Um post sobre banheiros.

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Bem, eu… (mais ou menos como começa aquela propaganda HORROROSA do Spotify – sério que tenho vontade de assinar o premium só para parar de ouvir anúncios tão malfeitos) eu me orgulho em dizer que sou uma crítica de banheiros.

Quando viajo ou vou conhecer um lugar novo, adoro ver qualé a do banheiro. Entender as diferenças culturais, a existência ou não de lixos, o tipo de sabonete, os costumes. Devo dizer que poucos lugares do mundo têm banheiros tão limpos e confortáveis quanto os do Estado de São Paulo (amém!). Acho interessante como, em muitos países, mesmo restaurantes chiques não se importam com a situação de seus banheiros e como banheiros simples são bem cuidados por aqui.

Isso em mente, fico pessoalmente ofendida quando vou a um banheiro mal usado. Xixi no assento, descarga não dada, cestinho de lixo com papel saindo pelos cantos. De fato, pensando que não é possível mulheres de alta classe e compreensão cultural (parece que quanto mais chique o shopping, mais nojento o banheiro) não terem a noção básica de boas maneiras toaléticas, e pensando que um dos principais causadores de tal balbúrdia no banheiro feminino é a impressão errada de que é proibido sentar em vasos públicos (explico abaixo), decidi criar um guia sobre o uso correto de banheiro públicos no Brasil (no Brasil, porque fora dele é um tal de não ter cestinho de papel e loucuras afins, que prefiro não me comprometer). É o guia que vou pendurar na porta do banheiro quando eu tiver filhas, em busca de um mundo mais cheiroso e polido, um vaso sanitário por vez.

  1. Escolhendo o banheiro: tome tempo. Não precisa entrar na primeira cabine que viu. Entre em uma cabine que esteja com a tampa aberta. Se não houver uma que siga esse perfil, antes de abrir a tampa dê descarga. Assim você não precisa sofrer com surpresas desnecessárias.
  2. Talvez esse seja o item mais polêmico: eu sou contra o xixi-agachamento, que fortalece as pernas, mas não ajuda em nada na higiene como um todo. Portanto, dividi essa parte em subtópicos.
    1. Se você tiver um nojo mortal do banheiro em que está indo ou tiver medo de pegar alguma doença bizarra nele, aí talvez seja o caso de rever os lugares que você frequenta. Se não for esse o caso, então para de frescura. Você sobrevive.
    2. Dê uma olhada geral no assento. Normalmente, ele vai ter xixi. Sim, desculpe a escatologia, mas é verdade. E esses xixis são culpa das adeptas do xixi-agachamento, que perdem a assertividade, a mira e a paciência nessa posição desconfortável, querendo se livrar logo de seu problema e esquecendo de suas amigas que vão usar o banheiro depois delas. Como se livrar dessa nojeira? Passando um papel no assento. Sim, simples assim. Passa um papel no assento, joga fora e senta, confortável e limpinha.
    3. Não tem papel? Nem nesse banheiro, nem em outros, nem na sua bolsa, nem fora do banheiro? Aí sim, AÍ SIM EU DEIXO, você vai ter que fazer o xixi-agachamento. Mas faça como uma lady: levante o assento (não se preocupe, você vai lavar a mão depois, né?) e faça o xixi-agachamento sem correr o risco de sujar ainda mais o assento.
  3. Acabou? Faça o que tem que fazer (acho que não preciso entrar nesse detalhe) e coloque o papel no lixo. Não, não estou falando pra você jogar o papel no lixo. COLOQUE o papel no lixo. Não se preocupe, você não vai sujar sua mão porque você vai entrar em contato apenas com a parte limpa do seu papel – use seu papel para empurrar o conteúdo do cesto de lixo, não contribuindo, assim, para que o lixo transborde. Se ele já estiver transbordando, esse hábito vai ser bom da mesma maneira. Se ele já estiver transbordado de maneira nojenta e seu detrito for apenas papel, é melhor jogar o papel na privada e pronto.
  4. Não dê descarga. Achou que seria fácil assim? Antes de dar a descarga, FECHE A TAMPA DA DESGRAÇADA DA PRIVADA. Depois, aí sim, evitando que todo seu cuidado vá por água abaixo e que a descarga desconhecida espirre por todos os lados, dê descarga.
  5.  Aí, abra a tampa novamente (a não ser que você esteja em sua casa, aí super indico deixar fechada, acho mais arrumadinho), para que outras usuárias entrem e não precisem sofrer no passo 1 dessa regra.
  6. Por fim, antes de sair, confira se você deixou alguma sujeira – e isso vale para sujeiras suas ou de outras usuárias porquinhas antes de você. Limpe o assento novamente com o papel, se for o caso, tire papéis do chão, se possível.
  7. Lave as mãos com sabonete – e se não tiver sabão, lave com muita água (e carregue um trequinho de álcool gel na bolsa).
  8. Sobre enxugar as mãos, fica a dica de sempre: papel suficiente para secar as mãos (e um papel para tirar o excesso de oleosidade do nariz, coisa minha), jogados no lixo junto a qualquer resto de sua presença ali (resto de pasta de dente, maquiagem, cabelo etc.). Não use aqueles secadores de vento porque eles demoram e são chatos – e por mais agradável que seja o banheiro público, você não quer passar 15 minutos a mais por ali.

É isso. Um post de utilidade sanitária pública, baseado exclusivamente em minha vivência. Do jeito que tem que ser. 😀 Também tem alguma técnica-ninja de boas maneiras no banheiro e quer dividir comigo? Está super convidado(a)!

 

Uma poesia para o meu nariz e as missões para um ano agradável

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Nariz pequenino, muito tem de menino.

Jamais lhe escreveria uma poesia, não teria a ousadia.

Mas hoje olhei para o meu nariz e deixei de diz-que-me-diz.

Encarei a questão de frente e percebi o quanto ele é diferente.

Meu nariz é uma coisinha sem pé nem cabeça, muito tem de inusitado.

Por isso dedico esta ode a quem sempre sonhou com um nariz arrebitado.

Mas não sabe a bipolaridade visual que é ser dona de tal paradoxo nasal.

Fiz esses versos horrorosos sem métrica e sem rima como que para provar para mim e para o mundo que não sei escrever  E NÃO GOSTO de poesia etc.

Mas foi para finalmente falar pra vocês (leitores inexistentes ou quietinhos etc.) do projeto que comecei junto com o Julio esse ano – já faz mais de 1 mês, então estou um pouquinho atrasada pra falar.

É o Um Ano Agradável, uma fanpage e um Instagram com 366 missões para fazer de 2016 um ano legal de se viver!

Explico:

Eu sempre fui fã de agendas, de missões e de tudo o que nos ajude a tentar viver menos no automático, de maneira mais criativa e inspiradora (não é à toa, esse tenta ser meu objetivo aqui no blog). E há muitos anos atrás (talvez uns 5), eu criei essas missões, cuja principal missão é mandar a rotina embora, seja com tarefas simples e abstratas, seja com tarefas mais complexas e práticas (como a da poesia para o nariz supracitada).

Daí que elas ficaram rolando de um computador para outro em um arquivo Word nunca ou poucas vezes aberto. Eu não sabia o que fazer com essas missões. Nesses anos, encontrei amigos designers e ilustradores que me prometeram que iam me ajudar a ilustrar essas missões, mas imagino que meu Word esteja rolando nos computadores deles até hoje. Precisei casar e ver que meu marido estava ansioso para fazer um projeto novo, mas não encontrava como nem onde, para resgatar minhas esquecidas missões.

Foi a combinação perfeita: o Julio já tinha um personagem, o Lorde O’Ganson, uma fofura cheia de classe, e queria pegar a prática e o hábito de desenhar mais. Eu queria inspirar o mundo com minhas missões engavetadas, mas não encontrava como fazer isso (e, honestamente, tinha até me esquecido delas). Eu reescrevi e reordenei as missões (além de acrescentar mais uma, afinal estamos num ano bissexto) e lançamos o projeto no começo do ano.

Está sendo divertido acordar toda manhã, ver qual é a missão do dia e tentar cumpri-la. É muito legal ver como coisinhas simples podem mudar completamente seu propósito e sua rotina.

E, em paralelo, continuo seguindo com minha consultoria criativa especializada em casamentos alternativos, a Sras&Srs, pegando alguns freelas de redação e conteúdo e escrevendo meu livro.

E cozinhando, e fazendo crossfit, e indo à igreja, e tocando órgão em casa (esses dias desengavetei vários métodos musicais que eu não tocava há uns bons 10 anos). Parei de dançar, mas é que a vida é feita de escolhas.

E eu amo a vida, um dia agradável por vez! Abaixo, mais missões que já rolaram no Ano Agradável:

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As repetições de todos os dias são lindas

Estou aqui com uma lista de 5 temas de posts pra dividir com vocês. Com uma vontade danada de mudar o layout desse blog. Neste exato momento, escrevendo meu livro (aquele que vai completar 15 anos de idade no dia 19). Mas essa frase me veio à mente e abriu alas, até pra me lembrar que posts curtos são legais, também.

Acontece que decidi por uma vida mais saudável. Sim, é muito bonitinho e fácil gostar de fast food e brincar que salada não leva a nada, o que me salva é que amo academia, mas mesmo ela tem sido deixada de lado a qualquer sinal de ai-hoje-não, mas quando você pensa na VIDA como um todo, poxa vida. Eventualmente, quero ser o lar de um bebê em formação (é esquisito falar isso e acho que não ficará menos esquisito quando eu realmente o for) e depois oferecer meu lar-casa para esse bebê que vai virar uma criança que quero que seja saudável e que reconheça diferentes frutas, verduras e legumes etc. E pedir pizza sempre que a preguiça aperta não pode ser uma opção (eu não quero). Aí que decidi ser mais disciplinada pra comer. Porque não sou. Porque não consigo ir a uma nutricionista e seguir o que ela fala. Porque as únicas vezes em que consigo comer direito foram as vezes em que comprei aqueles kits maravilhosos (de verdade!) de dieta da Keep Light, mas investir 500 reais por semana nessa fase de vida autônoma-não-assalariada não rola. E porque eu fico me enganando, achando que vou mudar isso e aquilo, só pra apelar para o delivery logo em seguida.

Pois bem. Criei um cardápio variado, mas seguindo aquelas coisas que pessoas inteligentes sempre falam: proteína, carboidrato, salada. O que me mata é a repetição, porque eu gosto do caos.

Mas fico me repetindo a frase do título do post. Essa frase sobre repetição que eu também gosto.

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