Onde estava Willifill em fevereiro de 2008: na página 35

Escrevi um livro por quase 20 anos. Em 2008, ano em que me formei na faculdade, ele estava na página 35 e eu tinha preguiça só de pensar no tanto que faltava. Da página 35 às quase 500 páginas foi preciso muita teimosia, muita coragem… e muita vida vivida. 🙂 

Escrito a 18 de fevereiro de 2008, quando idéia ainda era ideia e a ideia de um final de semana produtivo significava conectar o scanner e escrever duas páginas de um livro:

liguei meu scanner e escrevi duas enormes páginas de Word do meu livro.

Cheia de idéias para discutir aqui também!

Quanto ao meu livro… ele está na página 35 (120 em formato de livro). E está tão no começo, mas tão no começo, que só de pensar tudo o que ainda vem pela frente, dá até preguiça. Avante, coragem, marchemos.

E fui avante, e tive coragem e marchei. Marchei por tudo que veio pela frente. Marchei mais 12 anos, mais 500 páginas (sei lá quantas em formato de livro). Marchei por formatura, empregos, perdas, ganhos, namorado, noivo, marido, filha, mudança de país, pandemia. Em abril de 2020 publiquei o livro na Amazon. Você pode comprá-lo aqui.

Onde estava Willifill em novembro de 2007: estava em busca do disquete perdido

Escrevi um livro por quase 20 anos. Em 2007, ele estava dentro de um disquete… que foi perdido.

Abaixo, um post escrito a 14 de novembro de 2007, tempo em que disquetes já eram muito defasados… mas gravadores de CDs eram o grito da moda:

Então disquetes ainda eram meio difundidos, estávamos em 2005. Primeiro ano da faculdade, sem casa fixa, portanto sem gravador de CDs, e com muitos trabalhos pra fazer.

E naqueles tempos sem pen-drive, não sei qual das vozes na minha cabeça me aconselhou a que eu sempre andasse por aí, não com bloquinhos, mas com um disquete com o livro inteiro dentro da mochila.

Encantada pela modernidade da coisa, fiz isso. Não sei, não pergunte porquê eu simplesmente não o armazenei em um dos meus e-mails, porque muitas coisas na vida não podem ser explicadas.

A menina aqui simplesmente andava por aí com um disquete que continha alguns anos de trabalho, e um selo laranja onde estava escrito o nome do livro e a data de início.

O resto da história você deve ter sacado. Nada que Murphy não faça sem a ajuda de uma urgência, acompanhada de um esquecimento.

Já que computadores de laboratórios da faculdade ainda não contam com um alarme “EI, VOCÊ ESTÁ ESQUECENDO SEU CD, SUA LHAMA!”, sempre há o bom e velho “achados e perdidos” no canto, cheio de trabalhos perdidos para todo o sempre. Até hoje eu ainda passo lá, só pra aliviar minha consciência.

A verdade é que nunca mais o encontrei. Coloquei até anúncio no mural da faculdade, mas nada.

Fico pensando em quem foi que o encontrou. Se chegou a ler, se chegou a entender a importância daquilo. E podia dizer pelo menos se gostou, o maldito. Me encaminhar uma resenha anônima, qualquer coisa que fosse.

Sei que hoje, em algum lugar do Paquistão ou Coréia Comunista, as 15 primeiras páginas de uma versão antiga do meu livro devem constar no topo dos mais vendidos…

Em abril de 2020 o livro ficou pronto e você pode comprá-lo aqui.

Como estava Willifill em 27 de outubro de 2007

Foram 19 anos escrevendo um livro – uns 12 deles registrados nesse blog aqui. Pois é, porque meu blog, outrora chamado Palitos de Fósforo (era toda uma metáfora aos momentos da vida em que a lâmpada da ideia não quer acender e a gente tem que sacar um fósforo), foi meu diário de bordo nesses tempos.

Pouco a pouco, vou republicando os posts em que falo sobre ele. Para inspirar jovens e velhos escritores que estão entalados numa história como eu estive. 

um post de 2007:

6 [quase 7] anos… e ainda tô jovem!

27 de outubro de 2007

eis aí então uma das maiores motivações para a existência desse blog: um livro em processo de criação… desde 19 de fevereiro de 2001. Ou seja, contabilizando hoje mais ou menos quase 7 anos de vida. Menos de vida que de existência, pra ser infelizmente sincera.

nessa data de origem e de criação eu tinha 13 anos. Não lembro bem quando, mas me parece que foi em uma viagem de carro depois de uma noite de sono inspiradora que a idéia pro meu livro (que na real é uma trilogia) surgiu. Surgiu assim, quase que na íntegra.

Agora imagine você quantas vezes essa história foi mudada, remodelada e maquiada na minha cabeça.

Tenho cerca de 15 começos pra história guardados em papel. Todos iguais. Só que escritos de maneira diferente, em anos diferentes. Só pra se ter uma idéia.

Eu acredito que todo esse tempo foi ótimo. Porque faz um ano que eu peguei o jeito, finalmente encontrei um jeito de escrever que pra mim fica muito mais fácil e que está à prova de tempo… leio daí dois meses e ainda gosto. E foi esse ano, veja você, que escrevi metade das 25 páginas que ele tem.

agora, olha bem pra mim, não desistir de um livro de 7 anos e 25 páginas ou é prova de perseverança ou de obsessão.

Ainda quero falar bastante dele por aqui, tem muito material de processo criativo, muito mesmo, e mais ainda de processos de desespero.

Quem viver verá.

E viu. E com capa gentilmente cedida pelo André Hellmeister, filho do artista Tide Hellmeister, que tem muito a ver com a estética que imagino pra Willifill (veja mais obras dele aqui).

Para comprar meu livro, essa belezinha que ficou com quase 500 páginas, acesse aqui: https://www.amazon.com.br/Willifill-Francine-Guilen-ebook/dp/B07Z486656