Franando na França #8: Nantes, depois e um monte de coisa

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Esse abaixo foi um post que ficou preso na pasta de rascunhos. Escrevi ele logo nos primeiros dias em Nantes. A partir de agora, estou com vontade de mudar um pouquinho o esquema dos posts franando na frança. Amanhã vamos ficar em um hotel por alguns bons dias. E começará o momento HORA DE TERMINAR O LIVRO da viagem. Hora de assumir a responsa de escritora. Assim, tive uma ideia de fazer posts mais Mark Twains e menos bloguetes. Mais no estilo do meu livro e menos no estilo mimimi estou aqui. Vejamos o que conseguirei fazer.

Mantive o post abaixo para não jogar fora o trabalho. Mas misturo no texto várias fotos de outros dias naquela cidade fantástica (no sentido fantasia da palavra, mesmo). Escrevo agora de La Rochelle, uma belezinha de cidade incrustada no Oceano Atlântico que manda um oi lindo. Fotos dela no meu instagram (e aqui mais tarde, talvez!).

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O post dos primeiros dias em Nantes:

“Quando começamos a pesquisar as coisas da viagem, uma cidade nos chamou a atenção. Ela não tem belezas maravilhosas e nem é charmosa como muitas das cidades pelas quais já passamos e certamente ainda vamos passar – mas nos apaixonamos por algumas das atrações dela e por um detalhe muito interessante para nós: é a cidade natal do Julio Verne, autor que eu e o marido amamos! O nome dessa cidade é Nantes, que fica logo na divisa entre a Bretanha e o Loire, mais conhecida como Loire-Atlântico. Assim de cara ela nos pareceu uma doideira steampunk, pelos seus museus e essa mistura do novo e velho, da terra e da água que fazem parte dela. Nos apaixonamos tanto por ela à distância que reservamos 5 dias da viagem para ficar aqui, um dos lugares que mais vamos passar tempo por aqui.

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Hoje começamos a curtição por aqui, para entender se esse namoro à distância se consumaria. A cidade é grande, não é linda, mas pulsa uma cultura mais underground que curti bastante! Estamos hospedados em um apartamento encontrado no Airbnb e que já entra na onda do bizarro e fascinante: nossa cama fica praticamente grudada no teto, separada do resto do apê por uma escadinha meio difícil de descer (diz a pessoa que morre de medo de altura e ainda está achando essa cama muito assustadora)!

O programinha hoje cedo foi passar no mercadão municipal da cidade porque já tinha planos para a noite: estava morrendo de saudades de cozinhar! O mercadão era bem interessante, com uma ótima variedade de frutos do mar (vivos! :O) e uma movimentação sensacional – continuo achando muito legal o costume dos franceses de levar cestas de palha para comprar as coisas.

Queria cozinhar no modo easy e não quis inventar comprando ingredientes muito ousados. Mas e a dificuldade de encontrar “ingredientes comuns” no hemisfério norte? Rodamos o mercado inteiro pra encontrar alho, cebola e salsa, simples assim.  Pedi deux cebolas (duas cebolas), o moço entendeu des cebolas (umas cebolas) e foi metendo cebola no saquinho. A diferença que um biquinho faz no francês é incrível.

Aí compramos azeitonas pretas, massa fresca de talharim e tomates cereja amarelos e vermelhos.

Em seguida, partimos para o Castelo dos Duques da Bretanha, que nada mais é que um museu extremamente moderno e surpreendente sobre a cidade de Nantes. Não, você não está entendendo: entramos nele às 10h30 e saímos às 13h30. E não vimos o tempo passar. :O Achamos que íamos fazer aquele básico 1 horinha em um palacinho pequeno e acabamos fazendo a via sacra da Idade Média até a Segunda Guerra e saímos quase tarde demais para o almoço. Entendemos tudo de Nantes e estamos prontos para continuar conhecendo essa cidade-sereia amanhã!

Depois de um delicioso almoço tardio que acabou também tarde, decidimos encerrar o dia no Jardin des Plantes. Nele, tínhamos uma missão: tirar uma foto com uma escultura de arbusto em forma de pato gigante que vimos em todos os guias de Nantes. Ao chegar aqui, rodamos o parque inteiro e não encontramos o dito-cujo, que deve ter imigrado no inverno ou coisa assim. Mas encontramos muitos de seus primos vivos – cada pato mais lindo que o outro! Meu marido fã de pato amou tudo.

Pato foi mesmo o tema do dia hoje. Entramos num antiquário e encontramos um pato dourado incrível para nossa coleção de patos e levamos! Eu quis ser toda simpática com o senhor que me atendeu e perguntei qual era a história do pato em questão. Sua resposta foi sensacional: “não tem história. Ele nasceu e ele morreu, essa é a história do pato, é uma história estúpida.”

A receita da janta de hoje?

Antes de mais nada, lave toda a louça – porque louça de Airbnb é sempre um mistério.

Cozinhe o macarrão na água com óleo e sal encontrados no apartamento.

Case-se com um marido que saiba picar muito bem as coisas e peça para ele picar 2 cebolas, 1 dente de alho gigante (alho aqui é coisa de gente grande) e a salsinha – e cortar no meio os tomates cerejas.

Refogue a cebola e o alho.

Jogue o tomate e azeitonas pretas.

Tempere com sal e pimenta do reino encontrados aqui.

Jogue a salsinha.

Mate as saudades de comer uma comidinha caseira.

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