E eu que achava que era só criatividade

Eu nunca fui daquelas com boas estratégias no War. Enquanto todo mundo passa rodadas e mais rodadas bolando planos mirabolantes e sendo extremamente pensador com seus exércitos, costumo ser aquela que entrega o objetivo logo na terceira ou quarta rodada – num bom dia, na quinta rodada. Porque não sou muito de estratégias, sou de sorte e curtição.

E eu pensava, pensava, tolinha, que escrever livro era pura intuição. Era sorte, era curtição.

Até que cheguei na hora de revisar a história.

Bom, aí, meus filhinhos, toda escrita virou um jogo de War. Porque é preciso estratégia, coerência, cálculo, noção. Uma ponta tem que grudar na outra e somar com outra e segurar a história toda com uma linha, tudo isso sem deixar a estrutura tomar a frente na história, que tem que continuar sendo legal, como se tudo tivesse sido feito de pura sorte, intuição, organicamente.

Juro que não sabia que escrever podia ser tão parecido com engenharia.

Não sei nem se esse post vai fazer sentido pra vocês, mas estou gastando meus neurônios tentando remontar uma história de 15 anos de idade por aqui, então tenham misericórdia.

 

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