Quando você viaja em busca de uma coisa e encontra outra

Depois de 1 mês em Portugal, país pelo qual eu vinha apaixonada à distância nos últimos tempos, voltei com o coração partido. Acabou que conheci ao vivo esse meu amor virtual e o encontro foi daqueles que só gente que já se frustrou ao vivo com aquele amor do ICQ entende: eu e aquelas ruas não tínhamos nada em comum, eu e aquelas paisagens passamos todo o tempo olhando umas para as caras das outras, insistindo, tentando puxar assunto e falhando miseravelmente. O coração não cantou e partiu.

Depois de 1 mês fora de São Paulo lidando com o desconhecido, cheguei no açougue do mercado do meu bairro e o açougueiro, que eu nem sabia que lembrava de mim, me disse: “hoje tem costelinha suína, aquela que você adora e que nunca tem quando você vem”. Sorri para essa cidade tão cansada e falei “vou te dar mais uma chance, sua danadinha”.

Casa, casa, quando é que eu vou encontrar esse lugar que eu sei onde está, mas só precisa de um lugar pra se encostar? Quando encontrar, vou me encostar feliz, comprar meu piano e meu forno de verdade.

Por enquanto, vamos cozinhar essas costelinhas que eu adoro – e que dessa vez tinha quando eu fui.

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