Há lugares no mundo onde as pessoas não sonham com unicórnios a jato

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Parece letra do Raul ou da Tropicália, ou mesmo nome de livro do Oliver Sacks, mas essa é a primeira frase de um dos meus livros favoritos. Favorito por causa do texto, do tema, da ilustração, ou pelo fato de ficar disponível na internet, de graça. E pela história por trás da história, que vi neste vídeo com o depoimento do autor e pai Dallas Clayton. Um aquecimento (de coração) para o dia dos pais.

Veja o vídeo:

Mas, acima de tudo, leia o livro, que se você der sorte (ou azar, porque em inglês fica mais bonitinho) vai abrir magicamente em português na sua máquina (português de Portugal, com alguns trechos em espanhol, mas dá pra pegar o espírito). É só clicar na imagem abaixo:

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E clicando aqui você encontra uma entrevista (em inglês) com o moço. Separei alguns dos melhores trechos em português aqui:

“Honestamente, não tenho nada contra televisão, (…) acho que só não sou a audiência certa pra ela. Gosto mais de criar que de consumir. Gosto mais de participar que ser espectador.

Acho que consumir tem muita importância em uma fase da vida. Você consome o máximo possível quando é mais novo: ideias, histórias, fatos, lições, habilidades – até que acaba chegando em um momento da vida em que ter consumido tudo isso permite que você participe da conversa, devolva, faça a sua contribuição e, quem sabe, faça com que as coisas evoluam.”

E esse trecho aqui? Não concordo completamente, mas que tem um ótimo ponto que nunca tinha pensado antes, tem:

“Se você pode [contar o que quer] em 3 palavras, em vez de 300 ou 3.000, apoio totalmente. Sobra mais tempo pra explorar o mundo e compartilhar ideias. Mais tempo para aprender a surfar e comer frutas das árvores.”

E um pouco sobre o que já falamos aqui anteriormente:

“(O que me anima e me move é) ter uma ideia que você considera importante, e aí sim escolher o público e a mídia em que essa ideia será transmitida. É isso o que faço, não o contrário, tipo ‘você deve escrever um livro para XYZ dados demográficos’. Só assim, quando o público muda ou a mídia se torna obsoleta e é substituída por outra que você nem imaginava possível, você continua com uma boa ideia como o centro do seu trabalho, e é ela que vai sempre sobreviver ao tempo”.

Uma história de amor entre a tela e a página – um livro PopUp para a nova geração

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Uma história de amor entre P (página) e S (screen [tela, em inglês]). Essa é a história contada em um pop up book bem atual, usando os famigerados QR Codes (eu os odeio, mas que aqui cabe, cabe). Fiquei doidinha pra comprar.

Que venha a próxima geração dos livros. Acho que o livro que estou escrevendo agora é meu último sem tchananans de outras mídias. ACHO.

Olha o site. Agora olha o vídeo:

Agora tchau.

Hoje, foram castigadas Euxes e Cabina porque seus mistérios foram desvendados.

Pois é, eu cheguei a escrever em máquina de escrever por um tempo! Ela já era elétrica (nem tão estilosa assim), mas o barulho me encantava! Aí chegou o computador e a última coisa que mais me aproximou do mágico tlec tlec tlec foi o ICQ (lembra?). Uma das minhas metas, como futura escritora famosa, é ter uma coleção de máquinas de escrever, daquelas bem bonitas, coloridas e barulhentas em casa.

Esse site reúne um monte de curiosidades sobre máquinas de escrever e vende alguns lindos modelos antigos. Olha que amor. Agora uma coisa que me mata de vontade de ter uma graninha extra são esses modelos de máquinas de escrever acopláveis em iPads ou notebooks. Morra comigo:

E pra completar, editei um trechinho do material que filmei para o documentário dos meus avós, em que minha avó usa meu macbook pra contar como eram as aulas de datilografia dela. LINDA! (:

Valituskuoro – o coro dos queixosos. [adicionando um novo vídeo]

Vivo reclamando de como o ato de reclamar é chato e desnecessário. Mas eis que descobri uns finlandeses que me mostraram um lado legal dessa praga: as reclamações sobre as banalidades da vida nos aproxima, como humanos que somos.

We defined complaining as “dissatisfaction without action,” nevertheless behind most of the complaints there is an idea or a belief or a value that a person is committed to. Complaints have therefore inbuilt the potential of being a transformative power. The truth about the revolution in East Germany is, that it only happened because a critical mass of people was dissatisfied with and complained about everyday life issues.

There is another fundamental aspect to the culture of complaining. Why do people complain about things they have not the slightest influence upon, for example the weather? Here complaining is not at all about changing things, but rather to build a communal feeling: I am not alone with my little problems, we share the same burden – of an total in-acceptable climate for example.

Com esse discurso, eles estão viajando o mundo e organizando corais que se apresentam em locais públicos e cantam em forma de música reclamações típicas de diferentes cidades (divertido ver que até na Finlândia existem problemas, sim!).

Ideia legal do caramba? Sim! Um dos mais recentes rolou aqui no Brasil, na cidade de Teutônia, no Rio Grande do Sul, ano passado. (:  Divertido como parece tão distante de São Paulo e como  Teutônia parece nome de cidade de quadrinhos!

Todos os corais

Como organizar o seu

Um copo de água?

Foi o que vi numa exposição de arte recente que fui: um copo de água.

Não quero entrar em discussões sobre a significância da arte (“significância” é mais cool que “significado”) e coisa e tal, mas acho que copo de água como arte já teve seu tempo, seu momento e sua função. Naquela exposição não tinha contexto, o que ficou chato e sem alma. E arte legal e com alma tem mil maneiras de acontecer. E melhor: hoje, tem mil maneiras que se multiplicam por outras mil, se combinadas nas quinhentas plataformas que usamos por dia. Pra mim um exemplíssimo disso é uma intervenção que Robin Hewlett e Ben Kinsley fizeram em 2008, com uma simples ligação para o escritório do Google e a participação de pessoas dispostas a divertir: eles encenaram um monte de momentos nonsense para serem flagrados pelo carro do Google Street View. O nome do projeto é Street with a View.

Não deixe de ver as cenas e onde elas aparecem no Street View, e assista aos bastidores:

uma questã de trabalho para pensar no dia do trabalho

O que dói mais? O leitor/diretor de criação/cliente/a tua mãe reprovar 1. uma ideia que você sabe que é boa, que saiu de você depois de muito esforço, ou 2. uma ideia que, pra falar a verdade, você sabe que nem é tão sensacional assim?

Pois eu te digo: a segunda opção.

Quando percebi que isso acontecia comigo, achei que tinha alguma coisa muito errada nas minhas ideia. O normal é achar que a gente devia sofrer terrivelmente quando alguém não gosta daquela nossa ideiona, a mais original, a mais claramente gênia, a mais saída de dentro de nós. Afinal, é nossa ideia favorita e COMO PODE VOCÊ NÃO PERCEBER SEU VALOR, SEU GRANDESÍSSIMO BABACA (COM TODO O RESPEITO)?

Claro que saí correndo pra contar essa maluquice pra dona psicóloga, achando que eu ficar triste por ver meus textos ruins reprovados era alguma autopunição, perfeccionismo ou paixão mal resolvida pelo meu pai. Pra variar, não era nada disso.

Ela me trouxe uma coisa bacana à luz: a verdade é que quando faço uma coisa na qual acredito, estou fazendo pra mim, é bacana pra mim. Se alguém disser que não gostou, beleza. Não foi dessa vez, mas foi bom enquanto durou.  Eu continuo gostando. E quem sabe eu use essa boa ideia em algum outro momento da vida. Já quando entrego uma coisa mais ou menos, uma ideia, texto, post, em que não acredito muito, meio complicada, meio empacada, geralmente é porque estou querendo agradar alguém. Ou porque “já conheço esse cliente, é disso que ele gosta”, ou porque “isso aqui não tem erro, vai ser aprovado” ou porque “esse texto vai ter mil comentários positivos, ÓBVIO”. 

E é aí que eu erro. Nessas situações, quando recebo um não, ele vem do tamanho de um elefante. Afinal, eu estava fazendo aquilo tudo pra agradar o leitor/ o diretor/o cliente/ a minha mãe. Fiz aquilo no capricho, mas sem muita empolgação, porque, no fundo, estava esperando uma aprovação. E SE FIZ TUDO ISSO SÓ PRA SER APROVADA, COMO ASSIM RECEBO UM NÃO? Isso é o suficiente pra pirar meu subconsciente, aquele ambiente enevoado onde todas essas manobras estavam acontecendo. E badabin badabem badabumba, surge a frustração.

Desde que entendi esse processo, comecei a fazer as coisas ainda mais do meu jeito, usando o bom senso, mas sem pensar se aquilo vai ser aprovado ou não. Às vezes demora mais, mas é muito mais gostoso e com menos frustrações. E o mais legal é que elas têm sido mais aprovadas do que nunca! (:

Presente de escritor

Essa tarde acabei caindo na Shakespeare’s Den, uma lojinha virtual que é o paraíso de leitores inveterados, drama queens, nerds, artistas e geniozinhos bem-humorados. Lembrei de vocês, e pela primeira vez, resolvi dissecar o site vendo tudo o que eles oferecem de batuta. E se não fosse minha falta de grana meu autocontrole digno de uma jedi, estaria na rua, despejada, com uma mão na frente e outra atrás MAS CHEIA DE BUGIGANGAS INTELIGENTES E DIVERTIDAS ME FAZENDO COMPANHIA.

A seção Presentes para escritores é uma das mais supimpas, mas tem coisinhas legais espalhadas por todos os cantos e pra todo mundo.  Triei algumas das que mais gostei pra mostrar pra vocês:

Chicletes com insultos de peças do Shakespeare.



Um kit com pena e tinta para escrever como um autor da Idade Média.


Um kit Bibliotecário para você que ama emprestar livros (mas ama ainda mais os seus livros).


Post its de TO DOs e TO DONT’s que você não vai ter coragem de ignorar.



Um diário temático pra você escrever suas jornadas.

Barra energética do Einstein.

Tão divertido!!!!

Não, não ganhei um centavo pra fazer esse post. Pena. 

Musicoterapia semanal de mim pra vocês

Oriunda da família DO RE MI, pai maestro e uma orquestra de primos e avós, tinha que sobrar um pouco pra mim. Daí que amo música. Acho que passo umas 12 horas por dia ouvindo música e procurando bandas novas – e, mais importante, selecionando com muito critério o que elas querem cantar pra mim. Uma mistura de curadoria com música. Quer coisa mais gostosa?

E desde a invenção do gravador de CDs no computador, não perdi uma mania. Que é a de fazer playlists pras pessoas queridas. Seja aniversário, casamento, despedida, felicidade ou tristeza, adoro o desafio de sacar da manga do meu iTunes os sons que acho que vão fazer melhor pra determinada pessoa em determinado momento. Eu não entendo nada de musicoterapia, mas essa é minha musicoterapia.

Com o tempo, percebi que essa mania era super bem recebida pelas pessoas. Muita gente me liga do nada no meio do dia ou manda e-mail pra agradecer que o CD que gravei animou sua tarde, ou que achou que tal e tal música foi escrita pra ela, ou até que falou da playlist na sessão de terapia (juro!). Ver que uma simples seleção das músicas certas deixa os outros felizes me deixa feliz. E isso me inspirou a começar mais um projeto (sim, mais um, porque né): todo domingo à noite vou aproveitar aquelas horas à toa e montar uma playlist temática pra iluminar nossas semanas. Meio autobiográfica, meio autoajuda e completamente inspiradora.

O projeto ainda nem tem nome direito, mas a primeira playlist já está aí, sem muita firula e alguma escala de cinza, porque não tem sido fácil pra ninguém. E não me peçam explicações, porque né.

Espero que gostem. : )

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