traduzir ideias do Hemisfério Norte para outra realidade. Mas o grande esbarrão mesmo, o que faz acabar a boniteza, é a falta de autenticidade.

Note aqui que autenticidade não é originalidade: de repente você pode até copiar alguma boa ideia do Pinterest, ela vai sair bonita na medida em que ela for muito VOCÊ. Se balões no casamento são você, as fotos vão sair muito mais bonitas que balões no casamento de um casal que só aceitou ter balões na festa porque “tá todo mundo colocando no Pinterest e é muito cool”.

É por isso que não tenho nada contra plágio. No fim, a imitação nunca vai ganhar do original. Porque falha na sinceridade.

Aí vêm e me perguntam qual é o conceito

Curso de improviso para cientistas

Cientista que não se comunica se estrumbica. Ou vira cientista louco e cria tentáculos malucos que querem dominar o mundo etc.

THE WORLD

O Centre for Science Communication tem uma série de workshops que ajuda cientistas a se soltarem mais e explorar mais criativamente seu campo de especialização. Como? Colocando todo mundo em contato consigo mesmos – o que coloca os caras de volta em contato com sua paixão. O resultado disso? Gente explicando coisas com um sorriso no rosto. Bom, né?

No fim do curso, o tema de cada cientista fica muito mais palpável pro público – e pros próprios pesquisadores. Incrível ver como ao sair do script e ao contar sobre um tema que você acredita de verdade até física quântica fica gostosa de se ver.

Eu, como apaixonada por oratória e pelo poder criativo interior de todo mundo, adorei. Dá uma olhada:

 

Uma história de amor entre a tela e a página – um livro PopUp para a nova geração

Imagem

Uma história de amor entre P (página) e S (screen [tela, em inglês]). Essa é a história contada em um pop up book bem atual, usando os famigerados QR Codes (eu os odeio, mas que aqui cabe, cabe). Fiquei doidinha pra comprar.

Que venha a próxima geração dos livros. Acho que o livro que estou escrevendo agora é meu último sem tchananans de outras mídias. ACHO.

Olha o site. Agora olha o vídeo:

Agora tchau.

Uma anotação no meio da reunião

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