Quando você viaja em busca de uma coisa e encontra outra

Depois de 1 mês em Portugal, país pelo qual eu vinha apaixonada à distância nos últimos tempos, voltei com o coração partido. Acabou que conheci ao vivo esse meu amor virtual e o encontro foi daqueles que só gente que já se frustrou ao vivo com aquele amor do ICQ entende: eu e aquelas ruas não tínhamos nada em comum, eu e aquelas paisagens passamos todo o tempo olhando umas para as caras das outras, insistindo, tentando puxar assunto e falhando miseravelmente. O coração não cantou e partiu.

Depois de 1 mês fora de São Paulo lidando com o desconhecido, cheguei no açougue do mercado do meu bairro e o açougueiro, que eu nem sabia que lembrava de mim, me disse: “hoje tem costelinha suína, aquela que você adora e que nunca tem quando você vem”. Sorri para essa cidade tão cansada e falei “vou te dar mais uma chance, sua danadinha”.

Casa, casa, quando é que eu vou encontrar esse lugar que eu sei onde está, mas só precisa de um lugar pra se encostar? Quando encontrar, vou me encostar feliz, comprar meu piano e meu forno de verdade.

Por enquanto, vamos cozinhar essas costelinhas que eu adoro – e que dessa vez tinha quando eu fui.

Essa vida de profissão “inútil”

Um post cheio de veja bem.

Veja bem, não é que eu esteja buscando sair do país amanhã e tenha o sonho de morar fora. Mas é uma ideia que vem se aboletando aqui em casa há uns tempos e decidi fazer o que sempre faço quando uma ideia começa a se aboletar: abro espaço pra ela. E resolvi me inscrever em sites de busca de empregos em outros países porque por que não?

O mais legal é que procurar emprego “na minha área” é a coisa mais sem sentido do mundo. Primeiro, porque a minha área hoje é a de “consultoria criativa de casamentos”, que é uma área que pra começo de conversa fui eu que inventei e portanto não existe nos formulários por aí. Segundo, porque quando subo um pouco o filtro na minha área e começo a procurar “publicidade, artes e entretenimento”, tenho dois retornos, SEMPRE. É BATATA:

  1. MINHA ÁREA É AMPLA DEMAIS. Os termos “artes e entretenimento” abarcam uma gama BEM DIVERSA de profissões, se é que vocês me entendem. E sim, estou falando com você, vaga de instrutor de ski que recebi do Canadá hoje!
  2. MINHA ÁREA SIMPLESMENTE NÃO EXISTE. Isso mesmo. Porque aparentemente os países só precisam de engenheiros, médicos, profissionais da informática e tudo o que existe entre um e outro. E receber imigrantes artistas para deixar o país mais bonito e criativo não é uma necessidade governamental. Coisa que eu até entendo, porque também pensaria umas 3 vezes antes de abrir minhas fronteiras para esse povo de humanas vir vender miçanga nas minhas avenidas.

O mais legal é que acessei o banco de empregos do Brasil só por curiosidade, e quando procuro vagas em Marketing (o que mais se assemelha ao que eu faço), encontro mil vagas de operadora de telemarketing.

Não é fácil ser de humanas.

Enquanto isso, sigo aqui nessa laranjada louca que é esse Brasil.

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