Cheguei cá

Como é bom cá chegar.  Onde se nunca pensou chegar (mas se imaginou, que é bem melhor). Como é bom ter marido ter casa ter história ter paz ter Deus ter tudo isso e não ter nada que não precisa tanto assim. Como é bom não ter chegado lá, mas sim ter chegado aqui. Ter se aprochegado aqui com toda essa música e esse gosto e essas tardes e esses dias todos.

Como é bom, mas como é bom, meu Deus, chegar aqui e não lá.

 

[ e como é bom ler mais textos em português de portugal, redescobrir sua própria língua e usá-la com mais carinho ]

 

Arrumem seus bookmarks, meus amiguinhos

Essa sou eu sorrindo para as pontes que parti.

Esse ano, Palitos de Fósforo completou 10 anos de vida! Pegue seu chapéu de festa e… desencane porque ele acaba de morrer.

Sim!!!!!!!!!!!!!! mas não.

Apenas me desapeguei de seu nome, que parecia genial na época, mas nunca acendeu muito fogo, não.

O que aconteceu é que eu… bem, eu decidi assumir minha própria personalidade. Esse blog agora tem nome próprio: meu nome próprio. Francine Guilen. Meu nome de guerra, de escritora, de muitos planos para o futuro – que finalmente não está tão distante quanto esteve estando nos últimos anos.

A última frase não fez o menor sentido, do jeitinho que eu gosto.

Mas enfim, tudo o que quero é que as uma ou duas pessoas que ainda tenham esse blog salvo como PALITOS DE FÓSFORO, por favor atualizem: agora meu nome é, cada vez mais, WWW.FRANCINEGUILEN.COM 

 

Já era tempo.

Amanhã a gente começa, e dessa vez é amanhã mesmo

 

paris

Parece que foi ontem (quando na verdade foi há 11 anos atrás). Primeiro ano da faculdade, aquele monte de pessoinhas prontas para encarar a verdade daquela música que eu temia ver realizada, à sua maneira moderna e cheia de “crises dos 20 anos”, sentadinhas, ansiosas, na aula de sociologia, aquela disciplina de nome misterioso.

O professor entrava na sala e do alto de seu allstar vermelho e sua expressão de sonhador moderado que arrancava suspiros das calouras falou sobre o flâneur.

Aquele sujeito-estilo-de-vida-função-social que surgiu na França (é claro) do século 19 junto à ideia de cidade, entrou na minha cabeça imediatamente e se aboletou por lá. Eu era uma caiçara fajuta recém fugida saída de Santos e estava encantada com essa São Paulo toda. Aquela multidão, aquela coisa que não tinha começo nem fim que era a cidade, a urbanidade da urbanidade, aquela coisa particularmente linda para quem, como eu na época, vivia no circuito Pinheiros-Vila Madalena-Paulista, ah, aquela São Paulo da diversidade, do bom gosto e da cultura pulando por todos os lados (nota mental: uma São Paulo que ainda existe pra além do meu cansaço e que merece minha atenção ano que vem)…

O raciocínio flâneur era um prato cheio praquela Francine de roupas coloridas que vivia na Avenida Paulista matando tempo. O flâneur me inspirou a andar tardes e mais tardes por aquela avenida naqueles primeiros anos da faculdade, em que eu ainda não trabalhava oficialmente, era só freelancer, com a vida mais ou menos ganha porque nem precisava de muito. E curti muito e guardo com muito carinho os anos de 2005 e 2006, antes dos amigos terem que marcar na agenda para se encontrar, antes do dinheiro ou da vontade de cada um de ser mais bem sucedido mais inteligente mais culto mais diferente mais descolado mudar todas as lógicas.

Aí eu arranjei emprego, a vida foi sacolejando e o conceito de flâneur sumiu da minha cabeça.

Até agora. Nesses últimos seis meses (na verdade, nesses últimos anos, sem querer) em que eu e meu marido nos preparamos para a viagem que começa amanhã, flanar tem sido um verbo possível. Graças a Deus, aos planos, aos sonhos e às planilhas mágicas da família Guilen-Almeida. Serão sete semanas em que quero, apenas, pura, simplesmente, de toda a alma, ser flâneur.

Sai o relógio, sai o compromisso, sai o deadline, sai o ganhar mais e mais e mais e mais, sai a necessidade de provar que é isso, aquilo, é publicitário, é empreendedor, é descolado, é nômade digital, sai a necessidade de ter uma resposta pronta para os jantares em que perguntam pra você “mas e aí, o que você faz da vida?”, sai até mesmo a vergonha e medo de ter que me explicar sobre como pretendo fazer para ter dinheiro nos próximos 2 meses (ou mesmo pelo resto da vida). Entra o flâneur.

A Wikipedia me ajuda a explicar um pouquinho dos meus planos de vida e de viagem pra vocês. Flâneur é metade curiosidade, metade fazer-nada. É andar pelas ruas, calçadas, parques, passagens, cafés, sem um trajeto definido. É estar e ser, ao mesmo tempo.

O pulo do gato, a magia da coisa toda é que flanar é o oposto de vagabundagem ou preguiça. Não é um simples andarilho a esmo. Balzac dizia que flanar é a gastronomia do olho. É degustar cada passo, observar tudo, sem tempo marcado e sem ter-quê. Sim, flâneur é o jeito mais francês do mundo de falar sobre atenção plena, aplicada à vida na cidade.

Pra quem diz que flâneur é coisa de mendigo ou coisa de quem já tem a vida ganha eu digo que é claro que é fácil flanar na França, sem outro compromisso que o de terminar de escrever um livro – mas os meses de puro estresse e mudanças constantes que precederam (e permitiram) essa viagem me mostraram que do jeito que esteve não dá pra continuar. E quando voltar, quero tentar de todos os jeitos permanecer flâneur. Prestar atenção no fluir do metrô cheio ou no aroma do bolo assando aqui em casa, entender o passarinhar do passarinho no outro lado da avenida e no gingado esquisito do mendigo que mora aqui no bairro. Esteja eu cheia de jobs ou cheia de sonhos, ou os dois juntos, que é bom também.

 

The crowd is his element, as the air is that of birds and water of fishes. His passion and his profession are to become one flesh with the crowd. For the perfect flâneur, for the passionate spectator, it is an immense joy to set up house in the heart of the multitude, amid the ebb and flow of movement, in the midst of the fugitive and the infinite. To be away from home and yet to feel oneself everywhere at home; to see the world, to be at the centre of the world, and yet to remain hidden from the world—impartial natures which the tongue can but clumsily define. The spectator is a prince who everywhere rejoices in his incognito. The lover of life makes the whole world his family, just like the lover of the fair sex who builds up his family from all the beautiful women that he has ever found, or that are or are not—to be found; or the lover of pictures who lives in a magical society of dreams painted on canvas. Thus the lover of universal life enters into the crowd as though it were an immense reservoir of electrical energy. Or we might liken him to a mirror as vast as the crowd itself; or to a kaleidoscope gifted with consciousness, responding to each one of its movements and reproducing the multiplicity of life and the flickering grace of all the elements of life.

— Charles Baudelaire, “The Painter of Modern Life”, (New York: Da Capo Press, 1964). Orig. published inLe Figaro, in 1863.

 

É isso. Esse é meu plano, que começa amanhã, que tem e não tem a ver com minha crise sobre continuar morando ou não em cidades grandes.

Porque acho curioso ver como o conceito de flâneur nasceu exatamente junto com as cidades, que no século 19 eram muito mais vazias e lentas, mas já eram devoradoras. Afinal, foi quando as cidades nasceram e se encheram que as pessoas tiveram que aprender a dividir pequenos espaços públicos sem se cumprimentar. Pense nisso: para acelerar a vida, para nos cansar menos, para fugir de conversas, aprendemos a dividir elevadores, vagões, carros, sem um bom dia. Aprendemos a nos des-conhecer.

É de arrepiar a espinha esse desconhecimento, não?

E eu aqui, com medo dos 50 dias de desconhecido que serão essa viagem, como se o desconhecido não fizesse parte de nossos dias a cada minuto… 😉

Leia mais sobre o flâneur aqui 

E está convidado a acompanhar meus próximos passos de agora em diante! O próximo pode ser amanhã enquanto eu estiver fazendo as malas, ou mais pra frente, em outro continente.

🙂

Mindfulness, leitura e a mesa do jantar

Apenas um pensamento que me acometeu hoje, enquanto lia um texto interessante e, no meio da leitura, já pensava se valia a pena compartilhá-lo ou não.

Não sei se é alguma coisa que acontece só comigo, ou se vem acontecendo com vocês, também. Hoje percebi claramente que há tempos não vejo (especialmente leio) coisas na internet da maneira como lia antigamente. Agora, em todo e qualquer texto, eu me pego, a dois ou três parágrafos dele, já pensando: “que texto interessante! Onde vou compartilhar?”.

Aconteceu mais ou menos assim: era um texto no blog da Bust, uma revista feminista que eu assino há anos (sou feminista antes de ser moda novamente, hehe), que falava sobre como as capas de muitos livros hoje em dia são sexistas e por aí afora. Lendo o texto, estava achando bacana a essência do que foi falado ali (queria compartilhar em algum lugar – em questão de segundos minha mente checava se era um texto bom para ser compartilhado aqui, no Facebook, no Twitter, no Whatsapp ou no Skype para uma amiga que gosta do tema)… mas fui percebendo que alguns argumentos da autora eram ruins (aí já fiquei imaginando como eu iria escrever um textinho falando para as pessoas que porventura vissem meu compartilhamento, algo como VEJA BEM EU NÃO CONCORDO COM TUDO O QUE ELA DISSE etc). E pronto. Alguém me diz se eu estava realmente lendo o texto enquanto pensava em tudo isso? No final, minha conclusão foi que não valia a pena compartilhar o texto e que era o tipo de coisa legal para ser discutida na mesa de jantar com meu marido.

Quando pensei nessa terceira opção, percebi que loucura essa mania de querer compartilhar, mostrar, dizer. Que antigamente (e nem tão antigamente assim!), quando eu lia alguma coisa interessante, antes de sentir essa necessidade de encaminhá-la imediatamente e pendurá-la por aí como um poster-de-mim-mesma, eu digeria o assunto e o guardava lá até o momento em que fosse encontrar alguém legal para discutir sobre ele. Na mesa do jantar, na cama antes de dormir, no bar…

Enfim, não acho que isso seja o apocalipse e sei o valor do compartilhamento de informação. E não, esse texto não quer conclamar o óbvio do “AS PESSOAS NEM LEEM MAIS E COMPARTILHAM SÓ A MANCHETE”. Isso aí é fato sabido. O que me bateu hoje foi a aflição de ler um texto, sim, completo e direitinho, mas com o cérebro metade no texto, metade no VOU COMPARTILHAR.

O pior? Mesmo lendo revistas e livros me pego de vez em quando querendo tirar fotos de trechos pra publicar no instagram. Pra mim, não existe mais leitura solitária, sem necessidade de aprovação ou de mostrar pro mundo o-que-sou.

Decidi, então, começar a exercitar mais a atenção plena na leitura.

Ee se você já está pensando em compartilhar esse texto, talvez você precise disso também. 😀

 

Um dia quem sabe nos encontramos numa mesa de jantar e discutimos mais esse assunto pessoalmente.

olha quanta gente arranjando assunto para o jantar.

Hoje eu ia ficar quieta

Porque passei os últimos anos não tocando nesse assunto, porque “política não é pra mim” e não gosto de discursos de ódio. Mas eu decidi vazar minha própria visão, já que tanta coisa vazou e veio me mostrar que as coisas às vezes são menos em tons de cinza do que parecem. Ah, a escala de cinza, “mas veja bem, todo mundo tem mais que dois lados”, mas quanta gente tende a ficar num lado só. E aí a coisa fica preta.

Durante todo esse tempo (antes dessa semana), eu dizia que queria ser uma mosquinha pra ouvir os diálogos de Dilma porque eu não gosto de polarizações. Queria entender a motivação, a sinceridade, a verdade de tanta teimosia pra não abrir o diálogo. Ficava pensando o quanto ela devia estar sofrendo com essa pressão toda. Que não era fácil pra ela, que era tudo exagero. Até que essas divulgações de áudio (e não vou entrar no mérito da validade delas ou não, estou falando do conteúdo e não da forma) saíram e todos conseguimos virar mosquinhas.

Fiquei uns dois dias sem palavras. A verdade é que fiquei estarrecida, e olha que não sou de usar essa palavra à toa, não. Sou redatora e escolho bem as palavras. Talvez tenha sido por isso que foram as palavras que me chocaram. Não, não foram as denúncias de corrupção econômica. As manobras políticas me incomodaram muito, mas acho que é o preço que se paga por viver em uma sociedade. Foram as palavras.

Não sei o quanto eu espero o melhor das pessoas – e acho que é isso que pega pra mim, ver que nem sempre o melhor é fácil de encontrar – mas eu juro que acreditava em um corpo político que se expressasse com menos ódio. Menos risada de escárnio, menos palavrão, menos descaso. Mais preocupação com o povo. Com o povo, sem distinção de rico, pobre ou qualquer outra coisa, porque já conheci bem os dois lados e sei que na prática é tudo gente.

Sempre achei que expressões como “coxinha” e”tucanos” eram tão estúpidas quanto “petralhas”. E que era coisa de grupo de whatsapp, daquele seu amigo meio mala, no máximo de imprensa meio atrapalhada.

Mas descobrir que o discurso de ódio vem de cima me chocou. De todas as ligações políticas que vazaram, a que mais me atingiu foi a menos política, por isso a mais sincera. Foi ouvir o diálogo da ex primeira “dama” (sic) rindo desses “pobres que não conseguem comprar apartamento em São Paulo” (e ouvi tanta gente dizendo que tinha votado na reeleição por causa da camada mais pobre, acreditando em uma preocupação social bonita e não uma preocupação em ganhar o poder*). E usando a expressão coxinha a torto e a direito.

Coxinha. Mas que palavra. Porque se é pra nos atermos às palavras, posso ir longe. Vamos falar sobre a coxinha. Uma comida simples, que nivela todo brasileiro. Porque tem coxinha de boteco e tem coxinha gourmet e é tudo coxinha. Tem coxinha em casamento de buffet chique e casamento de quintal. Se você quer mostrar o que é o Brasil pra alguém, você apresenta ele pra quê? Brigadeiro, guaraná… e coxinha.

Coxinha é Brasil. E é uma comida bem inofensiva, mas se você engolir muita coxinha, ah, isso vai dar um mal estar danado.

 

*lembrei de uma época em que trabalhei em uma ONG. Toda caridosa, queria ajudar os pobres, mas não gostava muito de pobre não, gostava mais era do poder que isso dava pra ela. Cansei de ver as pessoas que trabalhavam ali desligarem o telefone morrendo de rir porque a pessoa “incapacitada” do outro lado tinha falado “pobrema”, ou estava com dificuldade de entender alguma coisa.

 

Um post sobre banheiros.

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Bem, eu… (mais ou menos como começa aquela propaganda HORROROSA do Spotify – sério que tenho vontade de assinar o premium só para parar de ouvir anúncios tão malfeitos) eu me orgulho em dizer que sou uma crítica de banheiros.

Quando viajo ou vou conhecer um lugar novo, adoro ver qualé a do banheiro. Entender as diferenças culturais, a existência ou não de lixos, o tipo de sabonete, os costumes. Devo dizer que poucos lugares do mundo têm banheiros tão limpos e confortáveis quanto os do Estado de São Paulo (amém!). Acho interessante como, em muitos países, mesmo restaurantes chiques não se importam com a situação de seus banheiros e como banheiros simples são bem cuidados por aqui.

Isso em mente, fico pessoalmente ofendida quando vou a um banheiro mal usado. Xixi no assento, descarga não dada, cestinho de lixo com papel saindo pelos cantos. De fato, pensando que não é possível mulheres de alta classe e compreensão cultural (parece que quanto mais chique o shopping, mais nojento o banheiro) não terem a noção básica de boas maneiras toaléticas, e pensando que um dos principais causadores de tal balbúrdia no banheiro feminino é a impressão errada de que é proibido sentar em vasos públicos (explico abaixo), decidi criar um guia sobre o uso correto de banheiro públicos no Brasil (no Brasil, porque fora dele é um tal de não ter cestinho de papel e loucuras afins, que prefiro não me comprometer). É o guia que vou pendurar na porta do banheiro quando eu tiver filhas, em busca de um mundo mais cheiroso e polido, um vaso sanitário por vez.

  1. Escolhendo o banheiro: tome tempo. Não precisa entrar na primeira cabine que viu. Entre em uma cabine que esteja com a tampa aberta. Se não houver uma que siga esse perfil, antes de abrir a tampa dê descarga. Assim você não precisa sofrer com surpresas desnecessárias.
  2. Talvez esse seja o item mais polêmico: eu sou contra o xixi-agachamento, que fortalece as pernas, mas não ajuda em nada na higiene como um todo. Portanto, dividi essa parte em subtópicos.
    1. Se você tiver um nojo mortal do banheiro em que está indo ou tiver medo de pegar alguma doença bizarra nele, aí talvez seja o caso de rever os lugares que você frequenta. Se não for esse o caso, então para de frescura. Você sobrevive.
    2. Dê uma olhada geral no assento. Normalmente, ele vai ter xixi. Sim, desculpe a escatologia, mas é verdade. E esses xixis são culpa das adeptas do xixi-agachamento, que perdem a assertividade, a mira e a paciência nessa posição desconfortável, querendo se livrar logo de seu problema e esquecendo de suas amigas que vão usar o banheiro depois delas. Como se livrar dessa nojeira? Passando um papel no assento. Sim, simples assim. Passa um papel no assento, joga fora e senta, confortável e limpinha.
    3. Não tem papel? Nem nesse banheiro, nem em outros, nem na sua bolsa, nem fora do banheiro? Aí sim, AÍ SIM EU DEIXO, você vai ter que fazer o xixi-agachamento. Mas faça como uma lady: levante o assento (não se preocupe, você vai lavar a mão depois, né?) e faça o xixi-agachamento sem correr o risco de sujar ainda mais o assento.
  3. Acabou? Faça o que tem que fazer (acho que não preciso entrar nesse detalhe) e coloque o papel no lixo. Não, não estou falando pra você jogar o papel no lixo. COLOQUE o papel no lixo. Não se preocupe, você não vai sujar sua mão porque você vai entrar em contato apenas com a parte limpa do seu papel – use seu papel para empurrar o conteúdo do cesto de lixo, não contribuindo, assim, para que o lixo transborde. Se ele já estiver transbordando, esse hábito vai ser bom da mesma maneira. Se ele já estiver transbordado de maneira nojenta e seu detrito for apenas papel, é melhor jogar o papel na privada e pronto.
  4. Não dê descarga. Achou que seria fácil assim? Antes de dar a descarga, FECHE A TAMPA DA DESGRAÇADA DA PRIVADA. Depois, aí sim, evitando que todo seu cuidado vá por água abaixo e que a descarga desconhecida espirre por todos os lados, dê descarga.
  5.  Aí, abra a tampa novamente (a não ser que você esteja em sua casa, aí super indico deixar fechada, acho mais arrumadinho), para que outras usuárias entrem e não precisem sofrer no passo 1 dessa regra.
  6. Por fim, antes de sair, confira se você deixou alguma sujeira – e isso vale para sujeiras suas ou de outras usuárias porquinhas antes de você. Limpe o assento novamente com o papel, se for o caso, tire papéis do chão, se possível.
  7. Lave as mãos com sabonete – e se não tiver sabão, lave com muita água (e carregue um trequinho de álcool gel na bolsa).
  8. Sobre enxugar as mãos, fica a dica de sempre: papel suficiente para secar as mãos (e um papel para tirar o excesso de oleosidade do nariz, coisa minha), jogados no lixo junto a qualquer resto de sua presença ali (resto de pasta de dente, maquiagem, cabelo etc.). Não use aqueles secadores de vento porque eles demoram e são chatos – e por mais agradável que seja o banheiro público, você não quer passar 15 minutos a mais por ali.

É isso. Um post de utilidade sanitária pública, baseado exclusivamente em minha vivência. Do jeito que tem que ser. 😀 Também tem alguma técnica-ninja de boas maneiras no banheiro e quer dividir comigo? Está super convidado(a)!

 

As repetições de todos os dias são lindas

Estou aqui com uma lista de 5 temas de posts pra dividir com vocês. Com uma vontade danada de mudar o layout desse blog. Neste exato momento, escrevendo meu livro (aquele que vai completar 15 anos de idade no dia 19). Mas essa frase me veio à mente e abriu alas, até pra me lembrar que posts curtos são legais, também.

Acontece que decidi por uma vida mais saudável. Sim, é muito bonitinho e fácil gostar de fast food e brincar que salada não leva a nada, o que me salva é que amo academia, mas mesmo ela tem sido deixada de lado a qualquer sinal de ai-hoje-não, mas quando você pensa na VIDA como um todo, poxa vida. Eventualmente, quero ser o lar de um bebê em formação (é esquisito falar isso e acho que não ficará menos esquisito quando eu realmente o for) e depois oferecer meu lar-casa para esse bebê que vai virar uma criança que quero que seja saudável e que reconheça diferentes frutas, verduras e legumes etc. E pedir pizza sempre que a preguiça aperta não pode ser uma opção (eu não quero). Aí que decidi ser mais disciplinada pra comer. Porque não sou. Porque não consigo ir a uma nutricionista e seguir o que ela fala. Porque as únicas vezes em que consigo comer direito foram as vezes em que comprei aqueles kits maravilhosos (de verdade!) de dieta da Keep Light, mas investir 500 reais por semana nessa fase de vida autônoma-não-assalariada não rola. E porque eu fico me enganando, achando que vou mudar isso e aquilo, só pra apelar para o delivery logo em seguida.

Pois bem. Criei um cardápio variado, mas seguindo aquelas coisas que pessoas inteligentes sempre falam: proteína, carboidrato, salada. O que me mata é a repetição, porque eu gosto do caos.

Mas fico me repetindo a frase do título do post. Essa frase sobre repetição que eu também gosto.

Muitas agendas!

Eu amo agendas, diários e calendários. É aquela sensação gostosa de ver tudo começando em branco em mais um ano e terminá-lo com tudo rabiscado e, em parte, cumprido! O legal é que eu gosto tanto que vou comprando e sempre tenho um estoque de agendas e diários para os anos seguintes. Ontem passei na festinha que a Silvia Strass fez para lançar o projeto dela que foi financiado no Partio! Adivinha: mais uma agenda, mas com uma proposta super bonita e divertida.

Fiquei muito feliz de ver coisas dando certo e muita gente disposta a fazer sonhos acontecerem.

Estou aqui, com mil agendas, uns diários e alguns calendários pra escolher como começar meu 2016. E quero começar muito agradecida e otimista! Por pior que as coisas lá fora nas páginas do jornal queiram brincar de ser. Elas sempre querem ser piores, mas elas não estão com nada!

Beijos e tenham um ótimo final de ano. Devo voltar aqui até dia 31!

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