As contas de instagram mais legais para inspirar seu 2018

Essa semana teve a continuação de minha eterna preguiça com stories inúteis e instagrams mal-utilizados. Se eu abro um stories que começa com um “oi gente”, as chances de eu pular sem ver o que vem depois são grandes. São raras as exceções, vindas de amigos extremamente engraçados que tenho e que hackearam o stories de uma maneira maravilhosa. Mas em geral o oi gente é código pra eu passar pra frente. Isso vale para “influencers” (ô nominho lindo) e mais ainda para pessoas que agem como influencers sem ter nem 200 seguidores. Acho meio tristeza do jeca comunicar de maneira grandiosa o local onde você está indo cortar seu cabelo para 3 pessoas que não se importam.

Se você também anda assim meio cansada ou cansado e quer ver algo diferente na sua timeline, talvez goste de um desses instagrams que fazem o meu dia:

  • O instagram do Hugh Jackman – @thehughjackman. Não (só) porque ele é bonito e talentoso. Mas porque ele é uma figura. O instagram dele é de gente-como-a-gente, cheio de selfies de péssima qualidade e piadas de tiozão. É praticamente o oposto do “influencer de 5 fãs”. Ele tem 15 milhões de seguidores, mas age como aquele seu tio que só posta fotos pra família.

  • O instagram da Geri Halliwell – @therealgerihalliwell. Exatamente pelas mesmas razões. A diferença é que a ex-Spice Girl que faz aniversário exatamente no mesmo dia que eu hoje vive a vida que pedi a Deus, cozinhando receitas que nem sempre dão certo, tocando piano e cuidando de seus dois filhos em uma casa linda na Inglaterra.

  • O instagram do Milo Ventimiglia – @miloanthonyventimiglia. O eterno Jess Mariano de Gilmore Girls estava sem postar há anos e voltou com tudo esses dias. O mais engraçado? O instagram do ator é exatamente o que eu imagino que seria o instagram do Jess. É bem mais caprichado que os dois acima, mas ainda entra na série “instagrams de celebridades que não são geridos pela agência de PR”. O cara é cool até não poder mais.

  • Agora se você quer ver um pouco de beleza mais calculada e se inspirar com uma família que viaja pelo mundo e está sempre em lugares fantásticos (com uma menina pequena), seu instagram é What’s For Breakfast – @whatforbreakfast. Comecei a seguir porque achava que era um instagram especializado em cafés da manhã (minha refeição favorita) – e, embora não seja, acabou me ganhando!

  • Ainda na linha do acima, o famoso Girl Eat World – @girleatworld traz as comidas que uma moça come enquanto viaja. As fotos são lindas e a ideia, extremamente simples.

  • O instagram da @ilonaroycesmithkin também é outra coisa linda. Conheci essa artista doidinha de 97 anos de idade pelo Advanced Style e desde então sigo sua vida. As legendas das fotos são inspiradoras e me animam a não desanimar com 30 anos de idade. Porque quero chegar aos 97 como ela!

  • E só pra não ficar nos gringos, o brasileiro @encolhiaspessoas é um capricho só!

Espero ter ajudado a deixar suas scrolladas no instagram menos egomaníacas e mais divertidas!

 

Nota: esses links não são patrocinados, são coisas das quais eu gosto genuinamente. Se algum dia eu postar links de coisas que eu goste genuinamente e ainda começar a ganhar dinheiro com isso (quem dera!), avisarei vocês 😉

 

Rich people in money getting richer

Então o famigerado programa do Jerry Seinfeld, o Comedians in Cars Getting Coffee (“Comediantes em Carros Tomando Café, traduzido aqui no Brasil de forma totalmente sem talento para comédia para “Café com Seinfeld” [??]) estreou no Netflix. Como aqui em casa estamos numa onda revival de Seinfeld (estamos assistindo a todos os episódios, na ordem, uma experiência nova para quem acostumou a ver e rever Seinfeld na TV a cabo, sem se importar com ordem ou saber em que temporada o programa estava), só pareceu lógico começarmos a assistir.

E eu… tenho sentimentos conflitantes em relação ao programa. Na realidade, ele dá inveja e eu não sei bem como lidar com essa sensação. Como não acredito em inveja branca, posso dizer que tenho uma espécie de inveja multicolorida do Seinfeld. Simplesmente porque ele deu a sorte (ou a competência, vá) de emplacar uma das séries mais bem sucedidas da história e… chegou lá. Tá bom, tá bom, ele trabalhou bastante até chegar na série, ele tem talento (o que já é bem mais que muita gente que “chegou lá” hoje em dia)… mas depois de 10 anos de série ele parou. Fez um hit. Deu certo. Não insistiu. E conseguiu: Jerry Seinfeld é hoje uma das 10 celebridades mais ricas dos Estados Unidos.

E depois de anos sem muitos projetos, ele decidiu, aos cinquenta e poucos anos de idade, fazer mais um programa sobre o nada. Acontece que a diferença entre a série Seinfeld e “Comedians in Cars” é que enquanto o primeiro é um programa sobre o nada, o novo programa é um programa sobre o nada… com muito dinheiro. Deixa eu explicar a premissa: a cada episódio, Seinfeld escolhe um carro de coleção (ele coleciona… carros), fala sobre como o carro é sensacional e vai buscar um comediante para, junto com ele, tomar café. E aí? E aí eles conversam. Não, não estou falando de uma entrevista com perguntas premeditadas ou de alguma conversa profunda com cada ator. É apenas uma conversa entre duas pessoas tomando café, falando sobre banalidades da vida. É… simples. É Jerry Seinfeld fazendo o que gosta e vivendo sua vida de carros chiques e buscando atores em suas casas (é cada casa maravilhosa!!!), falando sobre suas vidas de estrelas.

O mais engraçado, no entanto, é que não sou só eu que tenho essa impressão de “Jerry, seu grande filho da mãe, você chegou lá e fica esfregando isso na nossa cara, né?”. A grande maioria dos entrevistados (ou seria melhor dizer conversados?) fala sobre isso, dá uma zoadinha básica. Ou seja: até as celebridades ricas têm inveja multicolorida do Jerry Seinfeld.

Por que o que é mais “chegar lá” na vida que, aos cinquenta e poucos anos de idade, fazer um programa sobre NADA, unindo suas paixões, pra você se divertir sem muito esforço enquanto, sem querer, grava uma série (e ganha mais um dinheirinho com isso)?.

É isso. Só vou considerar que cheguei lá quando puder fazer isso. Um Escritores em Carrosséis tomando Milkshake, talvez.

E essa série veio com um timing ma-ra-vi-lho-so. Na última semana de 2017 eu decidi (o mais correto seria dizer precisei desesperadamente) voltar pra terapia. E nessa volta, minha psicóloga me fez o favor de jogar na minha cara (quase que literalmente) uma pergunta que me fez engasgar bastante. Algo como “você quer ou não ser bem-sucedida?”. Engasguei, não sabia o que responder. Foi lindo.

E aí surgiu a epifania e entendi o que foi que eu fiz de errado. Porque percebi que ainda gosto muito da expressão “chegar aqui” que cunhei em um post ano passado, ela é  verdadeira e bonita etc… maaaaaaas percebi demais nos últimos tempos que é preciso reconhecer o “chegar aqui” sem perder a vontade de também “chegar lá”.

Senão, sempre aqui, a vida fica assim meio sem sonho.

Que agradeçamos o aqui, mas continuemos sonhando com os lás da vida. E eles podem ser bonitos e podem ser gananciosos e podem ser sensacionais, uma coisa não exclui a outra!

Coisa de menino, coisa de menina e slow life

Essa semana teve:

  • Vontade de compartilhar dois sites “de menino”. Como feminista que não gosta do fato da expressão feminista ser positiva (para as pessoas legais) e a expressão machista ser ruim (para todos), defendo, acima de tudo, um mundo IGUAL. Em que homens e mulheres sejam legais uns com os outros e entre si e no qual feminismo e “masculismo” sejam coisas boas e respeitosas. Enfim, um mundo em que mulheres possam ter sites bacanas, feministas e curiosos dedicados a elas… e homens também, sem ninguém ser simplista, sexista ou desrespeitar um ao outro. Digo isso porque vejo muito site que incentiva mulheres a construírem uma comunidade positiva e interessante por aí (Bust, Hello Giggles…) e não vejo tanto site masculino que faz isso de maneira clara ou proposital! Mas conheço dois sites com foco em homens que, se não fazem isso por querer, deveriam fazer. Na realidade, acabei levando esse parágrafo para esse lado, inclusive, porque, descobri hoje que um site que acesso sempre, o Uncrate, é na verdade um site “para homens”. Achei engraçado descobrir que eu acompanhava um “site para homens” sem saber que rolava esse guideline. Bom sinal para o site, não? É voltado a um público, mas sem estereótipos. Sem mais delongas, tá aqui: se você busca vídeos divertidos e curiosos para ser o(a) compartilhador(a) de coisas legais em 2018, aproveite a ala de vídeos do Uncrate. Confesso que nunca li os textos do site em si (então se tiver algo bizarro por lá, me perdoem de antemão), mas os vídeos eu garanto. Agora, outro site másculo do qual eu gosto é o The Art of Manliness, cheio de textos e praticalidades sobre a vida, na teoria voltados para homens, mas que eu consigo curtir, mesmo não tendo os hormônios para tanto.

 

  • A descoberta do fim do ano: um aplicativo de manicures (tipo um uber de manicures) que realmente funciona! O Singu salvou minha vida nas festas de final de ano. Eu já tinha tentado usar outros aplicativos nesse estilo antes e sempre me dei mal. Com esse, foi diferente: até agora, usei o serviço 3 vezes – e tive ótimas experiências. Ótimas nível ESMALTE DURANDO MAIS DE UMA SEMANA, o que era uma raridade pra mim até hoje. O atendimento é sensacional, os e-mails são super fofos e atentos. Tanto gostei que decidi trocar meu salão agradável (mas looonge, eram 15 minutos de caminhada – com o barrigão desse tamanho já cansa!) por esse aplicativo em 2018! Oremos para que não vire REALMENTE o uber das manicures, que aí a qualidade vai começar a cair e começar a aparecer a versão-manicure daquele uber delícia fedido, tocando Rádio Disney, com ar condicionado desligado em pleno verão e perguntando sobre a minha vida pessoal sem convite… enfim, vocês entenderam.

 

  • E, por fim, o blog Local Milk. Não é uma descoberta recente de maneira alguma, já que leio esse blog há anos – amo os textos dela, são super pessoais e ao mesmo tempo uma delícia de ler, algo que acho difícil de fazer. O que acontece é que no último dia do ano passado decidi assinar a newsletter do blog e descobri… que é isso. Descobri que quero levar uma vida mais ou menos assim a partir de 2018. Mais blog, mais texto, mais comida gostosa, mais aconchego, mais beleza, menos correria, menos a ver com o lema dessa cidade maravilhosa (?) em que vivo, que é TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO, o slogan de cidade mais triste que já vi na vida.

 

Prefiro JOY, JOY, JOY. E é atrás dela que vou.

 

 

Nota: esses links não são patrocinados, são coisas das quais eu gosto genuinamente. Se algum dia eu postar links de coisas que eu goste genuinamente e ainda começar a ganhar dinheiro com isso (quem dera!), avisarei vocês 😉

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