I’ll blog this song! :D

viver para blogar ou blogar para viver?

eis a questão. – acordei com essa frase na cabeça, e fiquei me perguntando o que será que eu devia estar sonhando pra acordar falando isso. de qualquer forma, ela parecia muito mais genial às 8 da manhã.

Agora, genial mesmo é isso aqui:

a música e a letra… tudo fantástico. Divirta-se.

Mas aí… eles começaram a trabalhar.

No DVD Bastidores da Comédia, do Seinfeld, ele responde ao entrevistador, que pergunta sobre se ele era o engraçadinho da turma nos tempos do colégio:

  • – Quando eu era novo, todos os meus amigos eram engraçados. Todos eram “o engraçadinho da turma”. Mas aí… eles começaram a trabalhar.

Fico com medo de ficar mais séria quando estiver cada vez mais dentro do dia a dia corporativo. Por sorte, trabalhar em ambientes criativos deixa as coisas um pouco menos sisudas. Aliás, parece que é até obrigação continuar sendo o engraçadinho da turma se você é um publicitário ou coisa que o valha. E, estereótipos à parte, eu gosto disso.

Mas a tendência é mesmo que as pessoas fiquem menos fanfarronas e cada vez mais sem graça quando começam a trabalhar. Mesmo com esse feliz carma publicitário, já vi que vários dos meus amigos da faculdade (eu inclusive) perdemos um pouco daqueles olhinhos mágicos e das tardes de refrigerante free no Burger King. Será que perdemos o tempo, fomos sufocados pelos Atendimentos, os escarpins estão apertando demais ou é tudo impressão minha?

De qualquer forma, não há tanto o que reclamar. Se eu fizesse Direito, acho que morreria.

Parece que os Doutores da Alegria estão com um projeto super bacana de “humanizar” empresas também, além de hospitais. Veja algumas fotos da visita que eles fizeram lá na agência aqui no blog da MaWá. Vale lembrar que o Canto Cidadão se preocupa com esse universo empresarial há já um tempo também, fazendo palestras divertidas sobre cidadania e bom humor.

Esse projeto dos Doutores da Alegria ainda está no começo, e já imagino que seria divertido se, pra esse novo braço [ou eu diria nariz?] da instituição, eles fizessem os Executivos da Alegria, com palhaços de terno, e usando clips e post-its como apoio às piadas. 🙂

melhorequipedemimica.jpg

o melhor grupo de Imagem e Ação do 2º ano da faculdade. Hoje, ex-Young, IThink, África, Salem e quase-Abril. Ainda assim, o melhor grupo de Imagem e Ação. 🙂

portfolio ou portifólio

Se é inglês é portfolio, deve ser assim mesmo. O portifólio é aportuguesado, então façamos como quisermos.

Ninguém sabe como é, na realidade. E pra mim a confusão está em todos os níveis do benquisto portafólios: vejo muita gente se preocupando com regras e como montar um portifólio. É esquisito. As pessoas atrasam a procura por empregos porque “o portifólio não está pronto”, porque “falta isso ou aquilo no meu portifólio”. Não sou nada entendida nesses assuntos, mas acho estranho tanta obsessão.

Eu nunca parei pra montar um portifólio, fui fazendo coisas por livre e espontânea vontade e quando reparei, tinha coisas pra apresentar ao mundo.

[nada essencialmente publicitário, é verdade, e aí talvez resida o problema pra alguém que faz Publicidade.]

Eu não sou focada em nada, portanto coloco no meu currículo todas as coisas online que tenho, desde esse blog até vídeos e minha lojinha. E não cheguei a passar por maus bocados por causa disso.

Estaria eu super adiantada ou super por fora? Se algum dia eu sair em busca de algo em Redação ou Cinema estou muito enrolada? Ou o futuro reside aqui? Quem viver verá.

Peço vossas opiniões.

revolução pelo humor.

o título já sintetiza tudo.

Suponho (espero) que todos têm vontade de mudar as coisas. Eu, pelo menos. Sou complicadíssima quando o assunto é ONGs, Greenpeaces e projetos sociais, nem entre nesse tema comigo que não sai coisa boa (tive algumas más experiências com eles e tenho algumas idéias de mundo que batem de frente com alguns projetos). Pra simplificar, acredito que, mais que indivíduos entendidos [ou adestrados] politicamente, o mundo precisa de indivíduos felizes.

Por isso prefiro as coisas mais culturais, por isso as duas vezes que fiz voluntariado foram em asilos ou atuando em hospitais. No começo de setembro tive o prazer de assistir a uma palestra ministrada por ninguém menos que o próprio Patch Adams. E gostaria de transcrever aqui tudo o que ele disse de bacana sobre sua “revolução pacífica pelo riso”, para salvar a todos nós das maiores doenças que são as invisíveis, escondidas por trás dos ternos e gravatas. Por trás de uma aparência arrogante e autoconfiante tem muita gente é gritando por socorro.

Sr. Adams, um velhinho pirado até as últimas, contou que um de seus maiores divertimentos era entrar no elevador e agir de forma bizarra (mas simpática), fazendo as pessoas rirem, mudando alguma coisa na rotina, do torpor e sisudez que a sociedade impõe.

Confissão do dia: uma das minhas maiores motivações pra escrever não é exercício de estilo, não é orgulho pessoal. É minha vontade de mudar as coisas.

Como diria o Mark Twain, “eu só quero fazer rir as criaturas de Deus”. Se consigo ou não é outra história, mas tento (e muito, é um desafio diário) dar um jeito de fazer a mudança começar em mim.

A verdade é que pensamento positivo, bom humor e alegria sofrem muito preconceito ultimamente. Hoje li um artigo sensacional que renovou minhas forças e trata sobre isso, sobre explicações fisiológicas e psicológicas que só vêem positivamente o, como diria o Monty Python, “bright side of life”. Vale uma leitura e uma repensada na postura.

Recomendo altamente também o Movimiento contra la Realidad, ação de guerrilha de uma escola de Tecnologia espanhola. A proposta não poderia ser mais perfeita:

“Nuestra lucha no es únicamente contra la realidad. Luchamos contra la rutina y la inercia, contra la fealdad que nace de la falta de imaginación.”