Será esse o último post antes da bebê dar o ar de sua graça?

Hoje o médico disse que é bom essa nenê nascer logo logo – e provavelmente em menos de 1 semana vou conhecê-la! Fiquei aqui pensando que se ela puxar minha outra cria (o livro que estou escrevendo desde 2001), a coitada vai procrastinar por mais uns 15 anos aqui dentro. Exceto que isso não será possível, então eu só agradeço à organicidade da natureza e sua superioridade ante a autossabotagem humana.

E umas fotinhos do quarto dela que ficou pronto ontem, pra ver se inspira a criança! É só chegar, até a cama tá posta, nenê! A mamãe (também) tá morrendo de medo, mas a gente aprende a fingir que dá conta rapidinho! Prometo!

 

 

 

Esperando.

A novidade é que achei que a essa altura eu estaria subindo pelas paredes. Mas não estou. Estou tranquilinha, esperando. Acho que no fundo no fundo sou é meio hippie e estou de bem com a natureza e suas horas.

Hoje compramos a última peça que faltava para o quartinho da bebê. Amanhã devemos finalizar tudo, pendurando os quadrinhos na parede e grampeando as tags das lembrancinhas da maternidade! Vai ver a bebê já está é bem educadinha, só esperando terminarmos as últimas pendências para decidir nascer. Isso aí, Rebeca. Muito obrigada!

Essa semana fiz um exercício interessante e desenhei a minha “rotina dos sonhos” (mesmo ainda não fazendo ideia do que será uma rotina com um bebê em casa, mas essa é a ideia…). A regra estabelecida por mim para esse exercício foi: “qual seria minha rotina ideal, se eu não tivesse que me preocupar com localização geográfica, situação financeira e compromissos”? Achei incrível esse exercício. Percebi o quanto moldamos a rotina à nossa realidade imediata e nem questionamos o que poderia ser melhorado nela. Sendo que o contrário poderia ser tão verdadeiro quanto. Daí decidi. Quero moldar a minha realidade em torno dos meus sonhos e não o contrário. Gostei dessa brincadeira de anotar sonhos. Me ajudou a criar metas para atingi-los loguinho loguinho.

E começamos ontem, com um projeto que aparecerá aqui mais dia, menos dia. Mas enquanto isso, vamos voltar à espera. 🙂

A descoberta do momento é

Que andar 4 quarteirões não é mais uma tarefa fácil. Fui, voltei e não consegui mais andar direito desde então. Passei o final de semana fazendo compressa de gelo no quadril e fazendo sessão de filmes-do-Oscar pro tempo passar (recomendados por enquanto: “Projeto Flórida”, “Eu, Tonya” e “Ladybird: A Hora de Voar” [a hora de voar???]).

De resto, cozinhar sentada também virou uma realidade. Pois nada me impede de fazer pães de mel (com recheio E cobertura) num domingo, nem uma inflamação no ciático às 38 semanas da gravidez.

Meu médico é um amor e disse que isso é normal e que o que vai curar essas dores é a figurinha (nas palavras dele) decidir nascer. Te contar que as últimas semanas de gravidez e toda a sensação de “é a qualquer momento, só depende de Deus / da natureza / da FIGURINHA” são uma aula forçada de mindfulness e controle de ansiedade.

E aqui vamos nós, sentadinhas e esperando (e marcando acupuntura pra ver se a dor melhora e ainda resolvendo as quatrocentas pendências da gravidez e da arrumação da casa – palmas pra quem decide repaginar a CASA INTEIRA e não apenas o quarto da pequena e assim nunca vê o fim da lista de pendências).

Uma das tarefas dessa semana é por conta do papai, que fez as ilustrações dos quadros que enfeitarão a parede do quarto da bebê. <3

É um blog sobre criação,

Então não preciso pedir desculpas pela quantidade de textos falando sobre a bebê por aqui, né? Afinal, faz 9 meses que estou criando minha obra prima aqui dentro de mim (obra prima essa que já está a ponto de ser lançada, e exatamente nesse momento está soluçando aqui dentro da minha barriga [sim, se você não sabia, saiba agora: bebês soluçam aqui dentro e é uma sensação sensacional!]).

Devo dizer que poderia estar mais contente com o avanço da minha produtividade em relação ao meu livro nesse início de licença maternidade criativa (que também pode ser chamado de meu sabático de 6 meses, se você considera um sabático uma fase em que você anda mais ocupada do que o normal), mas estou contentinha. Semana passada foi a última da gestação em que não havia chance de a bebê nascer (digo, até haveria, mas seria mais difícil, pois ela seria prematura), então foi a semana para dar retoques finais em tudo nessa vida pré-natal. E foi uma delícia e foi exaustiva pacas. Fora o fato de eu estar carregando três quilos se mexendo aqui dentro da barriga, resolvemos mil coisas, entre burocracias do INSS e roupinhas lavadas.

Primeiro, tivemos o chá de bebê, que foi uma delícia. Recomendo para aqueles que estão pensando se vale a pena fazer o chá ou não: vale! É demais! Não só porque você ganha muitas fraldas (obrigada, amiguinhos!), mas porque é uma festa de celebração para o bebê, numa fase em que você ainda não estará ocupada com fraldas e outras coisas que ainda não sei que existem. E as pessoas ao redor estão tão felizes e você descobre que não estará sozinha nessa empreitada tão louca! Meu chá de bebê não foi mirabolante como muitas pessoas que conhecem a Sras&Srs esperariam, mas é simplesmente porque eu e o Julio somos assim: felizes demais para nos preocupar com muitos detalhes. Conceito eu coloco só nos casamentos dos meus clientes. Nos meus eventos o conceito é ser feliz e muito prático. 😀 Valorizamos mais uma boa comilança e um atendimento bacana que uma decoração impecável. Assim, não contratamos decoração e deixamos tudo por conta da equipe do Quitandarte um café simpatícissimo em Pinheiros que fechou só para nosso evento. A Iara, dona do espaço, fez um BOLO MARAVILHOSO para acompanhar a comilança, minha mãe fez um enfeite fofo para o bolo e nós pegamos alguns dos patinhos de nossa coleção para compor a mesa. Simples assim.

Também não fizemos brincadeiras tradicionais (nem não tradicionais, a bem da verdade). O ponto alto da festinha foi uma ideia que tivemos antes mesmo de estarmos grávidos: a apresentação dos padrinhos da Rebeca. Como alguns aí devem saber, eu e marido somos meio às avessas quando o assunto é tradição religiosa. Nossa expectativa é que a menina  decida se, quando e onde se batizar quando já estiver mais crescidinha. Por isso, esses padrinhos-de-nascimento não seriam necessariamente padrinhos de batismo. Mas sim padrinhos de vida! 🙂 Assim, decidimos por bem que TODOS OS CONVIDADOS DO CHÁ seriam os padrinhos dela. Cada família ganhou um certificado de padrinhos e uma missão específica, adequada ao estilo e personalidade de cada uma. Assim, a bebê já nascerá com um monte de amigos e familiares responsáveis por cada um dos aspectos de sua vida, incluindo aí “ensinamentos sobre o metaaaaaaaaaal” e “indicações de literatura fantástica”. Foi uma ideia simples e deliciosa. Nos divertimos demais!

Fora o chá de bebê, que já deixou minhas pernas bem cansadinhas (a pessoa nunca usa salto na vida e resolve tirar do armário a sandália de salto, com 9 meses de barriga!), minha mãe passou em casa e lavamos as roupinhas da bebê. Devo dizer: o cheiro de bebê pela casa e o varal cheio de mini-roupas é um susto maravilhoso! Aproveitei para fazer a mala da maternidade, com cada roupa separadinha, lista escrita no computador e tudo mais porque somos meio organization-freaks aqui em casa (e porque o hospital pede uma lista gigante de roupas, uma loucura).

Aí, para finalizar, rolou a arrumação final da casa! O quarto da bebê está 99% pronto e o quarto dos papais também. Só falta pendurar os quadros! Sim, você leu certo: o quarto dos papais também ganhou um upgrade. Isso porque em 7 anos de terapia eu descobri que se direcionasse todo o capricho, mudança, cores alegres e carinho apenas para o quarto da bebê, esse poderia ser o primeiro passo para daqui a alguns anos eu olhar para o meu quarto sem cores e sem móveis novos e falar “ME ESQUECI DE MIM E SÓ PENSEI NA MINHA FILHA OH NÃOOOO” e isso, meus amiguinhos, não pode acontecer. <3 Mas só vou colocar fotos do quarto da bebê aqui por motivos de É MUITO MAIS FOFO E GERA MAIS CLIQUES. Estou muito orgulhosa desse quarto. No início da gestação eu tinha planos um tanto quanto blogueirísticos de contratar um arquiteto pra fazer esse quarto, mas aí percebi que a gente ia dar conta de fazer tudo sozinhos, e ainda ia conseguir fugir daquele padrão “escandinavo”, cinzinha mimiminho que tá na moda (ai gente, quero cores, cores!!!!). E enfim, saiu assim. Taí o fofucho, desenhado em detalhes só por mim, meu marido e minha mamis. E o mais legal: sem gastar os tubos, até porque reaproveitamos muitas coisas que já tínhamos aqui em casa (nessas horas, é muito bom gostar de móveis e objetos com cara de criança)! As fotos não ficaram incríveis porque tirei com meu celular ruim. Um dia levarei mais a sério a qualidade da mídia desse blog, diz ela, sem acreditar.

Pré-natal

Fez calor, faz chuva e essa semana foi abafada em vários sentidos. Já falei da relatividade da gravidez aqui e posso dizer que pra mim ela tem sido bem cheia de personalidade, contrariando aquelas lindas palavras da internet que dizem que “o enjoo passa depois dos 3 primeiros meses”. Estou aqui, no oitavo mês, ainda vomitando. E as coisas pioram porque sei que esse sintoma vem em parte por causa da minha ansiedade e finalmente estou aprendendo nessa vida que quem é ansioso sempre será ansioso porque os motivos para a ansiedade sempre existirão. Ansiedade não é fase. É sempre. Sempre vai existir uma razão para se estar ansiosa (e por isso mesmo nunca existe razão para se estar ansiosa, eu sei disso, é o que tento pensar etc). Sou dessas que raciocinam mais ou menos assim: AI MEU DEUS PRECISO FAZER O QUARTO DA BEBÊ, OBA AGORA ESTOU FAZENDO O QUARTO DA BEBÊ MAS FALTA TANTO e agora, ao olhar o quartinho ficando pronto, em vez de ficar tranquila começo a berrar mentalmente FALTA MUITO POUCO PARA TER UMA BEBÊ AQUI DENTRO MAS E AGORA O QUE FAÇO, PORQUE ESTÁ FICANDO REAL E NÃO SEI COMO FAZ (mesmo que tenha sido real desde o começo etc.), aí vomito mesmo, vomito todo esse medo e assim vamos indo. Mas não posso reclamar porque graças a Deus estamos saudáveis e tudo está ficando lindo etc.

Ainda sobre a gravidez, esqueça tudo o que seus amigos moderninhos, práticos e prafrentex dizem sobre roupas de gestante: porque essa história de que é cafona, é antigo e gasta dinheiro é mentira. Na minha opinião, cafona é ficar com a barriga vazando embaixo daquele camisetão velho. Eu estava me achando muito esperta por não ter comprado muitas roupas de gestante até o momento em que abri meu guarda-roupa e descobri que nada mais me servia. Vestido virou camiseta, camiseta virou piada e saia então, não sei mais o que são. Aí comecei a ver A Maravilhosa Sra Maisel e a cada novo figurino desfilado na série (para tudo, o que é o figurino dessa série???), lágrimas rolavam por mim e pela barriga afora, enquanto eu pensava “quando é que vou voltar a me vestir bem novamente?”. Terça feira mandei tudo às favas. Fui com minha mãe à boa e velha José Paulino e comprei quinhentas e cinco mil roupas de grávida (e todas bonitas, sem desenho de bebê espiando por meio de um zíper, E VOCÊS SABEM DE QUE ESTAMPA ESTOU FALANDO). Mesmo tendo apenas 1 mês e meio de gestação pela frente. Porque essa sou eu. Essa sou eu, agora uma grávida extremamente bem vestida. E pelo jeito eu precisava mesmo. Porque a cada novo vestido que eu provava, minha mãe soltava um “agora sim você está bonita”, o que quer dizer que provavelmente nos últimos meses andei por aí parecendo uma bexiga de festa infantil tentando se enfiar dentro de uma roupa de Barbie.

Em outras notícias, teremos o primeiro Natal da família Guilen-Almeida (leia-se eu, Julio e Rebeca) aqui em casa, sozinhos. Eu nunca comemorei o Natal porque acredito que o nascimento de Cristo é muito mais sério do que árvores iluminadas e velhinhos vestidos em roupas vermelhas e neve falsa e panetone e convenci meu esposo que também não fazia sentido ele comemorar, já que ele acha exatamente o contrário etc. Aí que será nosso primeiro Natal-do-nosso-jeito e decidimos por algumas coisas:

  • Vamos finalmente começar a comemorar oficialmente o Festivus. Incluindo o bolo de carne e tudo o que temos direito. Já temos até playlist pronta. O que dizer? it’s a Festivus for the rest of us!
  • E vamos comer pão com salame no dia 24 de dezembro. Porque pão com salame é inconscientemente minha tradição de natal desde muito tempo. Meio que uma piada interna de uma família que não comemora Natal e que não quer fazer um jantar chique no dia, bem num dia em que tudo está fechado… e aí acabamos comendo o que tem em casa. Ou no quarto do hotel (porque adorávamos viajar no Natal, tudo vazio e normalmente barato), o que sempre nos levava às últimas padarias abertas da região comprar pão e salame, comido sem muito glamour em cima do frigobar. Era necessidade, virou piada, pra Rebeca vai ser tradição.
  • Aí no ano novo vamos comemorar como manda o figurino (menos de branco, pois eu me recuso), porque AMO ANO NOVO!
  • Postarei fotos aqui. Especialmente do Festivus, porque estamos empolgados.

E desculpem pelos posts diarinho, ainda estou me acostumando com minha nova rotina de licença maternidade e sigo tendo um pouco de dificuldade de realmente escrever meu livro. 🙁

Na semana que vem devo levar meu computador para a praia (saliento aqui que praia é uma escolha forçosa, já que somos santistas e vamos para a praia no fim do ano por causa da família – por mim, eu passaria o fim do ano na montanha, ah, passaria) e devo fazer uns postzinhos com listas de melhores livros e melhores filmes de 2017 enquanto estiver por lá, escondida do calor no ar condicionado.

Se não nos falarmos até o Natal, felizes festas pra quem é de festas!

Uma foto minha de vestido novo e sem cabeça, porque vocês não iam entender a cara que eu estava fazendo nessa foto. Mas o quartinho está ficando lindo, não?

O que aprendi nesses 7 meses de gestação

Que você vai ficar enjoada apenas uma vez (uma longa vez, que começa no primeiro dia e termina no último dia de gestação). Ou não. Ou você nunca vai enjoar, não vai nem saber o que é isso.

Ou então você vai enjoar muito, mas apenas nos três primeiros meses. Ou nos primeiros três dias. Ou nos primeiros três trimestres.

Que você vai sentir o nenê mexendo logo cedo ou talvez mais tarde ou talvez nunca ou sinta a todo o momento ou só à noite ou só de manhã ou talvez à tarde.

Que se for menino sua barriga vai estar mais assim ou assado. E se for menina também.

Que parto normal é maravilhoso mas cesariana é incrível mas parto humanizado é sensacional mas parto normal dói demais mas cesariana é terrível mas parto humanizado é um absurdo.

Que você vai se sentir plena, maravilhosa, gostosa, fogosa e depois vai ter saudade do barrigão ou vai querer que a barriga suma logo e vai se sentir com raiva, feiosa, horrorosa e com saudade de dormir de barriga pra baixo. Ou então vai se sentir normal e tudo bem.

Que você vai conseguir dormir de barriga pra baixo a gravidez inteira ou que você não vai conseguir dormir de barriga pra baixo nunca, só de barriga pra cima, ou talvez de lado (sempre o esquerdo [ou talvez o direito]).

Que pode tudo e que não pode nada e que seu médico é o melhor médico e que seu médico é o pior médico e que o seu jeito é o certo e que o seu jeito está absolutamente errado.

Que esse monte de pintas novas que nasceram em você podem ser coisa de grávida, mesmo que nenhuma amiga tenha tido. E que aquela dor que todo mundo reclama você nunca sentiu e aquela dor que ninguém conhece só você tem.

Que o segredo é colocar o cinto de segurança e aproveitar o show mais misterioso, sem padrão e exclusivo da vida.

Que a vontade é de trocar experiências e pedir conselhos e dar conselhos, mas nenhum conselho encaixa muito bem, sempre cai meio estranho.

E que não existe fórum online sobre gestação que responde tudo o que você quer.

É, a nenê nem nasceu, mas já entendi que ser mãe é só contigo, meu bem.

E que isso é lindo!

Le bébé

Todo mundo me pergunta se eu tenho algum chute. Se é menino ou menina, como assim, você deve “sentir” algo. Não sei se eu já perguntei isso para grávidas antes de mim (provavelmente sim), mas prometo que nunca mais pergunto. Porque não, gente, eu não tenho um chute. É um bebê crescendo dentro de mim, ele(a) come o que como, ele(a) talvez até sinta o que eu sinto, mas fora isso não tem a tal “ligação mágica” que algumas pessoas acham que existe (bom, pelo menos não existe comigo), a gente se curte, mas não bate um papo cósmico ou troca confidências pela corrente sanguínea. Não sei se, sei lá, eu deveria me sentir mais masculina ou feminina, ou de repente perceber se naquela manhã meu vômito foi particularmente rosa ou azul. Mas por enquanto tudo o que sinto é que não vejo a hora de chegar o carnaval (e acho que é a primeira vez na vida que digo essa frase) para ver essa coisinha fofa ao vivo. Estar grávida é divertido, mas de vez em quando me faz me sentir meio como o Homem Elefante (e não, não é por conta do meu tamanho).

Os únicos chutes bem acertados, por enquanto, é ele ou ela quem está dando. E são vários! : )

 

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