Você tem um minuto?

Acabei de assistir a um filme nem tão bem executado, mas com uma ideia bem perturbadora. No Preço do Amanhã a moeda corrente é o tempo, num futuro em que as pessoas andam com um cronômetro mostrando quanto tempo de vida elas ainda têm, tatuado no braço. Você vê cada segundo se esvaindo, e a cada nova aquisição, o tempo diminui no cronômetro.

Ando bem incomodada de ver o desespero com que a gente precisa correr pra um computador pra ver as atualizações do facebook, procurar o que está acontecendo no iPhone, sendo alimentada pelos feeds como se a vida dependesse disso. E se você tivesse seu tempo restante de vida tatuado no braço, diminuindo a cada segundo, com que frequência correria pra ver a vida passar no dashboard do tumblr? E você teria feito o que você fez na última hora?

E na vida real a gente não consegue nem comprar mais tempo!

– comprei Amor Além da Vida, o livro que originou o filme, na banca da estrada porque esqueci o livro que estou lendo em São Paulo. É interessante como ele guarda algumas semelhanças com o livro que estou escrevendo, o que quer dizer que, sem querer, ele pode ter uma explicação espírita bem doida – e eu adoro essa possibilidade!

– no meu livro, a moeda corrente também não é dinheiro, mas sentimentos. 🙂

– e quando encontramos muitas semelhanças das nossas coisas com o que andamos lendo ou vendo é que estamos escrevendo, lendo e vendo as coisas certas!

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