DrawSomething e o Nobel da Paz

Dia desses a @luizasm disse que o @rafaelcapanema disse:

“o cara que fez o draw something deveria ganhar o nobel da paz”

E 3 dias depois de ter baixado o bendito app e ter passado 72 horas de puro frenesi e emoção com ele, só tenho a dizer: essa é a frase mais verdadeira do século XXI, que deveria ser transformada em abaixoassinado (tipo aquela petição pelo novo FOFY – cujo resultado continuo a aguardar, sôfregamente) e circular pelos e-mails e murais de Facebook como corrente etc.

É que esse aplicativo-joguinho é a coisa mais singela que já surgiu nessa tela. Porque você está lá, sem fazer nada, e de repente resolve desafiar aquele amigo-que-nem-é-tão-amigo assim, mas que figura na sua listinha do DrawSomething. E quando menos espera, você está compartilhando do processo criativo da criatura (é, PROCESSO CRIATIVO, é claro que eu ia falar disso): e compartilhar o processo criativo é de uma intimidade assustadora.

Tô falando sério. O que eu mais gosto é reparar no processo do desenho de cada um. Tem o doido que começa e apaga zilhões de vezes, o outro que capricha como se fosse expor o desenho no Louvre, outro que vai de primeira sem medo de ser feliz, outro que tem um dicionário simbólico MUITO ESQUISITO, e em vez de desenhar um ímã, desenha a mãe, porque ela lembra comida e comida lembra geladeira e geladeira lembra ímã – e o coitado do outro lado precisa acompanhar e adivinhar todo esse raciocínio. A mesma diversão é assistir ao outro tentando descobrir a resposta. Tem os que desistem fácil demais, os desesperados, os espertinhos literatos que ficam tentando juntar letras e ir por eliminação.

Acho que é meio como se sentir dentro da cabeça do outro. Você começa a descobrir outros processos de criação e de raciocínio, e realmente se esforça pra entender o que se passa dentro daquele crânio obscuro do outro lado do jogo. E o mais legal, o mais bonitinho mesmo, é que não é bem uma competição. A gente ganha e perde juntos. Cada parzinho se esforça pra ganhar junto, e pra isso precisa entender muito bem o outro – e ajudar. E sempre com um certo bom humor, porque não tem como brincar de ficar fazendo desenhinhos usando a expressão mais sisuda do mundo.

Eu acho é que o mundo tem muito o que aprender com o DrawSomething.

Agora desenha um arco iro.

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