Essa vida de profissão “inútil”

Um post cheio de veja bem.

Veja bem, não é que eu esteja buscando sair do país amanhã e tenha o sonho de morar fora. Mas é uma ideia que vem se aboletando aqui em casa há uns tempos e decidi fazer o que sempre faço quando uma ideia começa a se aboletar: abro espaço pra ela. E resolvi me inscrever em sites de busca de empregos em outros países porque por que não?

O mais legal é que procurar emprego “na minha área” é a coisa mais sem sentido do mundo. Primeiro, porque a minha área hoje é a de “consultoria criativa de casamentos”, que é uma área que pra começo de conversa fui eu que inventei e portanto não existe nos formulários por aí. Segundo, porque quando subo um pouco o filtro na minha área e começo a procurar “publicidade, artes e entretenimento”, tenho dois retornos, SEMPRE. É BATATA:

  1. MINHA ÁREA É AMPLA DEMAIS. Os termos “artes e entretenimento” abarcam uma gama BEM DIVERSA de profissões, se é que vocês me entendem. E sim, estou falando com você, vaga de instrutor de ski que recebi do Canadá hoje!
  2. MINHA ÁREA SIMPLESMENTE NÃO EXISTE. Isso mesmo. Porque aparentemente os países só precisam de engenheiros, médicos, profissionais da informática e tudo o que existe entre um e outro. E receber imigrantes artistas para deixar o país mais bonito e criativo não é uma necessidade governamental. Coisa que eu até entendo, porque também pensaria umas 3 vezes antes de abrir minhas fronteiras para esse povo de humanas vir vender miçanga nas minhas avenidas.

O mais legal é que acessei o banco de empregos do Brasil só por curiosidade, e quando procuro vagas em Marketing (o que mais se assemelha ao que eu faço), encontro mil vagas de operadora de telemarketing.

Não é fácil ser de humanas.

Enquanto isso, sigo aqui nessa laranjada louca que é esse Brasil.

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