Batalha de camarões: receita chique e desconhecida x receita conhecida

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Vocês bem sabem que eu gosto de inventar moda com receitas chiquetosas da internet. Às vezes, acerto lindamente. Às vezes, erro feio. Hoje estou com o seguinte cenário: um pacote de camarões em casa descongelando na geladeira e a possibilidade de um jantar com meus tios que cozinham e sabem o que é comida boa. E as seguintes opções: uma receita de macarrão com camarão ao molho alfredo já testada por mim e super aprovada, ou uma receita gringa de macarrão ao molho alfredo, mais chique, mas nunca antes testada! É isso. Quero saber se vocês confiam em mim, querem rir de mim ou querem me trazer de volta à realidade e aprender a fazer a receita mais simples, de uma vez por todas. Deixe seu pedido nos comentários!

Ateliê para mães, olha que ideia legal

 

 

 

Era fã da Lenka Clayton, desde que assisti ao People in Order pela primeira vez. Esse vídeo tem um quê de não sei quê que me emociona, me deixa triste e me faz feliz. Só hoje liguei o nome à pessoa e descobri que ela é quem cuida da Artist Residency in Motherhood, uma espécie de ateliê adaptado para artistas que são mães. A mensagem do espaço é um protesto em relação à maioria dos espaços culturais e artísticos – que são criados por e para homens, solteiros, que curtem o ideal romantizado do artista “perturbado”.

Gosto porque

1. Adoro artistas mulheres que fazem projetos poéticos e polêmicos (sim, é possível).

2. Sim, chega de romancear estilos de vida que não têm muito romance.

3. É onde me vejo daqui a alguns anos. AH SE É!

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É aqui:

Receita de sopa creme de abobrinha da mamãe

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Sim, minha mãe tem blog. Não apenas um, mas dois blogs que são as coisas mais fofas desse universo online. Um deles, inclusive, é meu concorrente. O Peripécias na Cozinha é o blog de receitas da minha mãe – que, sem falsa modéstia, é a melhor cozinheira do mundo. É, com minha mãe é assim: em vez de eu ter um caderninho de receitas escritas à mão e copiadas de um livro embolorado dela, tenho todo um blog para me inspirar! Foi o caso dessa sopa creme de abobrinha. Eu ando numa fase meio abobrinhas (mais receitas em breve), e nesses últimos dias cinzas de primavera fria (GRAÇAS A DEUS), me bateu vontade de fazer uma sopa creme de abobrinha como a que a minha mãe faz. Não precisei nem discar. Bastou abrir o blog dela e procurar. Ah, as maravilhas do mundo moderno! Então, pra hoje não tem receita gringa, nem sofisticada nem cheia de traduções, não. Hoje tem receita gostosa, cheia de tradições. Aproveite.

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A receita original você encontra aqui. Vem do blog Peripécias na Cozinha.

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O PROCESSO:

  • Primeiro, você olha a foto acima (foto da sopa da minha mãe, junto com pãezinhos feitos por ela), compara com a minha e chora. Porque não, de jeito nenhum, aquele pãozinho de milho da Panco NUNCA VAI CHEGAR AOS PÉS (ou seria miolos?) do pão da dona Marilúcia. Mas era o que eu tinha pro dia. Essa vida de quem saiu da casa dos pais com 17 anos sem pensar na quantidade de pães caseiros que perderia para sempre etc.

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  • Aí você respira fundo, faz a receita e se depara com o que sua mãe escreveu: “Acrescente creme de leite. Você é quem decide a quantidade. Prefiro colocar só meia caixinha para a receita ficar menos calórica.” É lógico que eu, filha rebelde de mãe natureba (que nunca me deixou levar Ruffles na escola), vou à desforra: “meia caixinha, é? QUE TAL UMA CAIXINHA INTEIRA?” – e despejo a caixa de creme de leite na panela, com um sorriso de triunfo.

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  • Foi tanto creme de leite que a sopa ficou branca. 🙁

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  • Ah! E eu não tinha tablete de caldo de galinha em casa, coisa que eu nunca imaginei que minha mãe natureba usasse (foi tipo choque, sabe?). No lugar do caldo de galinha, coloquei bacon. Porque sou assim, ousada.

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O QUE EU APRENDI: que mesmo longe mãe sempre sabe mais.

TENTARIA DE NOVO? sim, vou fazer para meus filhinhos. 🙂

E QUANDO EU TENTAR DE NOVO, TENTAREI ASSIM:

Receita de Sopa Creme de Abobrinha da Mamãe

INGREDIENTES

  • 2 abobrinhas lavadas, com casca, cortadas em rodelas
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho esmagados
  • um punhado de salsa e cebolinha
  • 2 folhas de louro
  • bacon à vontade
  • 1/2 caixinha de creme de leite
  • 1 colher (sopa) de maizena diluída em 2 colheres (sopa) de água
  • Sal e pimenta do reino à gosto
  • 2 copos de água fervente

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MODO DE FAZER

Frite o bacon no azeite.

Em seguida, acrescente a cebola, o alho e o louro e refogue gostoso.

Acrescente a abobrinha, salsa e cebolinha.

Coloque 2 copos de água fervente e tampe, na panela de pressão.

Depois que ferver, espere 5 minutos e destampe a panela.

Coloque tudo no liquidificador (tire o louro antes) e bata até virar um creme.

Volte o creme para a panela, prove e acrescente sal e pimenta do reino.

Quando estiver fervendo, coloque a maizena, espere engrossar um pouquinho e desligue o fogo.

Acrescente o creme de leite.

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E este é meu fogão rosa. Eu que pintei. Um fracasso, mas um fracasso lindo, vai.

Tem alguma sugestão de receita? Gostou da sopa? Odeia sopa? Deixe um comentário! 🙂

Série Fracassando na internet: Rose Neapolitan Spritz Cookies

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A ideia era fazer esses biscoitinhos. Napolitanos, diferentes, deliciosos. E estrear a batedeira que minha sogra deu. Vai ver foi a emoção de ter uma batedeira em casa, mas a receita saiu completamente torta. Chamei-os, carinhosamente, de biscocôitos de chocolate.

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Se quiser tentar a sorte e tentar descobrir onde foi que errei, a receita original, em inglês, você encontra aqui. Tirei do Pinterest e vem do site Shop Sweet Things. Já aviso que deve ter sido metade erro meu, mas outra metade ruinzice da receita mesmo. Argh.

Tem alguma sugestão de receita? Alguma pista do que deu errado? Deixe um comentário! 🙂

Omi’s Sautéed Potatoes | Receita de batatas do Outback

 

 

 

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Então, eu tenho um painel de saladas no Pinterest. Porque minha relação com salada é assim: uma piada. Eu não gosto, eu nunca tenho legumes e vegetais em casa, eu não tenho paciência pra fazer. A sorte do meu corpo é que gosto muito de frutas e deve ser por isso que ainda não morri de inanição. Aí que dia desses quis ser saudável. Estava numa daquelas semanas que a gente come nosso peso em pizza e decide que não, naquela noite tudo será redimido. Iria jantar só uma saladinha. E comecei a navegar pelo meu painel Além do Alface, já me sentindo uns quilos mais leve. Claro que eu não tinha muitos ingredientes em casa. Basicamente, o que eu tinha era batata. Aí que, encontrei essas lindas batatas queimadinhas. E tentei a sorte! O problema é que… bem… não era bem uma salada. Aqui você descobre junto comigo como eu descobri que minha salada de batatas na verdade era uma receita de batatas fritas que não perdem nada para as batatas fritas do Outback!

 

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A receita original, em inglês, você encontra aqui. Tirei do Pinterest e vem do site What’s Gaby Cooking.

 

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O PROCESSO:

 

  • O primeiro passo é imaginar que você vai fazer uma salada. Porque aí quando você vir que a salada virou batata frita, a receita automaticamente fica mil vezes mais gostosa. Você fica feliz e pode fingir que não sabia. Tá, não precisa disso. Continue lendo.

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  • É batata frita, mas não é aquela coisa gorda cheia de óleo. Vai pouco óleo na receita, por incrível que pareça. E é isso que deixa a batata crocante!

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  • Vai manteiga, mas a gente pode ignorar, juntos, esse fato.

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O QUE EU APRENDI: dá pra comer batata frita do Outback sem pagar caro por isso.

TENTARIA DE NOVO? sim, dessa vez sabendo que não se trata de uma salada.

E QUANDO EU TENTAR DE NOVO, TENTAREI ASSIM:

Receita de Batatas do Outback

INGREDIENTES

  • 6 batatas
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva
  • 1/2 cebola picada
  • 1 colher (sopa) de manteiga
  • 1 colher (chá) de alho esmagado
  • Flor de sal e pimenta (usei pimenta do reino) a gosto

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MODO DE FAZER

Coloque as batatas com casca e tudo numa panela cheia de água e sal.

Deixe a água ferver e espere 20 minutos. As batatas já deverão estar mais macias. Jogue fora a água e espere as batatas ficarem menos quentes.

Tire a casca e corte as batatas em rodelas (quanto mais finas, melhor).

Aqueça o óleo em uma frigideira larga e antiaderente (não fiz isso, porque não tenho uma, claro). Quando o óleo estiver quente, coloque as batatas, todas viradas de um lado (não adianta deixar uma em cima da outra).

De tempos em tempos, mexa a frigideira para não grudar.

Quando você perceber que elas já estão mais coradas e com os queimadinhos marrons, vire as batatas para o outro lado.

Repita o procedimento até perceber que elas estão com carinha de saudável dos dois lados.

Tire um pouco da gordura, com um guardanapo.

Acrescente a cebola, e deixe aquecer até que ela fique marrom.

Desligue a panela.

Acrescente a manteiga, o alho, o sal e a pimenta e misture bem.

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O ovo frito é só uma piração aí no meio. Basicamente, foi o ovo frito mais bonito que já fiz e fiquei emocionada. 🙂

O resultado é que meu jantar não ficou nada light, mas descobri uma receita sensacional que você também deveria tentar.

Tem alguma sugestão de receita? Tem uma receita de salada que eu deva tentar? Deixe um comentário! 🙂

Batalha de bolos de chocolate: banana com coco x abobrinha

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Aí que estou com coisas já cozidas pra postar, mas toda a preguiça de descarregar a câmera e essas desculpas modernas me impediram de atualizar o Cozinhando esses dias. Aí que anteontem decidi tentar ouvir o que esse povo tanto fala, de que bolo de chocolate com abobrinha dá certo. Empolguei, fiz uma espécie de pão de chocolate com abobrinha, mas era receita paleo, acho que meu forno ficou irritadinho e a receita não deu certo. Maaaaaaaas não desistirei: a combinação pareceu surpreendentemente gostosa e continuo super curiosa para provar alguma receita que dê certo. Por outro lado, esse bolo de coco com banana também me traz muita felicidade. Me ajudem: esse final de semana devo tentar fazer essa outra receita muito menos saudável de bolo de chocolate com abobrinha ou o bolo de chocolate com banana e coco? Oh, dúvida. Deixe seu pedido nos comentários!

Calvino e repetecos

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Esse ano não sei o que deu em mim. Estou descumprindo um dos meus princípios literários, que é o de nunca reler um livro. Esse princípio nasceu de uma releitura de Capitão Háteras, do Júlio Verne. Quando era jovenzinha e o li pela primeira vez, virou o livro da minha vida. Quando cresci um pouco e decidi reler, subitamente a aventura do capitão nos confins gelados do mundo virou-me uma chatice.

Só que esse ano me deu na louca e reli Os Miseráveis. Foi uma experiência, embora não muito feliz, interessante. Aproveitei e reli um guia de casamentos alternativos (um que eu tinha comprado há anos, e faz todo o sentido eu reler no momento). Aí, vendo que Todas as Cosmicômicas, aquela coletânea do Ítalo Calvino que me faz sorrir, chorar e cantar (ao mesmo tempo), estava dando sopa na estante do meu pai, foi batata: releitura. Não só estou relendo, como rerrelendo, já que já passei por esses contos incríveis duas vezes. E, vou te contar: a terceira vez continua tão boa quanto as anteriores, se não melhor.

É que Calvino é Calvino. É o cara que escreve bem até bom dia. E tem ideias tão surreais que deixam meu exibido narrador willifillense no chinelo. Um chinelo daqueles bem feios e rasgados.

“Foi um golpe duro para mim. Mas, enfim, o que fazer? Continuei meu caminho, em meio às transformações do mundo, eu próprio me transformando. Vez por outra, entre as variadas formas dos seres vivos, encontrava um que era ‘mais alguém’ do que eu: um que prenunciava o futuro, o ornitorrinco que amamentava o filhote saído do ovo, a girafa esgalgada em meio à vegetação ainda baixa; ou outro que testemunhava um passado sem retorno, um dinossauro sobrevivente depois de haver começado o Cenozóico, ou então – crocodilo – um passado que havia encontrado um modo de conservar-se imóvel pelos séculos. Todos tinham algo, bem sei, que os tornava de alguma forma superiores a mim, sublimes, e que me tornava, em relação a eles, medíocre. E, no entanto, eu não me trocaria por nenhum deles.”

No pique de reler? Leia também Desfoquei e Sem fôlego.

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