Milton Glaser, de novo

Adoro visuais como o desse vídeo, que mostram desenhos sendo feitos na hora. É o processo criativo na veia, sem enrolação. Sempre quis gravar isso em texto. Acho que algum dia vou fazer o teste. Deve ficar bacana! Aqui vai um vídeo do autor do icônico I CORAÇÃO NY e suas opiniões sobre a arte e o ato de desenhar. Em inglês, sorry. : )

 

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Produtividade é uma coisa fofa

   

Não que eu seja incompetente, não é isso. É que confesso que tem sexta-feira chuvosa que eu trocaria uma promoção na carreira por uma promoção na Maria Filó, assim, fácil. Quando bate aqueeeeela coisa, aqueeeela indisposição, aqueeeela vontade de passar o resto da tarde vendo Sessão da Tarde e comendo brigadeiro. Sabe como é? Comi minha marmita, já apelei pro café do escritório e o relógio continua parado. E não dá pra achar que ele tá quebrado, porque o relógio do computador nunca quebra, eu acho.

Aí a Cris me manda uma URL cheia de bichinhos fofos. E dessa eu vou pra outra. E outra. E mais outra. E começo a ficar até mais acordada de fofura. “Não é possível”, eu penso, isso tem que ter alguma utilidade pra humanidade, esses filhotes de gatos enfofando a internet. Aí joguei no Google essa questão e encontrei essa pesquisa, que saiu em mil links, incluindo na Galileu, via Life Inc:

“Uma pesquisa feita na Universidade de Hiroshima, provou que um tempo de exposição à fofura aumenta sua produtividade – pelo menos em tarefas mais complexas, que exigem mais cuidado. Os cientistas, que fizeram as pessoas jogarem um game de estratégia após verem fotos fofas, acreditam que isso acontece porque os filhotes sugerem vulnerabilidade e ficaríamos mais cuidadosos, mesmo que de forma inconsciente, após olhar para eles. A conclusão é que qualquer um que trabalhe usando muito sua concentração e cuidado – como em contabilidade ou edição – pode se beneficiar ao ter uma foto de um filhotinho dormindo sobre sua mesa.”

Via LifeInc 

Aí resolvi aproveitar minha tarde improdutiva e dividir com vocês algumas fotos para ajudar em seu dia de trabalho. É só passar o mouse e ver quanto cada uma equivale em grau de produtividade, numa medida completamente inventada por mim. BOM TRABALHO!

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Salve a falta de modéstia

Falo muito do meu processo criativo por aqui, mas pouco falo do resultado final. Em parte porque não é o objetivo desse blog, em parte porque tenho verdadeiro pavor de uma atitude muito comum nesse meio, que é glorificar o projeto pronto dizendo o quanto deu trabalho e o quanto ficou bom AI EQUIPE LINDA OBRIGADA QUE ORGULHINHO VALEU O SUOR E AS NOITES EM CLARO!!! (quando na verdade quem fala esse tipo de coisa, salvo exceções, geralmente é quem mais dormiu e menos suou). Mas dessa vez, ao ver o REEL da agência em que trabalho há quase 5 anos (exceto por 6 meses em que saí um pouco pra desintoxicar) devo dizer que fiquei meio assim. Meio feliz por estar por trás de muitas das boas ideias e textos desse compilado de trabalhos bacanas. Assim, sem falsa modéstia, mesmo. Tenho maior orgulho de estar aqui escrevendo, reescrevendo, aprendendo, mudando opiniões e mudando de opiniões diariamente.

Salve salve

Ando numa fase meio gourmet, pode ser bife

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Alana é minha melhor amiga e estava morando fora, porque eu sou assim, fina, tenho amigas que moraram fora. Ela voltou para o Brasil e preciso vê-la. Minha amiga de infância, dos tempos em que a gente não conhecia cabelo escovado nem maquiagem. Amiga daquelas de chorar e rir juntas, de gostar do mesmo menino na terceira série juntas, de tentar matar um rato num hotel em Nova York juntas. Vocês entenderam. PRECISO ver a Alana.

Alana: Vamos na segunda então! Tem algum restaurante gostosinho que você recomenda?
Eu: Uhmmm, conheço vários!

Meu cartão: HAHAHAHAHAHAHAHA

Eu: …mas eu posso fazer um jantarzinho em casa, não prefere? =D

Escrevi isso e corri para baixo da mesa, me escondi, ah Alana, você sacou tudo, não é? Ah, que vergonha.

Alana: Ebaaaaaaaaaaa. Mega prefirooooo! 

Te amo, Alana. Viu só, tudo certo.

Eu: ando numa fase meio gourmet! hahahaha =D -> droga, esse hahaha saiu um pouco desesperado
Alana: Haha!!! To vendo! Fechadissimo então
Eu: show!!!!!! o que vc gosta de comer?
Alana: O mais simples possível. Pode ser bife.

Pode ser bife, Alana disse. PODE SER BIFE. Pode ser bife sem emoticon depois. Ninguém diz PODE SER BIFE sem emoticon depois sem desconfiar de que a amiga está com problemas bancários. É isso, tudo por água abaixo, ela vai aparecer em casa com uma sobremesa e com o exército da salvação.

Procurando receitas de bifes chiques,

Alice Desespero*

Marmita magra, cafezinho salgado e a fome eterna da hora do trabalho

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Almocei às 13h e já tenho fome. Minha linda marmita de 2 bifes magros com 1 batata cozida, preparada às 5 e meia da manhã, definitivamente não devia gerar fome tão rápido! Hoje à noite tenho aula e não queria gastar com um lanchinho assim, sem nenhum motivo especial. Pensa rápido. O que fazer? Pensando bem, pensa devagar. Que aí o tempo passa mais rápido e logo chegam quatro horas, que é a hora que eu me permito pausar meu trabalho e tomar um café aqui no escritório. Socializar, acordar e tal. Um café que aqui no escritório é de graça! Ieba! O que, pensando bem, quer dizer que eu ganho uns 360 reais adicionais em café no meu salário no final do mês, considerando-se a média de 4 reais por xícara de café, que é a média aqui no Itaim. Será que se eu parar de tomar o café do escritório tenho direito de pedir minha parte em dinheiro? A SE PENSAR.

Isso me lembrou que tenho meu estoque de emergência no frigobar aqui do escritório: duas laranjas, um iogurte grego e alguns capuccinos prontos, daqueles novos da 3 corações (mais um gasto à toa, levando-se em consideração os 360 reais em café mensais que eu já tenho e são meus por direito… preciso realmente ver isso, qual era mesmo o ramal do RH?).

Ok. Vamos ver. Iogurte grego mata mais fome que laranja, né? Nossa, por que EU TRAGO LARANJAS PARA O ESCRITÓRIO

 

Um beijo e um cafezinho,

Alice Desespero*

Como ser mais criativo?

Tá, como se fosse fácil assim – pensa você, bonachão. Não nasci criativo, não sei fazer essas coisas que as pessoas descoladinhas e criativas fazem. Calma, amigão. Nada debaixo do sol é fácil (a não ser engordar e gastar dinheiro, mas, enfim, não é disso que quero falar *começa a chorar*). Mas ser criativo não é nada assim tão complexo quanto os grandes gênios da publicidade que fazem vídeos como esse demonstram. Vai muito de intuição, personalidade e de toda a bagagem cultural que você teve sorte de ganhar desde o berço, sim. Mas também existem algumas técnicas e dicas, que o Leo Babauta organizou bem aqui. E eu concordei e traduzi aqui, sabendo que cada uma dessas dicas tem sua hora certa no processo criativo:

  • Brinque.
  • Não consuma (arte) e crie ao mesmo tempo – separe os processos.
  • Reflita sobre sua vida e seu trabalho diariamente.
  • Procure inspiração nas pequenas coisas ao seu redor.
  • Comece pequeno.
  • Deixe fluir, não importa quão ruim o primeiro rascunho esteja ficando.
  • Não busque a perfeição. Apenas deixe fluir, imediatamente, e então peça feedback.
  • Melhore constantemente.
  • Ignore as pessoas negativas.
  • Mas cresça com as críticas.
  • Ensine e você irá aprender.
  • Mexa as coisas, veja as coisas de novas maneiras.
  • Aplique conhecimento de outras áreas no seu trabalho, de jeitos nunca feitos antes.
  • Tome quantidades absurdas de café.
  • Escreva todas as ideias, imediatamente.
  • Transforme seu trabalho em lazer.
  • Brinque com crianças.
  • Saia, se mexa, veja novas coisas, fale com novas pessoas.
  • Leia coisas completamente diferentes. Principalmente das quais você discorda.
  • Descanse muito. Muito trabalho mata a criatividade.
  • Não force. Relaxe, brinque, e aí sim vai fluir.
  • Deixe sua mente flanar. Distraia-se um pouco quando você está procurando por inspiração.
  • Aí, quando você for começar a criar de fato, desligue tudo.
  • Faça enquanto você estiver empolgado.
  • Se não estiver, tente encontrar outra coisa que te empolgue.
  • Não tenha medo de parecer boboca.
  • Ideias pequenas são boas. Você não precisa mudar o mundo – pode mudar apenas uma coisinha.
  • Quando algo está matando sua criatividade, mate esse algo.
  • Pare de ler dicas de como ser mais criativo, largue tudo e apenas crie.
  • Acima de tudo, divirta-se no processo.

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Quando eu tinha 21 anos, achei que esse seria um post legal pra hoje

Backlog é um termo que emprestei do meu namorado tecnológico e tão neurótico por listas quanto eu. A verdade é: descobrimos um jeito de não enlouquecer por não conseguirmos fazer tudo o que queremos nas 24 horas que temos. Pra não perder nada, vamos separando cada coisa em um backlog, uma lista, e separamos um tempo na vida para ver cada lista. Eu, por exemplo, tenho a lista de lugares para ir com o mesmo namorado supracitado, tem a lista de bandas para baixar (baixo uma por semana há mais de ano), a lista de filmes para ver, a lista de coisas bonitas para comprar quando tiver dinheiro, a lista de links para ler e a lista de posts para fazer.

E é aqui que entra esse post, mostrando as falhas dessa minha descoberta. Porque hoje apelei para a minha lista de posts para fazer, e descobri que ela está com uma defasagem de cerca de quatro anos com a realidade. Bem, caso vocês não tenham visto, esse é o vídeo de comemoração que a Almap fez para comemorar seu prêmio de agência do ano. Em 2009.

E é aqui que eu poderia ter um acesso de pânico (mas como assim 4 anos, isso nunca vai sincronizar, socorro namorado tecnológico), mas eu só tenho acessos de riso. Afinal, essa minha técnica me poupa de muito cansaço mental e sempre me oferece ideias novas, mesmo que – e talvez justamente porque – antigas. E, claro, tudo depende do bom senso. Nem todos os meus posts são datados, já que só recorro a essa lista quando estou curta de ideias. Mas, viu só, ela trouxe essa pauta interessante pro Palitos hoje.

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Sem fôlego – e curta nossa fanpage!

Dia desses, falaram que meu livro é de tirar o fôlego. Quer dizer, meu narrador é um maluco que não para de falar e divaga e mete parênteses e colchetes e chaves por tudo quanto é canto. Eu mesma, nas minhas revisões, acabo lendo tudo atropleado e fico perdida facilmente, se não fixar bem a leitura. Às vezes penso que se os beatniks fizeram, por que não eu e às vezes eu penso AH DEUS TENHO QUE COMEÇAR TUDO DE NOVO.

Às vezes bate vontade do nada de ler Ítalo Calvino.

E de sorvete também.

Ah, aliás. Ando navegando por muitos blogs ruins e vendo que eles ganham muito dinheiro. E, vendo que não é nesse mundo que quero criar meus filhos.

Por isso, decidi fazer propaganda no meu blog também. Portanto, se você for uma empresa que vende algum produto relacionado a processos criativos, tá fácil, tô aqui.

Droga. Devia ter virado blogueira de moda.

Sei lá, senhor analista de redes sociais, abstrai, se você vende café já serve. Café dá mais vontade de criar, por exemplo. Chocolate também. Uma viagem pra Paris, então, vixe, inspiraria um processo criativão.

Tá, eu ainda tenho uma alma. Mas criei uma fanpage, porque também sou humana. Caso você não tenha sido bombardeado pelo meu convite pessoal via Facebook, aqui vai o link: palitos de fósforo no Facebook.

Grata, que vem de graças que parece gracias e acabei de descobrir.

(dedico esse post ao meu pai, que disse que meus blogs não são mais engraçados como o eram antigamente. Beijo, papai, também te amo).

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Arte

Às vezes me sinto assim quando exposta a arte sem pé (porque melhor ser sem pé nem cabeça que só ter cabeça e não levar você a lugar algum).

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E se você medisse as coisas pelo tempo que elas levam?

Foi a ideia de Louise Klinker, como parte de um projeto de criação sob pressão. O tema: REPENSE O TEMPO!

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E você? Anda repensando bastante os tempos que gasta na sua vida? Há um tempo li esse texto interessantíssimo sobre o tempo. Sobre como lidar com ele e fazer tudo render muito mais. A técnica não é muito diferente das técnicas que se usam quando você quer economizar dinheiro ou calorias: é só começar a anotar tudo e contabilizar quanto tempo você gastou para fazer determinada coisa.

Aos poucos, você vai descobrir onde estão suas maiores perdas de tempo (lembrando que perda de tempo é muito relativa, varia conforme o que você escolheu para a sua vida), e vai saber substituir duas horas de atualização à toa do Facebook, por exemplo, por 2 horinhas a mais para pensar no projeto da sua vida. E aí? Topa o desafio?

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