16 anos.

Hoje, faz 16 anos que eu comecei a criar esse adolescente louco no qual ele se transformou.

Willifill. Meu rebento, meu primeiro filho, meu livro, minha fantasia, minha ficção, minha história que vai nascer esse ano.

Muito já pensei se demorar dezesseis anos para escrever um livro seria um absurdo. Seria ridículo, teimosia, um pouquinho patético, até.

Ainda acho que se ele não der certo (um pouquinho que seja) vai ser meio triste. Vai ser bem ruim ouvir tanta gente falando “mas dezesseis anos… pra isso?”. Que eu deveria ter desistido, mudado de ideia, investido dezesseis anos em outra coisa (se fosse em banco, eu tava rica).

Mas, sei não.

Um dos pontos fundamentais da minha história é que ela se passa em uma terra fantástica em que tempo não existe. Passado, presente e futuro se misturam, não existe hora, não existe mês, não existem 16 anos.

Acho que combina bastante com ele. Um livro que ignora tanto o tempo passar tanto tempo sendo feito.

Desejo mais tempos assim. Menos calculistas. Menos contadinhos. Menos temporais. Mais ensolarados.

 

 

 

Ideia que vem pela janela

Para quem não conhece, Liniers é um cartunista dos bons. Pra mim, fica lá, lado a lado com o Bill Watterson (acredita). Nas férias mais libertadoras da minha vida, em 2011, eu lembro de uma tarde em que fui sozinha até o Sesc Pompeia ver uma palestra dele. Almocei um lanche horrível, sentei lá toda bonitinha e  encontrei ele super tímido, a cara do meu professor de Ciência Política da faculdade. Lá, comprei um caderno bem lindo, em cuja contracapa guardo o desenho de uma ovelhinha que ele fez para mim, com seu autógrafo. Acho que é o único autógrafo que tenho na vida. 🙂

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Dois minutos de dicas do Petit

Não sei se já falei pra vocês, mas tive a sorte de trabalhar alguns meses a umas 3 mesas desse gênio. Figurinha polêmica ele era, do tipo “ame ou odeie”. E dei a sorte de cair no lado dos que amavam. Tivemos algumas poucas, mas boas, conversas – numa delas, ele inclusive me parabenizou pelos motivos que me levaram a pedir demissão da DPZ na época. E aquilo foi sensacional. Um dia, se precisar, eu conto. Conto também as razões que ele me deu para só usar meias vermelhas (e cuecas também!).

Pra marcar 1 ano de sua ida, deixo aqui um vídeo curto em que ele diz pouca coisa, mas boa. 🙂

 

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