Um bom artista tem que ser perturbado?

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O negócio é assim, direto, pof, soco no nariz.

Estou aqui no trabalho fazendo hora esperando minha amiga escritora e feliz e passei por esse vídeo da Elizabeth Gilbert no TED. Ela começa fazendo uma pergunta semelhante: “todo mundo está confortável com essa noção de que grandes gênios devem ser perturbados e problemáticos, tomadores de gim pela manhã?”.

Depois disso, tudo o que ela diz sobre criatividade é muito bacana. Ela basicamente resgata a história da criação oriental, que antigamente acreditava que a inspiração, a genialidade criativa vinha de fora, vinha de um ente mágico, de um… gênio (daqueles da lâmpada, mesmo). Quando nós ocidentais começamos a querer racionalizar o universo, a inspiração se tornou uma coisa que vem de dentro do próprio artista, mas continuamos a tratar o próprio artista como o ente mágico, o gênio da lâmpada. E isso é um peso absurdo.

Alguns trechos em inglês, porque estou com preguiça de traduzir:

“…But, when it comes to writing…Is it logical that anybody should be expected to be afraid of the work that they feel they were put on this Earth to do. You know, and what is it specifically about creative ventures that seems to make us really nervous about each other’s mental health in a way that other careers kind of don’t do, you know?

We writers…[and] creative people across all genres, it seems, have this reputation for being enormously mentally unstable. And all you have to do is look at the very grim death count in the 20th century alone, of really magnificent creative minds who died young and often at their own hands…But we don’t even blink when we hear somebody say this because we’ve heard that kind of stuff for so long and somehow we’ve completely internalized and accepted collectively this notion that creativity and suffering are somehow inherently linked and that artistry, in the end, will always ultimately lead to anguish.”

Antes que vocês perguntem, minha resposta é não. : )

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