O melhor e o pior de 2017: filmes (e um pouquinho de séries)

E como continuação ao último post, em que falei dos melhores e piores livros de 2017, aqui vai um pouquinho do que achei dos filmes que passaram pela minha vida esse ano!

Vale dizer que de uns tempos pra cá, especialmente esse ano, em que abolimos de vez a televisão em casa e ficamos apenas com o Netflix, ando assistindo também a muitas séries, mas ao contrário dos filmes, que tenho anotados todos direitinho no Letterboxd, não guardo muito bem quais foram aquelas séries que realmente vi no ano. Por isso, antes de ir aos filmes quero só dividir que esse ano vi a melhor série dos últimos tempos, a única série de heróis que realmente mexeu comigo na vida: Legion. Estou apaixonada pelos roteiros do Noah Hawley, o que também me motivou a ver as três temporadas de Fargo (gostei muito da primeira e da terceira) escritas por ele. Não sei nem como fazer uma boa resenha delas, de tão excelentes que são as duas séries… mas acho que ajuda dizer que ando chata pra tudo, cricri, achando tudo mais do mesmo, sem me animar com nada novo em termos de cultura pop [ainda não sei se é coisa da idade, se é fase ou se a qualidade das coisas produzidas estão realmente muito ruins ultimamente]. Mas essas séries tiveram a capacidade de me prender do começo ao fim, a ponto de eu ficar chateada quando chegava o último episódio. Tudo isso vale também para a nova temporada de Black Mirror, que estreou há uns 2 dias (e já assisti a todos os episódios!). Caso não tenham visto essas séries, ficam como recomendações para 2018!

Então sigamos para os 95 filmes que vi esse ano. Lembrando que, assim como com os livros, não estou considerando filmes que vi pela segunda (ou terceira ou quinquagésima primeira vez) e nem filmes que não assisti inteiros (alguns deles inclusive porque eram MUITO RUINS, talvez piores que os considerados piores do ano), dormi no meio ou vi “mais ou menos”. Ah! Também desconsiderei Billy Elliot Live, uma peça musical filmada, porque de acordo com o especialista aqui de casa (o marido Julio) isso “não é um filme”. Então tá!

Então vamos aos

5 piores filmes de 2017:

#5 Cry Baby (1990)

O ruim desse filme é que não sei se ele é ruim porque quis ser ruim ou porque é ruim, mesmo.

#4 Passageiros (2016)

Um relacionamento abusivo no espaço sideral gravado como linda história de amor.

#3 Deus Não Está Morto 2 (2016)

Um filme cristão ofensivo (especialmente?) para mim, que sou protestante. Faz sentido? Para ler minha resenha (em inglês) em mais detalhes veja aqui.

#2 The Rocky Horror Picture Show: Let’s Do the Time Warp Again (2016)

Apenas mudando as atuações e os atores, o filme conseguiu ser mais careta e mais imoral que o original – ao mesmo tempo. Uma tragédia total. Por favor, não façam a time warp de novo.

#1 No Topo do Poder (2015) – O PIOR DO ANO

Minha relação com cenas pesadas em filmes é mais ou menos assim: se elas servirem a algum propósito, tá tudo bem. Mas aí chega esse tipo de filme, o pior tipo possível, na minha opinião. Que é o tipo de filme em que você percebe que ele é nojento e doentio e que as cenas mega-pesadas não serviram a propósito algum só quando chega no final. E aí você não consegue mais o tempo perdido de volta.

 

e agora, os 10 melhores filmes de 2017:

#10 Tickled (2016)

Um documentário sobre o submundo de um fetiche em relação a CÓCEGAS! Esse foi o ano dos documentários esquisitos. O mundo é mesmo muito esquisito. Isso pode dar medo ou ser mágico!

#9 La La Land: Cantando Estações (2016)

Um musical atual que não é um lixo horroroso!!!! Aleluia, irmãos!

#8 Fragmentado (2016)

Um filme-montanha russa que fala de um assunto extremamente delicado de uma maneira genial. De tirar o fôlego (e o James Mc Avoy é meu crush eterno).

#7 Mulher Maravilha (2017)

Não percebi o quanto ele era bom enquanto o assistia, mas sim quando saí do cinema me sentindo bem. Uma sensação gostosa que eu nunca tinha tido antes, ao ver uma mulher heroína representada sem estar dentro de um estereótipo específico. Uma sensação nova e importante que não consigo explicar. Deve ser muito legal ser homem e sentir isso com a grande maioria dos filmes que vê.

#6 O Ato de Matar (2012)

Mais um dos documentários malucos que vi em 2017. Mais um exemplar de filme que eu gosto não por conta de alguma tecnicalidade, mas sim pelo sentimento que fica quando os créditos sobem. É um documentário que enche de esperança e desespero AO MESMO TEMPO.

#5 Invasão Zumbi (2016)

A sensação residual é exatamente a do meu sexto filme favorito (esse logo aqui em cima). Você sai do filme destruída. Só gostei um pouco mais dele do que do filme acima porque esse aqui é mais fantasia, é muito doido e… tem zumbis. Eu adoro zumbis.

#4 Moana: Um Mar de Aventuras (2016)

Eu sinceramente não sei se esse filme mantém essa posição se eu assisti-lo novamente, mas… devo lidar com as notas que dei assim que o assisti em algum momento desse ano, né? E afinal Disney é Disney. Ainda tenho paciência para suas animações. Ainda amo musicais. E a história falou muito comigo e com o livro que escrevo. Então é isso. Quarto lugar!

#3 Zootopia (2016)

Mesmo ponto do filme acima (exceto a parte do “amo musicais”), mas acho que ele realmente se manteria aqui depois de uma reassistida. Gosto muito de como eles pegam um tema complexo e jogam na nossa cara num desenho que na teoria seria para crianças.

#2 Amantes Eternos (2013)

Gosto muito de como o quase-melhor filme do ano tem o mesmo ator do meu pior filme do ano. Uma história diferentosa sobre vampiros, que na verdade se revela uma linda (e estranha) história de amor, com uma pegada ambientalista. Só vendo pra sacar.

#1 Guardiões da Galáxia – Volume 2 (2017) – O MELHOR DO ANO

Porque é do bem e é divertido pacas. E não é isso o que a gente quer para a vida, afinal? 🙂

Agora acho que acabou! Um 2018 feliz pra todos nós! Com muitos filmes bons (e mais ainda histórias reais boas!!!!).

 

O melhor e o pior de 2017: livros

2017 foi (já pode falar no passado, eu permito) um ano esquisitinho. Não gostei muito dele, não. Não aconteceu nada de realmente ruim, felizmente. Pra falar a verdade, até conquistei umas metas bacanas materialmente falando. Só que foi um ano de muita expectativa frustrada, de ideias que pareciam promissoras e que falharam miseravelmente. E isso não me deixou, assim, extremamente animada. Basicamente, podemos dizer assim: como eu sempre opero na tirinha do Calvin aqui em cima (felicidade não é suficiente pra mim, eu exijo euforia), não me contento com pouco e senti falta de um pouco de euforia por aqui.

É claro, é claro, ficar grávida foi a mudança mais louca e legal dos últimos anos. Mas depois da descoberta, pensem vocês que a gente entra num estado de… espera. Digamos que passei mais da metade desse ano enjoada e esperando. Esperando e vomitando. E vida em standby sempre me tira do sério. Ou pior: me coloca no sério. Eu fico séria, sem graça. E enjoada. Quero é que essa menininha chegue logo!

Mas divago. O que quero dizer é que anos ímpares sempre são chatos pra mim, enquanto anos pares tendem a ser S-E-N-S-A-C-I-O-N-A-I-S, então não vejo a hora de que 2018 comece, porque vou pegá-lo de jeito e transformá-lo em pura euforia.

E esse foi meu resumão de 2017. E é pra não terminar os posts desse ano com um post chato assim que vou fazer algo que sempre me recusei a fazer (afinal, categorizar o ano pelo tanto de cultura que consumi sempre me pareceu meio vazio): vou fazer uma lista do melhor e pior de 2017 apenas em termos de leituras, séries e filmes. 🙂 Vou aproveitar que terminei hoje a leitura do último livro do ano (porque acho que em 2 dias eu não termino mais um, não) e começar pelo resumo dos livros do ano.

Esse ano eu li 20 livros, um número redondinho, bonitinho. Desses 20, 4 deles foram releituras. Foi um bom ano para releituras, em que reli 3 dos meus livros favoritos (Alice no País das Maravilhas / Através do Espelho, A História Sem Fim e Dicas Úteis para uma Vida Fútil – Um Manual para a Maldita Raça Humana), só para descobrir que eles continuam meus livros favoritos. Reli também um livro bacana, mas não assim tão incrível, o Cabeça Tubarão. Assim, tirei eles dessa lista, já que ficaria injusto.

Então, com esse corte feito, vamos aos livros que mais gostei e aos que mais detestei esse ano, começando pelos

3 piores livros de 2017:

#3 House of Leaves, de Mark Z. Danielewski

O terceiro pior livro do ano me deu uma canseira absurda. E me irritou porque é daqueles livros cuja ideia é sensacional, mas cujo autor ficou tão obcecado pela ideia que ficou lustrando ela, mas esqueceu de uma coisa básica para um livro: torná-lo LEGAL. É um livro difícil de ler, com idas e vindas pelos capítulos e labirintos e cartas e promessas… até que você chega no fim e fala “mas, tudo isso… pra isso???”. No meio do livro, você sente que está trabalhando, e não se divertindo. E taí uma coisa que me dá preguiça. Sou mais ler aqueles livros da coleção Eu, Detetive ou “mais um livro do gênero Enrola e Desenrola”. Lembram dessas séries SENSACIONAIS????? Pois é. Deu saudades. Mas, vamos lá. Tiveram coisas piores esse ano, como

#2 A Biblioteca Invisível, de Genevieve Cogman

Tive o (des)prazer de terminar esse livro hoje, encerrando o ano de forma bem azeda. Digamos que não é um livro essencialmente RUIM. Ele só se esforça tanto para ser legal que fica cansado, coitado. É um tal de zepelins pra cá, roupas vitorianas pra lá, misturadas a lobisomens, vampiros e um dragão sexy (?). E a autora cria um universo fantástico tão sem graça e cheio de regras sem sentido que dá vontade de chamar ela para uma conversa, pra contar que se o universo fantástico é dela, ela não precisa ser assim tão restrita. Nessa conversa, eu perguntaria de quebra POR QUE RAIOS ela escolheu fazer uma protagonista mulher se a moça age de forma completamente dependente da aprovação de homens (que “sabem falar de forma sensata e calma com mulheres histéricas”, nas palavras da autora) e está sempre incomodada com a sua vilã, porque ela usa roupas mais bonitas que ela. Mas até que essa protagonista dependente foi maravilhosa, se eu compará-la com o teor do PIOR livro do ano para mim, que foi

#1 1Q84, de Huraki Murakami – O PIOR DO ANO

Sem comentários, deixo minha resenha no Goodreads continuar o trabalho por mim. 

 

Mas vamos falar de coisa boa. Aqui vão os 5 melhores livros de 2017:

#5 Count Zero, de William Gibson

Uma narrativa toda sujinha, num universo cheio de drogas e personagens metidos a mauzinhos. Eu gostar dos livros do William Gibson não faria sentido nenhum, especialmente sabendo que não sou muito fã de ficção científica (já tive brigas com meu marido porque não consigo gostar de Ray Bradbury!!!). Mas uma coisa nele sempre ganha meu coração: o cara SABE ESCREVER. As descrições são uma delícia de ler. Os personagens são coerentes, e cada um tem um tom diferente, não são todos iguais, como em muitos livros. Eu consigo imaginar de forma vívida o universo descrito por ele. E tudo isso me prende, independente da trama. Nesse livro, por exemplo, não achei a trama muito atrativa, até me perdi um pouco no meio (eu gostei mais do primeiro livro da trilogia)… mas a escrita é tão boa que não consigo largar. Ponto pra ele.

#4 Vinte Mil Léguas Submarinas, de Julio Verne

Um clássico é um clássico é um clássico é um clássico. Julio Verne é outra delícia de ler. Mas o que fez ele ficar aqui na lista dos 5 melhores (enquanto A Volta ao Mundo em 80 Dias, outro livro que li esse ano, não conseguiu) é o bom e velho personagem sonhador e obstinado que tem uma meta estranha na vida e vai a extremos para conquistá-la. Adoro esse tipo de gente. Sim, eu tenho um crush no capitão Nemo.

#3 Letters of Note: An Eclectic Collection of Correspondence Deserving of a Wider Audience, de Shaun Usher

Sigo o blog desde antes de ser livro (olha como sou tendência!). Comprei esse livro de presente para meu marido. Ele não leu. Esse ano decidi tirar o livro do criado mudo dele e ler essa obra de arte. É sensacional, inspirador e esteticamente muito bonito. Um trabalho de pesquisa excelente numa curadoria muito bacana.

#2 Welcome to Night Vale, de Joseph Fink e Jeffrey Cranor

Esse livro tinha TUDO para ser o melhor do ano, mas o final dele é meio xarope, meio perdido. Assim, recomendo a quem for lê-lo que o abandone antes do fim, ou algo assim. Mas tirando o final, é realmente o melhor do ano! É um livro que se passa no universo de um podcast megafamoso nos Estados Unidos. Curiosamente, também li o livro com os episódios do podcast e achei eles meio chatinhos, mas o universo criado pelos autores é maravilhosamente surreal e profundo, meio como um Guia do Mochileiro das Galáxias um pouco mais elaborado e moderno. É daqueles livros fantásticos que inventam regras próprias, mas não precisam ficar explicando elas a todo momento. Você simplesmente cai naquele universo e acredita nele. Pra quem procura um livro bem diferentoso, vale muito a leitura!

#1 No Urubuquaquá, no Pinhém + Manuelzão e Miguilim (os primeiros dois livros do Corpo de Baile), de João Guimarães Rosa – O(S) MELHOR(ES) DO ANO

Tive que dar uma roubada no jogo, porque na realidade são dois livros, e embora os dois sejam parte da mesma trilogia, não cheguei a ler o terceiro da trilogia esse ano ainda. Porém, os dois chegaram à lista dos 5 melhores, e achei por bem dar mais variedade a essa listinha e juntar esses dois num só. Feliz pelo único autor brasileiro das minhas listas ser justamente o melhor de todos. Mas é que é o Guimarães Rosa, né, minha gente? O cara que me faz ler um livro de contos (dois, no caso), com o maior prazer, mesmo eu tendo pavor de livros de contos. Gosto do Guimarães Rosa porque o cara é um gênio. Consegue escrever bem sem esforço – e morro de rir dos meus contemporâneos que, hoje, tentam imitá-lo (sim, são muitos!!!) se esforçando demais e quase me matando de tédio com seus neologismos forçados. E taí: mesmo com alguns contos um pouco chatos e difíceis de ler, ele se mantém aqui, no topo, mostrando novamente que pra mim… um clássico é um clássico é um clássico. Não resisto a um.

Logo mais, boto os filmes do ano aqui! Até dia 31 de dezembro à meia noite ainda devo ver mais umas dúzias de filmes, então só volto quando tiver certeza de ter visto todos os filmes a que tive direito esse ano!

🙂

Como ser mais criativo?

Tá, como se fosse fácil assim – pensa você, bonachão. Não nasci criativo, não sei fazer essas coisas que as pessoas descoladinhas e criativas fazem. Calma, amigão. Nada debaixo do sol é fácil (a não ser engordar e gastar dinheiro, mas, enfim, não é disso que quero falar *começa a chorar*). Mas ser criativo não é nada assim tão complexo quanto os grandes gênios da publicidade que fazem vídeos como esse demonstram. Vai muito de intuição, personalidade e de toda a bagagem cultural que você teve sorte de ganhar desde o berço, sim. Mas também existem algumas técnicas e dicas, que o Leo Babauta organizou bem aqui. E eu concordei e traduzi aqui, sabendo que cada uma dessas dicas tem sua hora certa no processo criativo:

  • Brinque.
  • Não consuma (arte) e crie ao mesmo tempo – separe os processos.
  • Reflita sobre sua vida e seu trabalho diariamente.
  • Procure inspiração nas pequenas coisas ao seu redor.
  • Comece pequeno.
  • Deixe fluir, não importa quão ruim o primeiro rascunho esteja ficando.
  • Não busque a perfeição. Apenas deixe fluir, imediatamente, e então peça feedback.
  • Melhore constantemente.
  • Ignore as pessoas negativas.
  • Mas cresça com as críticas.
  • Ensine e você irá aprender.
  • Mexa as coisas, veja as coisas de novas maneiras.
  • Aplique conhecimento de outras áreas no seu trabalho, de jeitos nunca feitos antes.
  • Tome quantidades absurdas de café.
  • Escreva todas as ideias, imediatamente.
  • Transforme seu trabalho em lazer.
  • Brinque com crianças.
  • Saia, se mexa, veja novas coisas, fale com novas pessoas.
  • Leia coisas completamente diferentes. Principalmente das quais você discorda.
  • Descanse muito. Muito trabalho mata a criatividade.
  • Não force. Relaxe, brinque, e aí sim vai fluir.
  • Deixe sua mente flanar. Distraia-se um pouco quando você está procurando por inspiração.
  • Aí, quando você for começar a criar de fato, desligue tudo.
  • Faça enquanto você estiver empolgado.
  • Se não estiver, tente encontrar outra coisa que te empolgue.
  • Não tenha medo de parecer boboca.
  • Ideias pequenas são boas. Você não precisa mudar o mundo – pode mudar apenas uma coisinha.
  • Quando algo está matando sua criatividade, mate esse algo.
  • Pare de ler dicas de como ser mais criativo, largue tudo e apenas crie.
  • Acima de tudo, divirta-se no processo.

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Quando eu tinha 21 anos, achei que esse seria um post legal pra hoje

Backlog é um termo que emprestei do meu namorado tecnológico e tão neurótico por listas quanto eu. A verdade é: descobrimos um jeito de não enlouquecer por não conseguirmos fazer tudo o que queremos nas 24 horas que temos. Pra não perder nada, vamos separando cada coisa em um backlog, uma lista, e separamos um tempo na vida para ver cada lista. Eu, por exemplo, tenho a lista de lugares para ir com o mesmo namorado supracitado, tem a lista de bandas para baixar (baixo uma por semana há mais de ano), a lista de filmes para ver, a lista de coisas bonitas para comprar quando tiver dinheiro, a lista de links para ler e a lista de posts para fazer.

E é aqui que entra esse post, mostrando as falhas dessa minha descoberta. Porque hoje apelei para a minha lista de posts para fazer, e descobri que ela está com uma defasagem de cerca de quatro anos com a realidade. Bem, caso vocês não tenham visto, esse é o vídeo de comemoração que a Almap fez para comemorar seu prêmio de agência do ano. Em 2009.

E é aqui que eu poderia ter um acesso de pânico (mas como assim 4 anos, isso nunca vai sincronizar, socorro namorado tecnológico), mas eu só tenho acessos de riso. Afinal, essa minha técnica me poupa de muito cansaço mental e sempre me oferece ideias novas, mesmo que – e talvez justamente porque – antigas. E, claro, tudo depende do bom senso. Nem todos os meus posts são datados, já que só recorro a essa lista quando estou curta de ideias. Mas, viu só, ela trouxe essa pauta interessante pro Palitos hoje.

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Como trabalhar melhor

Mas faça um favor a si mesmo: antes de mais nada, encontre um lugar que tenha o mesmo estilo de vida que o seu.

MAS

não tenho mais medo de resoluções (porque não as encaro mais como resoluções de meus problemas)

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Comprar uma bicicleta.

Escrever meu livro usando a técnica Pomodoro todos os dias (em outras palavras, terminar meu livro esse ano).

Fazer bolhas de sabão com meu namorado.

Fazer meu diário de 2013 ser o mais legal de todos.

Fazer todas as receitas do livro de chocolate que ganhei de amigo ladrão no Panamá em 2012.

Ir mais ao circo.

Assistir a mais musicais.

Consertar meu órgão. Ou comprar um piano. Ou parar de ter desculpas para não tocar tanto quanto deveria.

Revelar minhas fotos.

Tirar mais fotos.

E revelar essas fotos.

Pensar a sério em um casamento que tenha um carrossel como atração.

Ver mais a Cláu.

Fazer menos freelas.

Andar menos de táxi.

Celebrar fins de semana temáticos ao menos uma vez por mês.

Ir mais aos Sescs.

Ser a melhor tia do mundo.

Tirar meus sapatos de sapateado do armário mais vezes.

Compartilhar essa newsletter de ano novo com vocês.

Compartilhar esse post com decisões de ano novo dos outros com vocês.

Amar vocês.

 

Desentupidor de cérebro

Sabe por que você pode estar numa fase meio ruim das ideias? Vai ver é porque seu cérebro está entupido. Olha que palestra legal essa, com dicas de como esvaziar seu cérebro. Basicamente, o segredo é tirar a preocupação da cabeça e transformá-la em parte de uma lista de afazeres com data pra ser concluída. Ponto pra quem já fazia isso antes de ver a palestra (eu)! rá!

Assista aqui e enjoy!

O que você me recomenda?

“Esse livro é legal? Tem algum desse gênero que você acha que eu ia gostar?” Rebenta de uma geração que viu bibliotecas só no seu finzinho de carreira, pouco antes do advento da Enciclopédia Abril 95 em CDs,  fico imaginando que, nos tempos em que visitar a biblioteca era comum como baixar músicas, os bibliotecários conheciam você como o dono da locadora do seu bairro (opa, outra coisa em finzinho de carreira) e sabiam te recomendar coisas muito legais.

Pois criaram uma versão virtual dessa figura, pra todo mundo que fica com siricotico assim que termina um livro, já pensando no próximo. Acesse The Book Seer e se regozije, meu bem!

Presente de escritor

Essa tarde acabei caindo na Shakespeare’s Den, uma lojinha virtual que é o paraíso de leitores inveterados, drama queens, nerds, artistas e geniozinhos bem-humorados. Lembrei de vocês, e pela primeira vez, resolvi dissecar o site vendo tudo o que eles oferecem de batuta. E se não fosse minha falta de grana meu autocontrole digno de uma jedi, estaria na rua, despejada, com uma mão na frente e outra atrás MAS CHEIA DE BUGIGANGAS INTELIGENTES E DIVERTIDAS ME FAZENDO COMPANHIA.

A seção Presentes para escritores é uma das mais supimpas, mas tem coisinhas legais espalhadas por todos os cantos e pra todo mundo.  Triei algumas das que mais gostei pra mostrar pra vocês:

Chicletes com insultos de peças do Shakespeare.



Um kit com pena e tinta para escrever como um autor da Idade Média.


Um kit Bibliotecário para você que ama emprestar livros (mas ama ainda mais os seus livros).


Post its de TO DOs e TO DONT’s que você não vai ter coragem de ignorar.



Um diário temático pra você escrever suas jornadas.

Barra energética do Einstein.

Tão divertido!!!!

Não, não ganhei um centavo pra fazer esse post. Pena. 

as listas de 2011

Porque a frase acima é a frase de 2011 e porque fim de ano que é fim de ano precisa ter listas. Eu acredito que um ano é muito mais que os livros que você leu ou os shows que você frequentou (muito mais? é COMPLETAMENTE mais), mas como o blog fala sobre cultura, acho que combina e vamos ser felizes assim.

Estou sem o menor saco pra escrever resenhas aqui, então vai só o que lembro de ter consumido esse ano, em ordem do melhor para o pior, na minha opinião, em cada categoria, como curiosidade, mesmo. Divirta-se : )

LIVROS QUE LI EM 2011

Paris é uma Festa (Hemingway)

Tudo se Ilumina (Jonathan Safran Foer)

The Catcher in the Rye (J. D. Salinger)

Ilusões Perdidas (Balzac)

Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marquez)

Viver e Escrever 1 (Edla von Steen)

O Velho e o Mar (Hemingway)

The Financial Lives of the Poets (Jess Walter)

O Gigante Gargântua (Rabelais)

Os Prazeres e Desprazeres do Trabalho (Alain de Botton)

A Idade da Razão (Sartre)

Misto Quente (Bukowski)

 

(GRANDE PARTE DOS) FILMES A QUE ASSISTI EM 2011

Marcelino Pão e Vinho

O Rei Leão 3D

O Palhaço

Meia Noite em Paris

A Última Loucura de Mel Brooks

A Mais Querida do Mundo

Amores Brutos

Adivinhe Quem Vem para Jantar

Um Casamento Original

Arthur – O Milionário Sedutor

Quinteto da Morte

Ama-me ou Esquece-me

Agora Seremos Felizes

A Morte lhe Cai Bem

Mogli – O Menino Lobo – Disco 1

Taxi Driver

Terra dos Mortos

Iris

Loki – Arnaldo Baptista

Malu de Bicicleta

É Proibido Amar

A Vida de David Gale

Direito de Amar

Metrópolis

Mistérios da Carne

Cilada.com.br


(UM POUCO DAS ) PEÇAS, SHOWS E EXPERIÊNCIAS CULTURAIS DE 2011

Ok Go

Tangos e Tragédias

Cirque du Soleil Varekai

Tarântulas & Tarantinos

New York, New York!

Banda Gentileza

Dinner in the Sky

Trupe Chá de Boldo

Kate Nash

 

E, pra finalizar, normalmente eu acabaria publicando a trilha sonora de 2011, mas acho que ela inteira pode ser resumida neste vídeo abaixo. Um 2012 lindo assim pra vocês.

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