De onde vem o cheiro de livro usado?

Vem da reação química do papel, das tintas, do ambiente e das coisas deixadas dentro dele (quem nunca encontrou uma marquinha de clips ou uma nota de dinheiro antiga dentro de um livro de sebo?). Esse videozinho rápido e instrutivo aí embaixo conta que as “notas aromáticas” dos livros velhos têm um quê de cheiro de grama, ácido e baunilha. : )

Mas pra mim, é cheiro de felicidade, mesmo.

Bons problemas pra você!

Que coisa linda esse Denis Russo talk que assisti na pós hoje. Resumo: os problemas estão lá fora e as soluções também.

1. O que é um problema eterno e insolúvel?

2. Ninguém cria e/ou propõe soluções boas preso dentro da sala de reunião cuspindo ideias num ar refrigerado.

 

 

 

Mande uma carta e um hoorray à criatividade

Então, meus chuchus, quantas cartas vocês mandaram esse ano? Quando passei uma semana na casa dos meus avós filmando para o documentário (eternamente em fase de edição), vi muitas e muitas cartas, de um tempo em que só se conversava com alguém que morava longe escrevendo à mão, e fiquei encantada. Não é uma coisa romântica, humana, gostosa? Confesso que a preguiça de ir até o correio é maior que qualquer poesia, mas tento tratar meus e-mails como cartas, exercitando minha escrita e mandando lembranças. O ruim é que pouca coisa substitui o contato físico, aquela coisa legal de selos, carimbos, viagem.

Pra deixar essa experiência cartográfica ainda mais bacana, o ilustrador Gary Hunt criou um projeto que estimula a criatividade no envio de cartas. São selos com cabeças de personagens aleatórios, pra você completar o desenho com o corpinho e deixar o seu envelope mais divertido – e com a sua cara. Não é massa?

Playlist da semana: eita musicão!

Não que eu esteja transformando esse blog numa list de playlists, mas ando tão atarantada com a pós e com concorrências na agência e com trabalho sobrando até pra sábado que fico feliz de poder contribuir com essas musiquinhas, ao menos… aproveita, vai! (:

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Playlist da semana: The names of love

Um copo de água?

Foi o que vi numa exposição de arte recente que fui: um copo de água.

Não quero entrar em discussões sobre a significância da arte (“significância” é mais cool que “significado”) e coisa e tal, mas acho que copo de água como arte já teve seu tempo, seu momento e sua função. Naquela exposição não tinha contexto, o que ficou chato e sem alma. E arte legal e com alma tem mil maneiras de acontecer. E melhor: hoje, tem mil maneiras que se multiplicam por outras mil, se combinadas nas quinhentas plataformas que usamos por dia. Pra mim um exemplíssimo disso é uma intervenção que Robin Hewlett e Ben Kinsley fizeram em 2008, com uma simples ligação para o escritório do Google e a participação de pessoas dispostas a divertir: eles encenaram um monte de momentos nonsense para serem flagrados pelo carro do Google Street View. O nome do projeto é Street with a View.

Não deixe de ver as cenas e onde elas aparecem no Street View, e assista aos bastidores:

Arqueologia virtual

Eu tenho planos, planos, planos. A maioria sendo posta em prática silenciosamente (RÁ!), e outra parte esperando as oportunidades e me exigindo muitos estudos. Pois tem um deles que pulou aqui na minha cabeça como um pop up e não quer sair: eu quero me aperfeiçoar em arqueologia virtual. Fiz umas pesquisas on-line e o máximo que encontro ligado a isso é uma linha da arqueologia tradicional que usa o computador para mapear descobertas físicas – mas a arqueologia virtual que eu proponho não é essa. Ela é mais relacionada a escavações no próprio mundo digital, descobrindo histórias e encontrando chaves importantes em sites, páginas antigas, blogs, redes. Onde vocês acham que os escavadores de 3000 (se é que ainda estaremos por aqui) vão pesquisar os tesouros da nossa geração? Certamente não vai ser no chão. Vai ser na nuvem.

Pois é. Se eu decidir fazer mestrado, já sei pra onde vou.  Esse caminho tem tudo a ver com a tal da curadoria, meu assunto favorito dos últimos tempos.

É algo a ser super explorado, e de quando em quando posso trazer algo aqui no Palitos. Por hora é isso, só queria compartilhar essa ponta do iceberg. Se alguém tiver links sobre o assunto, aceito de bom grado!

Lembrei desse tema ao cair em um link (o próprio link é antigo!) que reúne gifs dos primórdios da internet numa espécie de museu digital tosquinho.
      

          

 

Clique e divirta-se vendo todos no museu

Desentupidor de cérebro

Sabe por que você pode estar numa fase meio ruim das ideias? Vai ver é porque seu cérebro está entupido. Olha que palestra legal essa, com dicas de como esvaziar seu cérebro. Basicamente, o segredo é tirar a preocupação da cabeça e transformá-la em parte de uma lista de afazeres com data pra ser concluída. Ponto pra quem já fazia isso antes de ver a palestra (eu)! rá!

Assista aqui e enjoy!

O que você me recomenda?

“Esse livro é legal? Tem algum desse gênero que você acha que eu ia gostar?” Rebenta de uma geração que viu bibliotecas só no seu finzinho de carreira, pouco antes do advento da Enciclopédia Abril 95 em CDs,  fico imaginando que, nos tempos em que visitar a biblioteca era comum como baixar músicas, os bibliotecários conheciam você como o dono da locadora do seu bairro (opa, outra coisa em finzinho de carreira) e sabiam te recomendar coisas muito legais.

Pois criaram uma versão virtual dessa figura, pra todo mundo que fica com siricotico assim que termina um livro, já pensando no próximo. Acesse The Book Seer e se regozije, meu bem!

The unique thing about writers is that they write

INTERVIEWER

Do writers perceive differently than others? Is there anything unique about the writer’s eye?

MARGARET ATWOOD

It’s all bound up with what sorts of things we have words for. Eskimos, the Inuit, have fifty-two words for snow. Each of those words describes a different kind of snow. In Finnish they have no he or she words. If you’re writing a novel in Finnish, you have to make gender very obvious early on, either by naming the character or by describing a sex-specific activity. But I can’t really answer this question because I don’t know how “others” observe the world. But judging from the letters I receive, many others recognize at least part of themselves in what I write, though the part recognized varies from person to person, of course. The unique thing about writers is that they write. Therefore they are pickier about words, at least on paper. But everyone “writes” in a way; that is, each person has a “story”—a personal narrative—which is constantly being replayed, revised, taken apart, and put together again. The significant points in this narrative change as a person ages—what may have been tragedy at twenty is seen as comedy or nostalgia at forty. All children “write.” (And paint, and sing.) I suppose the real question is why do so many people give it up. Intimidation, I suppose. Fear of not being good. Lack of time.

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