o tal do conceito.

até uns anos atrás eu não entendia o que era conceito e tinha um preconceito enorme com ele. Era um tal de artistas dando conceito pra sua coleção, era um tal de ter que dar conceitos pras campanhas logo nos primeiros trabalhos da faculdade.
Hoje eu o entendo e o valorizo pra caramba. O conceito é um bom sujeito.

Um conceito de verdade não é uma coisa complexa. É uma idéia simples, mas tão simples que é genial e faz as idéias fluirem de forma muito fácil. Com um conceito bom e claro o suficiente as idéias vão derivando dele naturalmente. É lindo ver isso. A partir dele você consegue fazer centenas de coisas, que geralmente ficam tão bacanas que não cansam e todo mundo espera até mais.

O lado negro do conceito eu vejo bastante acontecer também. É quando a gente primeiro tem as idéias e depois tenta arranjar um conceito pra amarrá-las. Ou, pior, o que acontece muito em publicidade: você tem um conceito genial mas não simples o suficiente pra dar cria. É um conceito estéril, mas você, imerso nele, começa a viajar e criar coisas mirabolantes, que, pra quem não está por dentro do conceito, ficam absolutamente nonsense e na melhor das hipóteses, forçadas.

Vai, um exemplo. Você cria um conceito do tipo “Faça seu filho sorrir”. E começa a pirar em cima disso, imaginando símbolos de crianças associados a sorriso. E aparece com um conjunto de obra cheio de balões de festa com dentes, sorrindo.

Bizarro? Mas pro cara que criou, que bitolou no conceito, está fenomenal e moderrrno. Acho que é por isso que criação é feita em conjunto. E ainda assim, os criativos viajam muito em conjunto também.

Um exemplo de conceito simples e genial e que pode continuar seguindo eternamente que não se esgota? Clica aqui. Idéia simplérrima e muito engraçada.

Tem umas piadas bem para os geeks de raiz mesmo, mas a maioria é inteligível para os leigos. Como essa:

george!

Day of the Tentacle é bom demais.

How to be creative

Ludovica
Tinha recebido esse link há tempos e tinha perdido. É um manifesto criativo escrito por um cara genial que fez fama desenhando no verso de cartões de visita (e escrevendo um blog muito comunicativo :D). É um longo texto mas vale muito a pena. Se minha idéia aqui é me inspirar e inspirar os visitantes dessa grande caixa de fósforos por tabela, eu não só recomendo como exijo que vocês leiam. E tenham uma ótima e produtiva semana.

:O

a idéia é transformar esse blog numa espécie de diário de bordo enquanto escrevo meu livro e luto contra a inércia para ressuscitar minhas tirinhas.

Como tal, eu deveria atualizá-lo todo dia. Essa é a idéia secundária também.

O bom de fazer um blog sobre processo criativo é que, quando eu não quero escrever, posso dizer que passei por um bloqueio criativo e então falar sobre ele. Dessa vez o bloqueio criativo se chamou falta de tempo. Ou, melhor, falta de construção de tempo.

rebecando #10

Não deu tempo.

clique para ampliar.

essa é uma das tirinhas cuja arte eu gosto mais!

bom fim de semana a todos. 🙂

Clipe de papel

a verdade é essa: quanto mais simples a coisa, mais difícil de fazer.

É mais fácil tentar reproduzir um personagem da Disney do que um personagem desenhado com três risquinhos. As chances do segundo sair torto são muito maiores.

É mais fácil acertar um layout rebuscado que uma coisa simples. No simples, o feio aparece mais rápido.

Pra mim é infinitamente mais fácil escrever uma reportagem que um título publicitário.

Se me dão um tema e me falam pra escrever uma redação com quantas linhas quiser e depois sintetizar tudo em geniais duas palavras, vou demorar 15 minutos pra terminar a redação e 3 horas e meia pensando na melhor dupla de palavras, e vou perder por W.O.

Vai ver é por isso que os caras mais geniais
são aqueles que conseguem fazer coisas simples e perfeitas.

Tipo um clipe de papel.

[ontem não atualizei porque fui reviver um pouco e respirar os ares de minha querida e amada Paulista. O Starbucks da Alameda Santos tá tinindo, lindo lindo]

sou uma das mais entusiastas e apoiadoras da greve dos roteiristas.

rebecando #9

de volta para o futuro.

um segredo é ter um del.icio.us em mãos e ir adicionando as coisas que te chamam a atenção. Tagueio minhas coisas de um jeito que só eu entendo, porque cada link serve de inspiração pra uma coisa. Esse link aqui, por exemplo, veio dessa lista de emergência que fiz!

FutureMe é um site com uma idéia muito divertida: você escreve uma mensagem pra seu “você do futuro”. Daí é só agendar pra que data você quer, e na data escolhida você receberá a mensagem do seu eu passado. Achei fantástico. Sempre gostei desse negócio de “eu passado”, “eu presente” e “eu futuro”… somos pessoas diferentes, nós 3.

Ah, e no site você pode ler e-mails enviados por outras pessoas também, se quiser. Divirta-se.

Já mandei um memo pra Francine de 2009. E, pra variar, o Calvin tem algo a dizer sobre isso:

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Feliz diário novo!

Pois eu adquiri o hábito de fazer um diário. A idéia era (ainda é) escrever só pra mim em pelo menos um lugar, sem pôr esses textos muito, muito pessoais à prova, sem comentários de terceiros e sem preocupações algumas. Comecei seriamente isso em 2007 e achei tão terapêutico que resolvi fazer um em 2008 também. Fui lá e comprei uma agenda toda rosa, emborrachada e com coraçõezinhos, mais kitsch impossível.

Só que esse ano vou fazer diferente. Foi sim muito terapêutico e surpreendente reler o diário de 2007 inteirinho, mas foi tão cansativo. Esse ano vou trocar textos enormes – e por hora lamentosos – por frases mais concisas, charges, tirinhas e desenhos que sintetizem meu dia.

Ah, pena que vocês não vão ver. 😉

Mas já declarei que quando eu morrer famosa e farta de dias, meus diários podem ser publicados. ah podem.

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[imagem retirada do Dykes to Watch Out For , encontrada agora aleatoriamente 🙂 ]

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