Eu voltei, agora para ficar (feliz)

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Acho que não tem nada mais simbólico e mais marcante, nesse retorno, que o fato de eu ter ficado os últimos 30 minutos limpando a caixa de spam dos comentários desse blog. Sabe casa que fica vazia? Não são as teias de aranha que me deixam triste (afinal, se tem teia, tem aranha, e aranha é vida), nem a pichação eventual (porque, por mais feinha que seja, pichação é arte). É a quantidade de papéis que vão se acumulando nela que me entristece. Cartas que não vão ser lidas, contas que não vão ser pagas. E pior: propagandas escritas por ninguém para ninguém. Anúncios que nunca serão lidos – e que nunca seriam, de qualquer maneira.

Foram 400 comentários feitos por robôs aqui nesse blog. Que bom que, ao contrário de uma casa vazia, ninguém consegue enxergar a feiura dessas propagandas de remédios, esses testes de hackers desocupados, esse monte de consoantes sem vogal, amontoadas embaixo dos meus posts. Que bom que eu voltei.

E por que eu voltei? Porque era hora. Porque tenho um livro de 14 anos de idade que ainda não foi terminado. Basicamente, se meu livro fosse gente, eu teria perdido a guarda dele há muito tempo. E isso me matava dia a dia. Não é à toa que escolhi fotos de pianos abandonados para ilustrar esse post. A imagem é terrível, não é? Porque arte abandonada fica assim. Fica sem vida, sem respiro, com uma linda intenção, mas ninguém para soprar ação.

Também porque eu tive uma ideia de negócio há 11 meses atrás – e ele está florescendo (para mais detalhes, conheça a “novidade” aqui. É uma consultoria criativa especializada em casamentos originais, e o nome é Sras&Srs Casamentos Originais). E porque, afinal, o timing financeiro e psicológico meu e de meu marido coincidiram, e antes que eles se descoincidissem, decidi dar um pulo rumo ao desconhecido.

Já disse no meu Facebook pessoal que não tenho planos de virar uma descolada nômade digital (ou ao menos não usar essa alcunha como se fosse a coisa mais simples do mundo e achar que todos deveriam ou têm condições de fazer o mesmo). Também não tenho a coragem de dizer que larguei tudo atrás dos meus sonhos, porque minha coragem vem sendo usada para criar minha nova vida, dia a dia. Não, não larguei nada. Estou indo atrás dos meus sonhos com tudo na mão. A diferença é que é um tudo diferente.

Um tudo de quem reviu prioridades, tomou decisões e criou metas. Sou artistinha, sim, mas tenho os pés dançantes bem fincados no chão. Não sei o que vou dizer desse texto em 1 semana, 1 mês, 1 ano. Em 1 ano posso ser uma estrela em ascensão ou posso voltar para o mercado publicitário e pegar o metrô todo dia às 8h da manhã, mais dia, menos dia. Ou, quem sabe, os dois ao mesmo tempo? Não sei. Não gosto de garantir nada nessa vida. Porque já tive muitas certezas erradas antes e aprendi com cada uma delas. E aprendi que o dia mais feliz da minha vida é sempre hoje.

🙂

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